15/01/2015
MPF DIZ QUE ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA PETROBRAS ‘NÃO FOI ESTANCADO’
O Ministério Público Federal sustenta que existem indícios de que o esquema de corrupção na Petrobras continua funcionando. Ao requerer a prisão preventiva do ex-diretor de Área Internacional, Nestor Cerveró, preso na madrugada desta quarta feira, 14, no Rio de Janeiro, quando desembarcava de viagem a Londres, os procuradores da República que integram a força tarefa da Operação Lava Jato são taxativos.
“Não há indicativos de que o esquema criminoso foi estancado. Pelo contrário, há notícias de pagamentos de ‘propinas’ efetuados por empresas para diretores da Petrobras mesmo em 2014.”
O MPF não detalha estes pagamentos. Os procuradores afirmam que Nestor Cerveró integra “a mais relevante organização criminosa incrustada no Estado brasileiro que a história já revelou”. Eles destacam que o ex-diretor é beneficiário de “um esquema de corrupção multibilionário na Petrobras”.
A Procuradoria anota que o esquema envolvia a indicação, por partidos políticos, de diretores da estatal, “os quais ficavam responsáveis por desviar dinheiro da estatal em benefício próprio, dos partidos e de agentes políticos”.
“Note-se que uma das empresas, a Camargo Correa, havia sido investigada por fatos similares anos antes, na Operação Castelo de Areia, sem que o esquema por isso tenha se encerrado”, informam os procuradores.
“Os agentes envolvidos nessa espécie de crime contam desde já com a impunidade alcançadas em outros casos e, no máximo, postergarão pagamentos, acumulando dívidas e saldos a liquidar com agentes públicos.” Estadão Conteúdo
“Não há indicativos de que o esquema criminoso foi estancado. Pelo contrário, há notícias de pagamentos de ‘propinas’ efetuados por empresas para diretores da Petrobras mesmo em 2014.”
O MPF não detalha estes pagamentos. Os procuradores afirmam que Nestor Cerveró integra “a mais relevante organização criminosa incrustada no Estado brasileiro que a história já revelou”. Eles destacam que o ex-diretor é beneficiário de “um esquema de corrupção multibilionário na Petrobras”.
A Procuradoria anota que o esquema envolvia a indicação, por partidos políticos, de diretores da estatal, “os quais ficavam responsáveis por desviar dinheiro da estatal em benefício próprio, dos partidos e de agentes políticos”.
“Note-se que uma das empresas, a Camargo Correa, havia sido investigada por fatos similares anos antes, na Operação Castelo de Areia, sem que o esquema por isso tenha se encerrado”, informam os procuradores.
“Os agentes envolvidos nessa espécie de crime contam desde já com a impunidade alcançadas em outros casos e, no máximo, postergarão pagamentos, acumulando dívidas e saldos a liquidar com agentes públicos.” Estadão Conteúdo
PLANALTO TEME QUE CERVERÓ REVELE NOVOS DETALHES SOBRE ESQUEMA DE CORRUPÇÃO
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Apontado como o grande responsável pelo “projeto falho” que embasou a decisão da presidente Dilma Rousseff na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi preso preventivamente na madrugada de ontem, no momento em que desembarcava no Rio de Janeiro.
Ele só foi demitido da BR Distribuidora, uma subsidiária da petroleira, em março do ano passado, oito anos após a polêmica negociação de Pasadena.
Quando foi surpreendido por agentes da Polícia Federal, no Aeroporto do Galeão, Cerveró regressava de Londres, onde passou natal e ano-novo com parte da família. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), “não há indicativos de que o esquema criminoso (na Petrobras) foi estancado”.
A prisão acendeu o sinal de alerta no Palácio do Planalto, que teme novas revelações sobre o esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava-Jato. João Valadares/Correio Braziliense.
BZ-Cerveró é apadrinhado pelo PMDB, e sabe muito. Se resolver contar tudo, muita gente vai ficar comprometida. Essa é a razão do temor.
MPF DIZ QUE CERVERÓ FAZ PARTE DA “MAIOR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DA HISTÓRIA”
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O Ministério Público Federal (MPF) enfatiza no pedido de prisão do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró que ele faz parte da “maior organização criminosa que a história já revelou” no país.
Segundo os procuradores, mesmo com as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), a continuidade do esquema de corrupção não foi estancada.
A prisão foi determinada no dia 1º de janeiro, mas efetivada somente hoje (14) porque Cerveró estava em Londres. Segundo os procuradores, há evidências de que Cerveró acumulou fortuna no Brasil e no exterior, oriunda dos crimes cometidos com os desvios da Petrobras.
Segundo o MPF, foi necessária a decretação da prisão para evitar que os valores sejam ocultados da Justiça. “O que é certo, de tudo isso, é o enriquecimento espúrio e a falta de conhecimento por parte do Estado de onde estão as dezenas de milhões de reais que recebeu criminosamente.
Sabe-se que o dinheiro não está com Cerveró, porque não está em suas contas no Brasil. Em outras palavras, tudo indica que esse dinheiro está sendo ocultado, o que também caracteriza lavagem de dinheiro”, afirmam os procuradores. André Richter, Agência Brasil
VICE-PRESIDENTE DA MENDES JÚNIOR PASSA MAL E É INTERNADO
O vice-presidente e sócio da Mendes Júnior, Sérgio Mendes, passou mal na tarde desta quarta-feira e teve de ser internado para atendimento médico.
Ele está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde 15 de novembro. Na ocasião, Sérgio Mendes se entregou de jatinho.
No dia anterior, ele havia sido procurado na deflagração da sétima fase da Operação Lava Jato.
Mendes reclamou de fortes dores aos carcereiros.
Uma ambulância foi solicitada ao Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). Após avaliação inicial, ele foi encaminhado ao Hospital Santa Cruz.
O diagnóstico preliminar é que as dores sejam causadas por uma crise de pedras nos rins.
BZ-Podemos garantir que poucas vezes na vida, alguém sentiu tamanha felicidade em ser acometido de um problema de saúde que o levasse a um internamento hospitalar, bem melhor que “internamento” policial. Daniel Haidar/VEJA de Curitiba
LAVA JATO: DESINFORMAÇÃO DA ABIN IRRITA DILMA
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Dilma anda tão irritada com seus arapongas que – segundo adverte um ministro com gabinete no Planalto – se alguém apresentar a ideia de extinguir a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ela topa na hora.
Dilma reclama que até hoje a Abin não conseguiu antecipar, antes da imprensa, qualquer detalhe da operação Lava Jato. “É o órgão de informação mais desinformado que existe”, disse ela a assessores.
Dilma se irrita ao lembrar que teve de definir o ministério ainda sem saber se alguns escolhidos correm o risco de sair do cargo algemado.
As trapalhadas da Abin são antigas. O caso envolvendo sindicalistas no porto do Suape, em 2013, causou grande constrangimento a Dilma.
Difícil é saber o que os arapongas fazem com um orçamento, na Abin, que é superior ao de ministérios como os do Turismo, Esporte e Pesca.
BZ-A ABIN é o equivalente brasileiro da americana CIA (Central Intelligence Agency) com a finalidade de garimpar e passar informações importantes à Presidência da Reública, auxiliando-a na tomada decisões estratégicas, mas não tem funcionado a contento. Melhor realmente extingui-la, especialmente nesse momento de "enxugamento" das despesas governamentais.
MINISTÉRIO PÚBLICO DEVERÁ DENUNCIAR COLLOR AO STF
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A Procuradoria-Geral da República deve denunciar o ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) no início de fevereiro, quando pedidos de investigações contra políticos envolvidos na Operação Lava Jato serão enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo apuração da Folha de S. Paulo, autoridades responsáveis pelo caso consideram já haver “elementos suficientes” para denunciar o senador, sem a necessidade de se colher novas provas por meio de um inquérito, o que está sendo chamado de “denúncia direita”.
Em 2014, policiais federais encontraram no escritório do doleiro Alberto Youssef, em São Paulo, oito comprovantes de depósitos para o senador, que somam R$50 mil.
Todos os depósitos foram feitos em dinheiro vivo nos dias 2 e 3 de maio de 2013. Andréia Sadi e Severino Mota, Folha de S. Paulo
BZ-Quando o assunto veio a público, o senador vociferou, negou, mas não comprovou sua aludida inocência.





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