Nathalia Passarinho, do G1
O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) afirmou nesta quarta-feira, em discurso no plenário da Casa, que reivindicar cargos no governo federal e exigir liberação de emendas parlamentares (verbas para obras locais) não é “toma lá da cá”. O peemedebista fez um desabafo ao criticar reportagens que dizem que o Congresso estaria fazendo exigências e “chantagens” para votar projetos de interesse do governo federal. “Emenda não é concessão de Poder nenhum. É uma previsão orçamentária. O deputado é interlocutor de suas bases, de suas comunidades. Mas fica como se fosse um toma lá da cá”, disse. Leia mais no G1.
BZ-É legítima a pressão de parlamentares sobre os gestores de recursos (prefeitos, governadores e presidente), pois o parlamentar precisa levar obras para seus redutos eleitorais. O que é fisiologismo, é o parlamentar condicionar seu apoio a esses gestores, à liberação dessas verbas. Isso é o que mais se vê na Câmara e no Senado.
BZ-É legítima a pressão de parlamentares sobre os gestores de recursos (prefeitos, governadores e presidente), pois o parlamentar precisa levar obras para seus redutos eleitorais. O que é fisiologismo, é o parlamentar condicionar seu apoio a esses gestores, à liberação dessas verbas. Isso é o que mais se vê na Câmara e no Senado.
Quando Marco Maia e os líderes anunciaram ontem o acordo para votar a Lei Geral da Copa e o compromisso de analisar o Código Florestal ainda em abril, o líder tucano Bruno Araújo ironizou Dilma Rousseff ao dizer que “a melhor articulação do governo é a Dilma viajar”. Embora tenha sido verbalizada por um líder da oposição, a frase se encaixaria perfeitamente no pensamento de Maia e seus liderados. Como admite um deputado peemedebista, não foi para liberar a pauta da Câmara que base, oposição e ruralistas chegaram a um acordo sobre a Lei Geral da Copa: “Isso é para mostrar que quem atravanca o Congresso é a Dilma. É para mostrar que conversar é melhor do que levar no grito. É para dizer que quem decide a pauta do Legislativo é o parlamento”. (Radar On-line/Veja)
DILMA RECEBE TÍTULO DE DOUTORA NA ÍNDIA E REFORÇA LAÇOS COM O PAÍS
A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, ao receber o título de doutora honoris causa da Universidade de Nova Déli, na Índia, que tem “certeza” de que indianos e brasileiros serão “chamados” a colaborar nos esforços internacionais para conter a crise econômica e buscar soluções sobre o tema. Segundo ela, Brasil e Índia têm vários aspectos em comum – dos desafios às conquistas. – Tenho certeza de que Brasil e Índia serão chamados a desempenhar cada vez mais um papel central na agenda internacional. Para a presidente, as conquistas dos últimos anos dos dois países reforçam a credibilidade. (Agência Brasil)
DILMA DIZ QUE GOVERNA COM “ALMA DE PREFEITA”
Em depoimento gravado para a cerimônia de abertura do I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu nesta terça-feira em Brasília, a presidente Dilma Rousseff disse que governa “com alma de prefeita”, “acima de qualquer interesse partidário ou regional” e reúne “forças para fazer o bom combate”. O evento é promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). “Este novo Brasil vem acelerando cada vez mais, porque decidimos governar em parceria direta com os prefeitos e as prefeitas. Governar acima de qualquer interesse partidário ou regional, livre de formalismos burocráticos ou limitações políticas”, disse Dilma, que gravou o depoimento antes de embarcar para a Índia, no domingo. “É por isso que eu gosto de governar também com a alma de prefeita, tocando os problemas com minhas próprias mãos. Ouvindo e conversando com as pessoas nas praças públicas. Recolhendo no contato direto com nossa gente a energia para seguir em frente, removendo obstáculos, vencendo incompreensões e, assim, reunir forças para fazer o bom combate”, declarou Dilma. (Agência Estado)
MAIA MOSTRA A DILMA QUEM MANDA NA CÂMARA
Às turras com a presidenta Dilma Rousseff já há algum tempo, o presidente da Câmara, Marco Maia, tenta mostrar quem manda na Casa ao fixar em abril a votação do novo Código Florestal, contrariando a ordem do Planalto. Com apoio dos ruralistas e de maioria na base aliada, inclusive de grupos descontentes, Maia acredita estar blindado em caso de uma ‘reação negativa’ da presidenta.
Em campanha...Maia fechou acordo afinado com o líder do PMDB, Henrique Alves, e a vice-presidente Rose de Freitas, candidatíssimos a sua sucessão.
SENADO: PLENÁRIO APROVA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DE SERVIDORES PÚBLICOS
O Plenário do Senado acabou de aprovar o projeto que cria fundos de previdência complementar para a aposentadoria dos servidores públicos. Pelo texto, os servidores que ingressarem no setor público a partir do funcionamento dos fundos vão ter aposentadoria limitada ao teto do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) – hoje de R$ 3.916,20. O projeto foi aprovado mais cedo nas comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Os servidores antigos podem optar se querem, ou não, fazer parte do novo regime.
BZ-O projeto só vai mostrar resultados dentro de 30 anos, mas sinaliza, mesmo que a longo prazo, o fim da sangria dos cofres da Previdência. No Brasil há duas classes de cidadãos. Os que se aposentam pelo INSS, com uma pensão máxima de R$ 3.916,20, e os funcionários do poder público, que se aposentam com os salários integrais que vão até R$ 28.000,00. Este procedimento inaceitável e inexplicável, gera um rombo de 60 bilhões de reais por ano, para o milhão de aposentados do serviço público. Os 30 milhões de aposentados pelo INSS, os cidadãos de segunda classe, geram um rombo bem menor.



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