Vera Magalhães, Folha de São Paulo
Membro da CPI do Cachoeira, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) é amigo do presidente afastado da Delta. Em 12 de dezembro de 2009, Nogueira postou no seu Twitter: "Hoje vou ao casamento de meu amigo Fernando Cavendish em Itaipava''. A empreiteira deverá ser um dos principais focos da investigação.
AGNELO, GOVERNADOR DE BRASÍLIA, ABRE MÃO DO SEU SIGILO FISCAL
Ao tomar conhecimento de que a Procuradoria-Geral da República requisitaria ao Superior Tribunal de Justiça a instauração de inquérito contra ele, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, protocolou às 17h27 de hoje requerimento ao Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, abrindo mão de seu sigilo fiscal, incluindo declarações anuais de rendimentos, bem como todas as movimentações bancárias.
Agnelo pediu a cópia integral do procedimento que está em curso no Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, aonde supostamente constariam fatos que autorizariam a requisição de inquérito ao Superior Tribunal de Justiça. A Súmula Vinculante nº 14 do Supremo Tribunal Federal assegura o acesso ao inquérito pelas partes envolvidas.
MENTOR DE PAGOT, MAGGI RESPONDE A VÁRIOS PROCESSOS
O senador Blairo Maggi (PR-MT) anda preocupado. Seu antigo pupilo, Luiz Antonio Pagot, a quem indicou para a diretoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), anda magoado, desde que foi demitido da autarquia, envolvido com denúncias de corrupção. Pagot foi afastado do Dnit em julho do ano passado, depois que a revista Veja publicou denúncias contra o Ministério dos Transportes. Agora, Pagot diz querer ser convocado para depor na CPI do Cachoeira, para contar tudo o que sabe a respeito de irregularidades na área dos Transportes. “Ele é um fio desencapado”, avisou Maggi à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo na quarta-feira. Nas investigações da Operação Monte Carlo, que investigou os esquemas ilegais do bicheiro Carlinhos Cachoeira, é feita uma referência a Pagot, na qual Cachoeira diz ter “plantado” na imprensa informações contra ele. Pela interpretação de Pagot, isso teria acontecido porque ele, no Dnit, estaria contrariando interesses da Construtora Delta, ligada a Cachoeira. O que Pagot tem a dizer à CPI e a quem vai atingir preocupa a seu mentor no Dnit, Blairo Maggi. Leia mais no Congresso em Foco.
EM GRAVAÇÃO, CACHOEIRA FALA EM PAGAMENTO A PERILLO
Gravações da Polícia Federal revelam o contraventor Carlinhos Cachoeira e membros do seu grupo em conversas sobre pagamentos ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e integrantes do primeiro escalão da administração do estado, de acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo os grampos, a organização criminosa utilizava os repasses para conseguir nomeações, abocanhar obras e vencer licitações do governo goiano em várias áreas. As conversas apontam que Cachoeira “emprestou” R$ 600 mil ao presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, um dos principais aliados de Perillo e ex-tesoureiro de sua campanha em 2010. Em ligação de 1º de agosto de 2011, o próprio Cachoeira fala em um pagamento com o então diretor da Delta Construções no Centro-Oeste, Cláudio Abreu. O ex-funcionário da construtora responde que é preciso “tirar proveito da situação”, de acordo com a investigação da PF.
SANDES JR. PEDIU PARA CACHOEIRA BANCAR PESQUISA
O deputado federal Sandes Júnior (PP-GO) pediu ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ajuda financeira para bancar pesquisa eleitoral. Numa conversa gravada pela Polícia Federal, o parlamentar recorre ao contraventor para obter patrocínio de R$ 7 mil para uma sondagem de intenções de votos à Prefeitura de Goiânia. O inquérito da Operação Monte Carlo mostra que a quadrilha de Cachoeira, com interesse em contratos no município, trabalhava para emplacar a candidatura do senador Demóstenes Torres (sem partido, GO) nas eleições deste ano. Sandes fazia lobby para ser vice do parlamentar, apontado como favorito em levantamentos internos de partidos aliados. Leia mais no Estadão.
DELÚBIO FAZ DEFESA DO MENSALÃO NA BAHIA
O ex-tesoureiro do PT escolheu Salvador ontem como destino da turnê que tem feito Brasil a fora para apresentar a defesa que fará ao Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do maior escândalo que acometeu o partido, o mensalão. A Tribuna chegou a falar com o petista, mas ele pediu desculpas e disse que não daria entrevista. “Só falo sobre isso (o processo) no momento do julgamento”. Ele informou que estava se reunindo “com os amigos do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros da Bahia). Em dezembro do ano passado, em evento com o mesmo teor em Recife-PE, Delúbio afirmou, segundo a Folha, que não se arrepende de nada do que fez e que não vai deixar de fazer política, seja qual for a decisão do STF sobre o caso. Segundo ele, ninguém enriqueceu e o ocorrido foi um “processo político”. “Vou falar em alto e bom som: não me arrependo de nada, dos cinco anos de isolamento, nada”, disse o ex-tesoureiro do PT. Leia mais na Tribuna.






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