sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

ESCANDALÔMETRO: MENSALÃO, TREMSALÃO, PETROLÃO...

16/01/2015
‘NÃO HÁ NENHUMA PROVA SEQUER CONTRA GRAÇA’, DIZ BRAGA 

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, defendeu nesta quinta-feira, 15, a presidente da Petrobras, Graça Foster, e membros da atual diretoria, isentou-os de envolvimento com os escândalos de corrupção envolvendo a estatal e disse estar “otimista” com os rumos da empresa. 
Para o ministro, a companhia enfrenta uma “convergência de fatores negativos” e seu maior problema é que as empresas contratadas para fazer parte de seus investimentos estão “enroladas” na Operação Lava Jato. 
“Até hoje, não há nenhuma prova sequer contra Graça Foster. Até hoje, não há nenhuma prova sequer contra esses diretores que aí estão. 
Não seria justo, vendo o esforço que a Petrobrás está fazendo com seus técnicos e sua diretoria, de recuperação de gestão e eficiência, puni-los sem dar a chance para que apresentem os resultados que a Petrobrás aponta que apresentará”, afirmou Braga, em entrevista exclusiva ao Broadcast, ressaltando que mudanças no conselho de administração já estão em estudo pelo governo. 
BZ-Pessoalmente até acredito que a presidente Graça Foster não participou do esquema. Do mesmo modo, não posso acreditar que uma pessoa inteligente como ela, não soubesse dos fatos, dos rumores. Que ela foi conivente, leniente, isso foi e ninguém duvida. E é aí que está o “X” da questão: ela sabia e não falou, e não falou para proteger alguém importante, querido e acima dela. Quem é, ou quem são essas pessoas? Essa é a pergunta que esperamos que seja respondida rápido e de modo absolutamente inquestionável. 


COMPRA DE NAVIOS-SONDA FOI FEITA FORA DE PROCESSO LICITATÓRIO DURANTE GESTÃO DE GABRIELLI, DIZ CERVERÓ 


O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou no depoimento que prestou à Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (15), que a compra de navios-sonda de perfuração marítima, que teriam sido objeto de propina, de acordo com a apuração da Operação Lava-Jato, foram feitas “fora de processo licitatório”, durante a gestão do ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. 
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, Cerveró afirmou que a medida foi aprovada pela diretoria executiva da companhia, “formada por seis diretores e o presidente a quem cabe examinar a compra de equipamentos e construção de refinarias e oleodutos”. 
“Gostaria de esclarecer de forma espontânea que a aquisição das sondas em questão se deu fora do procedimento licitatório, por ser incabível, diante das circunstâncias que cercavam o negócio, que visava atender uma necessidade específica e imediata da Petrobras, disse o executivo. 
A operação ainda teve parecer jurídico da petrolífera, segundo Cerveró. Bahia Notícias 
BZ-Impressionante como a aquisição de bens de produção, como a de um navio desses, que custam dezenas de milhões de  dólares, são efetuadas sem licitação.


UNS MAIS IGUAIS QUE OUTROS 

A prisão do ex-diretor Cerveró suscita reflexões, como faz hoje Merval Pereira ("O Globo")
Ele observa que a investigação da Lava-Jato, parceria entre o juiz Sérgio Moro, PF, e MP, não tem primado pela igualdade, haja vista a lista de presos no Paraná. 
Os supostos operadores do PMDB e PP estão presos, mas Renato Duque, João Vaccari e José Sérgio Gabrielli (citação nossa), todos do PT, estão soltos. 
Merval sugere que poderia haver "tentativa de blindagem para que as investigações não cheguem aos principais responsáveis pelo petrolão". Tudo a ver. Blog do Jefferson 
BZ-Não dá para entender porque o ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque, preso como os demais diretores, foi o único a ser beneficiado com um "habeas corpus". O João Vaccari Neto e o José Sérgio Gabrielli, nem foram presos. Uma coincidência entre eles: todos são filiados ao PT. Seria isso? 


DESCOBERTAS CONTAS MILIONÁRIAS DO PCC NA CHINA E NOS EUA 

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE) por meio de investigação descobriram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) possuía, pelo menos, duas contas correntes para realizar compras internacionais de armas e drogas, uma na China e outra nos EUA. 
A movimentação financeira foi de cerca de R$ 100 milhões e ocorreu entre os anos de 2013 e 2014. Para enviar o dinheiro as contas internacionais, foram utilizadas cinco empresas de fachada e mais uma corretora de câmbio. 
A movimentação nas contas era feito a partir de computadores instalados no Paraguai. De lá integrantes da facção usavam o dinheiro para fazer pagamento de armas e drogas, depois as mercadorias eram despachadas para São Paulo. Por: Francine Monteiro/Diário do Poder 
BZ-A audácia do crime organizado está cada vez maior. Qualquer dia vão querer lançar ações do PCC em Bolsa de Valores.

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