RICARDO TEIXEIRA FOI ACOBERTADO PELA FIFA, APONTAM INVESTIGADORES
Jamil Chade, do Estadão
A Fifa acobertou por anos Ricardo Teixeira, João Havelange e outros cartolas envolvidos em escândalos de corrupção, violando suas próprias regras. É isso que diz um relatório preparado por uma equipe contratada para propôr reformas na entidade máxima do futebol e que foi entregue nesta semana à cúpula da Fifa. Os investigadores, liderados pelo reconhecido especialista anti-corrupção Mark Pieth, vão propor a criação de um comitê de ética independente, auditores externos e a substituição de cartolas suspeitos por uma nova geração. O relatório foi preparado por juristas, patrocinadores e pessoas envolvidas com o futebol. Em declaração à AP, Pieth admitiu que vários pontos de sua proposta terão de passar por “duras negociações” dentro da própria Fifa. Hoje, no lobby de um hotel luxuoso de Zurique, Michel Platini e Chuck Blazer, dois dos membros do Comitê Executivo da entidade, debatiam o impacto das propostas. Leia mais no Estadão.
PIMENTEL TERÁ 10 DIAS PARA EXPLICAR À COMISSÃO DE ÉTICA ATIVIDADES DE CONSULTORIA
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, terá dez dias para enviar à Comissão de Ética Pública da Presidência da República informações sobre suas atividades de consultoria. Os dados foram solicitados pelo colegiado nesta segunda-feira (26). Três integrantes do grupo votaram a favor do pedido de explicações e outros três queriam arquivar o caso. O voto de minerva coube ao presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, já que um dos ministros não esteve presente na tomada da decisão. Depois de receber o que foi solicitado, o colegiado decidirá se inicia uma investigação sobre as denúncias relativas aos serviços prestados por Pimentel como consultor. “Sem fazer nenhum juízo de mérito por ora sobre as acusações correntes ao ministro do Desenvolvimento, resolvemos dar-lhe a oportunidade de se manifestar para que então possamos ajuizar se existe essa situação excepcional em que se justificaria a abertura de um processo de ética, embora os fatos veiculados sejam todos eles anteriores a sua posse no ministério”, declarou Pertence.
MPF PEDE DEMISSÃO DE ESTAGIÁRIOS CONTRATADOS POR ATO SECRETO NO SENADO
A contratação irregular de 76 estagiários sem concurso público no Senado Federal, ocorrida na década de 1990, está sendo questionada na Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF). O episódio ficou conhecido como o Escândalo dos Atos Secretos e foi denunciado pela imprensa quase 20 anos depois, em 2009. Os estagiários foram enquadrados no cargo recém criado de assistente industrial gráfico por um ato sem número e sem publicação na imprensa oficial. A Comissão Diretora do Senado defendeu a contratação alegando que a Constituição de 1988 permitia a efetivação de não concursados se houvesse prova do vínculo empregatício de pelo menos cinco anos. De acordo com o MPF, a regra constitucional dos cinco anos foi mal interpretada, já que os funcionários em questão tinham que estar trabalhando há cinco anos contados da data de promulgação da Constituição. Os estagiários foram contratados entre 1984 e 1985.




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