Os depoimentos do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e de dois ex-dirigentes da empreiteira Delta (Fernando Cavendish,ex-presidente, e Cláudio Abreu, ex-diretor na região Centro-Oeste) são os mais desejados pelos membros da CPI mista que vai apurar o envolvimento de políticos e empresários com o grupo do contraventor preso pela Polícia Federal. Na próxima quarta-feira, os 32 integrantes da CPI (16 deputados e 16 senadores) fazem a segunda reunião de trabalho, na qual deverão ser votados os 168 requerimentos protocolados até esta sexta. Desse total, 115 são pedidos de convocação de depoentes, dos quais 24 têm Cachoeira, Cavendish e Abreu como alvos (oito requerimentos para cada um), segundo dados disponíveis na página da CPI no site do Senado. (G1)
Folha de São Paulo
As investigações da Polícia Federal no caso Cachoeira indicam que Fernando Cavendish, presidente licenciado da Delta Construções, tinha conhecimento e orientava a atuação de seu ex-diretor para o Centro-Oeste, Cláudio Abreu.
Demitido após a revelação de que trabalhava em conjunto com Carlos Cachoeira, Abreu sempre teve sua atuação classificada como autônoma pela Delta, empreiteira líder no recebimento de recursos do Executivo federal desde 2007.
As escutas também sugerem que Cachoeira remunerou um assessor do ex-diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot, que ameaçava dar um depoimento explosivo em Brasília.
RIO E SÃO PAULO - Obras com problemas de infraestrutura, abandono de serviços, suspeitas de irregularidades em licitações, uso repetido de termos aditivos e até a contratação de funcionários fantasmas. Uma análise de contratos da Delta Construções com prefeituras de grandes cidades do país mostra um retrato do tipo de trabalho que a empreiteira vem concedendo ao poder público, hoje o único cliente da construtora. No Rio, por exemplo, a Delta está sendo investigada pelo Ministério Público. Já o Tribunal de Contas do Município (TCM) afirma que fará um pente-fino em todos os contratos executados pela empresa número 1 do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e alvo da CPI do Cachoeira.
BZ-Para ganhar licitações públicas, a Delta usa preços abaixo do mercado. Depois de conseguir as obras, fiscalizadas por "gestores amigos", consegue aditivos que inflam os preços, ou abandona as obras. Tudo entre e para os "amigos".
BZ-Para ganhar licitações públicas, a Delta usa preços abaixo do mercado. Depois de conseguir as obras, fiscalizadas por "gestores amigos", consegue aditivos que inflam os preços, ou abandona as obras. Tudo entre e para os "amigos".
Não há como não incluir Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio, nas investigações da CPI do Cachoeira, pelo grau do seu envolvimento com a Delta. Basta analisar a agenda do governador e ver quem pagou hotel, jantares e até mesmo o jatinho que levou a comitiva de festeiros para Paris, para curtir com a nossa cara no Ritz. A Delta tem quase R$ 1,5 bilhão em contratos com o governo de Cabral, que é seu maior cliente.
BZ-O governador Sérgio Cabral/PMDB é amigo íntimo e inseparável de Fernando Cavendish, que é o maior empreiteiro das obras do Governo do Rio de Janeiro. Difícil acreditar que naõ soubesse das conexões da Delta com o o bicheiro Cachoeira.
BZ-O governador Sérgio Cabral/PMDB é amigo íntimo e inseparável de Fernando Cavendish, que é o maior empreiteiro das obras do Governo do Rio de Janeiro. Difícil acreditar que naõ soubesse das conexões da Delta com o o bicheiro Cachoeira.
Clarissa Thomé, Estadão.com.br
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou hoje, por meio de nota, que "jamais imaginou" que a Delta Construções - que faturou R$ 1,5 bilhão em contratos com o governo estadual em cinco anos - "fizesse negócios com um contraventor no Centro-Oeste brasileiro".
A declaração foi divulgada pela assessoria de imprensa do governo no segundo dia em que o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) publicou imagens em seu blog que mostram momentos de intimidade entre Cabral e o dono da Delta, Fernando Cavendish.
As ligações entre a construtora e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foram reveladas pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal .
As doações da Delta Construções, nas eleições de 2010, foram feitas aos Comitês Partidários e não a candidatos. Para o PT, a empresa de Cavendish, envolvida até os olhos com o bicheiro Cachoeira, foi de R$ R$ 1.150.000. Para o PMDB, o repasse foi de R$ 1.150.000,00. Os dois partidos receberam quantias rigorosamente iguais.
No dia 17 de setembro, a Delta depositou R$ 650.000,00 para o PT e R$ 350.000 para o PMDB, totalizando R$ 1.000.000,00. No dia 21 de setembro, foram doados R$ 500.000 para o PT e R$ 500.000 para o PMDB. No dia 27 de outubro, o PMDB recebeu R$ 300.000.
É interessante que os dois partidos tenham recebido exatamente o mesmo valor.
Acusado de comandar um esquema de jogos ilegais, o contraventor Carlinhos Cachoeira caiu na gargalhada ao ver a lista com os nomes dos políticos que farão parte da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) responsável por investigar sua rede de relações no Congresso e no mundo empresarial. A informação foi passada por um interlocutor do bicheiro à jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, o empresário disse estar curioso para saber as perguntas que alguns membros do colegiado, que conhece, farão no dia do seu depoimento. Cachoeira teria relatado ainda, não apenas à mulher, Andressa Mendonça, mas também a advogados e a amigos que o visitam que “está louco” para falar.
João Domingos e Mariângela Gallucci, Estadão
No pedido de instauração de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar as ligações do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, diz que é “expressamente referido” que “R$ 1 milhão foi depositado na conta” do parlamentar. O documento aponta um valor total repassado para o parlamentar de R$ 3,1 milhões. A afirmação do procurador está no item 36, página 40 do inquérito encaminhado ao Supremo. Toda essa documentação foi liberada ontem pelo ministro Ricardo Lewandowski para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, e para o Conselho de Ética do Senado, que está apreciando pedido de cassação do mandato do senador Demóstenes. Leia mais no Estadão.
DEMÓSTENES QUADRUPLICOU O PATRIMÔNIO
O patrimônio do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) praticamente quadruplicou quatro meses depois das eleições de 2010, quando se reelegeu senador. Neste período, Demóstenes declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 374 mil. Na relação de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não havia nenhum imóvel. O parlamentar listou um carro de R$ 102,4 mil e R$ 63,3 mil em contas bancárias. Informou ainda ter duas aplicações financeiras que não chegavam a R$ 10 mil. Pouco tempo depois, o parlamentar chegou a comprar do seu suplente, o empresário Wilder Morais, um apartamento em um dos prédios mais luxuosos de Goiânia (GO), no valor de R$ 1,2 milhão. A transação imobiliária ocorreu três meses após a Construtora Orca, de propriedade de Wilder, comprar o imóvel de outra empresa goiana.










Estes governadores ladrões, vagabundos, palhaços e outros politicos, empreiteiros, costumam gastar dinheiro publico lá fora, dançarem, fazerem orgias, tipos estas da foto, fazendo de nós brasileiros de palhaços e otarios. Estas doações que aparecem ao PT são oficiais e as por fora são 1000 vezes mais. PT é um partido bandido muito mais que qualquer outro.
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