sábado, 17 de janeiro de 2015

NACIONAIS

17/01/2015
SEM BENESSES 
Ex-deputado André Vargas, sem as  costumeuras mordomias
André Vargas aos poucos se despede das benesses de ser deputado federal.
Na semana passada, Vargas devolveu o apartamento funcional. Até o fim do mês, é obrigado a entregar o passaporte diplomático. 
No STF, Celso de Mello já devolveu ao TRE do Paraná um inquérito sobre falsificação de documentos com fins eleitorais, e Teori Zavascki enviou a Sérgio Moro a papelada da Lava-Jato referente a Vargas. 
Teori ainda terá que remeter à Justiça Eleitoral no Paraná um terceiro caso, que também investiga a prática de crime eleitoral. Por Lauro Jardim/VEJA 
BZ-Para esses viciados nas benesses do poder, viver sem essas mordomiasjá é um excelente castigo.


GOVERNO FAZ PRESSÃO CONTRA RELATÓRIO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO 
Ministro José Múcio, nomeado por indicação do PT
A pressão do governo Dilma Rousseff contra o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que comprovou as chamadas "pedaladas fiscais" já começou. 
O objetivo do Palácio do Planalto é evitar a aprovação integral do texto da investigação, conduzida pelo ministro José Múcio, em que o TCU revela as manobras contábeis do Tesouro Nacional sobre os bancos, notadamente a Caixa. 
O relatório, antecipado pelo jornal O Estado de S. Paulo no domingo (11) documenta os atrasos nos repasses do Tesouro aos bancos e pede a convocação de 14 autoridades do governo para explicar os fatos em audiências.
O ministro Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União (AGU), afirmou ontem à reportagem que vai fundamentar a defesa do governo na tese de que os atrasos do Tesouro fazem parte da lógica dos contratos fechados entre a Caixa e o governo. 
"Não concordo com o entendimento da área técnica do TCU. São contratos de prestação de serviço, e não de crédito, entre a Caixa e o governo", disse. 
"O Tesouro faz repasses periódicos de recursos, baseados em estimativas. Às vezes, o repasse é maior do que a necessidade, às vezes é menor." 
O chefe da AGU, homem de confiança da presidente Dilma, foi direto: "A instituição financeira teve ganhos com a operação, porque os períodos de saldos positivos, onde o repasse do Tesouro foi superior à necessidade, compensam os períodos de saldos negativos (de atrasos). 
O que questionamos é que o TCU trabalhou meramente com os períodos negativos". Depois da revelação do relatório do TCU, o documento começou a circular nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, além de outros órgãos envolvidos, como o Banco Central e a Caixa. Na fase de investigação, já havia indicações de que o relatório seria duro com as pedaladas e seus autores. João Villaverde e Adriana Fernandes/Estadão Conteúdo

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