segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ESCANDALÔMETRO: MENSALÃO, TREMSALÃO, PETROLÃO...

19/01/2015
PUNIÇÃO CONTRA PETROBRAS SERÁ MAIS DURA NOS EUA 

A ação simultânea da Securities and Exchange Comission (SEC), do Departamento de Justiça (DoJ), e dos tribunais norte-americanos indica que virá de fora a artilharia mais pesada contra a Petrobras, se comprovadas as denúncias de corrupção e apurados os prejuízos aos investidores estrangeiros. 
O poder de fogo para multas e acordos bilionários do sistema dos Estados Unidos se contrapõe à atuação limitada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à falta de proteção aos investidores no Brasil. 
O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que o Departamento de Justiça dos EUA já enviou técnicos ao Rio de Janeiro para investigar as denúncias. 
Especialistas afirmam que as indenizações e multas aplicadas à Petrobras podem superar os valores de casos emblemáticos, como o da elétrica Enron, cujas fraudes contábeis terminaram em acordo de US$ 7,2 bilhões em 2006. Agência Estado 
BZ-A SEC (Securities and Exchange Commission) é um órgão americano do governo americano que zela pelo investidor americano, fiscalizando a lisura das empresasque tem ações negociadas em Bolsa de Valores.


EMPRESAS NA LAVA JÁ DEMITIRAM MAIS DE 12 MIL 

Em menos de dois meses, consórcios formados por empresas envolvidas na operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção em contratos da Petrobras, demitiram mais de 12 mil trabalhadores em todo o Brasil, segundo balanços das centrais sindicais. 
Para as próximas semanas, são esperadas novas rescisões, especialmente por causa da deterioração financeira de muitas empresas que caminham para a recuperação judicial – ou já entraram nesse processo. 
A situação é grave. De um dia para o outro, centenas de trabalhadores ficaram sem emprego e sem dinheiro – muitos deles ainda não receberam a indenização da rescisão e estão em sérias dificuldades financeiras. 
Os piores casos são verificados na Refinaria Abreu e Lima e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), dois megaempreendimentos da Petrobras que envolvem centenas de contratos com empreiteiras. 
Mas, segundo os sindicatos, as demissões também atingem projetos no Rio Grande do Sul e Bahia. Os problemas surgiram com a sétima fase da operação Lava Jato, da Polícia Federal, desencadeada na primeira quinzena de novembro e que prendeu executivos de várias construtoras, como Camargo Corrêa, OAS, Mendes Júnior, UTC, Engevix, Iesa, Galvão Engenharia e Queiroz Galvão. No fim de dezembro, a situação se complicou ainda mais com a lista de 23 empresas proibidas de participar de novas licitações da Petrobrás. Renée Pereira, Agência Estado.
BZ-Isso pode ser apenas o começo. Ninguém sabe ainda avaliar corretamente o impacto final dessa bandalheira. 


CÚPULA DO PARTIDO SOLIDARIEDADE É BARRA PESADA 

A Executiva do Solidariedade (SD), partido criado por Paulinho da Força (SP), é autêntica “lista negra” de enrolados em escândalos. 
A começar pelo fundador: já foi flagrado em investigação da Polícia Federal sobre fraude na liberação de recursos do BNDES e, desde agosto, responde a inquérito por corrupção e venda de cartas sindicais. 
O 2º secretário do SD é ninguém menos que o deputado Luiz Argôlo (BA), sócio do doleiro Alberto Youssef, fisgado na Operação Lava Jato. Paulinho foi condenado por improbidade e desvio de recursos públicos, em setembro passado, pelo Tribunal Regional Federal (TRF-3). 
 O secretário jurídico do Solidariedade é Tiago Cedraz, cujo pai preside o Tribunal de Contas da União, onde ele já admitiu atuar – e muito. Personagem da Operação Voucher, da Polícia Federal, Tiago Cedraz é também citado na Lava Jato. 
É jovem, mas sua reputação o precede. Tiago Cedraz é amigo de políticos como Pezão, governador do Rio. Ávido por poder, fez de um primo, Luciano, tesoureiro do Solidariedade. Cláudio Humberto

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