26/01/2015
EXECUTIVOS DA PETROBRAS USAM DEFESA DE DILMA ROUSSEFF
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por Fábio Fabrini e Andreza Matais | Agência Estado
Executivos condenados por prejuízos na compra da refinaria de Pasadena dizem nas defesas apresentadas ao TCU estar no mesmo "barco" da presidente Dilma Rousseff, que aprovou o negócio em 2006, quando era ministra da Casa Civil e chefe do Conselho de Administração da Petrobrás.
Dilma diz ter sido enganada pelo então diretor da área Internacional, Nestor Cerveró, por ele ter apresentado à cúpula da empresa resumo executivo que omitia cláusulas do negócio.
Os executivos que atuavam na empresa em 2006, porém, tentam desmontar essa versão. Em documento de 25 páginas entregue por seus advogados, o diretor Financeiro da Petrobrás, Almir Guilherme Barbassa, sustenta que sua situação "é exatamente igual à dos membros do conselho".
A defesa diz que Barbassa aprovou a aquisição sem saber da existência do laudo e das cláusulas Marlim e Put Option. A primeira assegurava à Astra Oil, sócia da Petrobrás em Pasadena, uma rentabilidade mínima, mesmo que a planta de refino não fosse lucrativa; a segunda dava a ela o direito de vender sua parte, em caso de desacordo com a estatal.
"O defendente, de boa-fé, foi ludibriado por aqueles que queriam executar o negócio a qualquer custo e, para tanto, não mediram esforços para montar uma estratégia que, no momento da compra, não gerasse qualquer desconfiança", diz o documento. "Não poderia, jamais, imaginar má-fé ou omissão de informações por parte de colega", prossegue, referindo-se a Cerveró.
O ex-diretor de Exploração e Produção Guilherme Estrella, representado pelo mesmo escritório de Barbassa, afirma na defesa entregue ao TCU que ignorava os mesmos itens. Outros condenados também apresentaram suas manifestações, com argumentações distintas. O ex-diretor Ildo Sauer (Gás e Energia) alega que as cláusulas classificadas como nocivas não trouxeram, de fato, prejuízo.
Sauer, assim como Cerveró, diz que, se os executivos estão sendo responsabilizados, os conselheiros também deveriam responder pela compra. O ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli usa o mesmo argumento em sua defesa.
EMPRESA CAMARGO CORRÊA ADMITE ASSUMIR CULPA EM CORRUPÇÃO NA PETROBRAS, DIZ JORNAL
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A Camargo Corrêa admite assumir sua culpa no esquema de corrupção da Petrobras, segundo informações apuradas pelo jornal Folha de S. Paulo.
Segundo a matéria, a Camargo aceita abrir o jogo em sua participação na acusação de superfaturar obras e pagar propina a diretores da estatal.
Entretanto, ainda não estaria decidida em relação à exigência de apontar novos crimes em outras áreas do governo.
A intenção de uma das maiores e mais influentes empreiteiras do país é fazer um acordo combinado com seus três executivos presos desde novembro, o que lhe daria mais controle sobre os rumos do processo.
A possibilidade que a empresa faça um acordo de delação com o Ministério Público Federal ameaça explodir o "clube da propina", apelido das construtoras investigadas na Operação Lava Jato. Até agora, só a Toyo Setal, que não estava na linha de frente do cartel da Petrobras, está colaborando com a Justiça.
BZ-Isso é o pavor do governo/PT. Se cada uma das empreiteira contaro que sabe, vai sobrar muito pouca coisa.



Que lindo seria se no Brasil existisse pena de morte para crimes de corrupção.Sem dúvida nenhuma,de todos os políticos brasileiros somente uma fração infinitesimal se salvaria,pois,o que mais tem na política brasileira é ladrão enriquecendo com o dinheiro do povo,principalmente no Nordeste.É só olharmos a vida de vereadores,prefeitos,secretários,deputados e um monte de bandido transvestido de políticos,falsos representantes do povo para termos a certeza que os discursos que sobre desenvolvimento e geração de oportunidades só atingem suas vidas pessoais e familiares!Tenho nojo da política brasileira!
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