terça-feira, 24 de abril de 2012

ESCANDALÔMETRO

24/04/2012

CPI DO CACHOEIRA: ACUSADOS PODEM TER BENS BLOQUEADOS
O Globo
Enquanto PT e oposição trabalham para politizar os trabalhos da CPI Mista do Cachoeira, que será instalada nesta quarta-feira no Congresso, um grupo de parlamentares, chamados de independentes, tentarão dar rumo técnico às investigações.
É o caso do deputado Miro Teixeira (RJ, foto abaixo), que defende como ponto de partida pedido de bloqueio dos bens dos investigados. O detalhamento dos negócios da Delta com políticos é o alvo do grupo.
— O objetivo é recuperar o dinheiro (público) desviado por atividades ilícitas, em caso de condenação — explicou Miro: — Com o surgimento da Delta, a CPI tornou-se inevitável. Aparentemente, ela aparece de forma superficial nos autos.
A Delta também é o foco de outro senador do grupo, Pedro Taques (PDT-MT):
— Tem que investigar seu crescimento vertiginoso.


A PROPÓSITO

Na CPI que investiga a corrupção de Carlinhos Cachoeira, entre titulares e suplentes, estão reunidos Fernando Collor, Gim Argello, Protógenes Queiroz, Alfredo Nascimento (o que deixou o Ministério dos Transportes no início daquela derrubada em série de ministros que levou o nome de “faxina ética”). (CONTRA O VENTO)


RECEITA LIGA BENS QUE SOMAM R$ 30 MI A ESQUEMA COMANDADO POR CACHOEIRA
Alana Rizzo, O Estado de S.Paulo
Relatório produzido pela Receita Federal durante as investigações da Operação Monte Carlo revela que, além dos indícios de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, a organização criminosa de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acumulou um patrimônio de cerca de R$ 30 milhões. Cachoeira é um dos alvos da CPI criada pelo Congresso, cuja instalação está prevista para quarta-feira. Para a Receita, os valores são incompatíveis com a renda dos integrantes do esquema que, segundo a Polícia Federal, explorava caça-níqueis e contratos públicos em parceria com a Delta Construções. O relatório apresenta a quebra de sigilo bancário, incluindo a análise das contas bancárias e das declarações de imposto de renda. Os auditores identificaram movimentações atípicas e ações fiscais anteriores às investigações da PF. Segundo a Receita, Carlinhos deixava todos os seus bens em nome da ex-mulher Andréia Aprigio de Sousa ou do ex-cunhado Adriano Aprigio. Leia mais no Estadão.

 


CGU APURARÁ DENÚNCIAS CONTRA A DELTA
A Controladoria-Geral da União (CGU) vai instaurar um processo para apurar as denúncias de tráfico de influência e corrupção pela empresa Delta Construções S.A. A decisão foi tomada após reunião entre o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A empresa tem contratos firmados com o governo federal entre 1º de janeiro de 2004 e 31 de março de 2012. Se for declarada inidônea, a Delta será proibida de firmar contrato com órgãos públicos e os contratos existentes poderão ser cancelados. De acordo com a CGU, a empresa terá o direito de se defender das denúncias. Não há um prazo para conclusão do processo. A controladoria também criará uma comissão para apurar as irregularidades, além de analisar o inquérito policial e ouvir representantes da empresa. A constituição da comissão que atuará no processo será publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24).

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