FRANÇA: SOCIALISTA DERROTA SARKOZY NO 1º TURNO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
PUBLICO, Portugal
O socialista François Hollande venceu Nicolas Sarkozy na primeira volta das presidenciais francesas. Hollande terá conquistado entre 28,4 e 29,3% dos votos, ao passo que Sarkozy terá arrecadado entre 25,5% e 27%, de acordo com os primeiros resultados oficiais anunciados após o fecho das urnas, às 20h locais. Os dois homens defrontar-se-ão na segunda volta, marcada para 6 de Maio, dia em que o candidato socialista poderá ficar em vantagem, contando com os votos da esquerda radical e dos ecologistas. Esta é a primeira vez que um Presidente que se recandidata ao cargo não consegue vencer as eleições à primeira volta desde o início da Quinta República Francesa, em 1958. A candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, ficou na terceira posição, à frente do “candidato surpresa” desta campanha eleitoral, Jean-Luc Mélenchon, que representa os comunistas e parte da extrema-esquerda. Marine Le Pen terá obtido entre 18,2 a 20% dos votos, ao passo que Mélenchon ter-se-á ficado pelos 10,8%-11,7%.
BZ-Nos anos 80, a França foi governada pelo socialista François Miterrand, que ficou no poder por 14 anos, estatizou empresas, coisas do ideário socialista, Muito pouca coisa deu certo, e ele foi substituido por um liberal, Jacques Chirac. As estatizações deram um enorme prejuízo e foram revertidas. Não é só o povo brasileiro que tem memória curta, os franceses também.
BARREIRAS ALFANDEGÁRIAS GERAM ESCASSEZ DE PRODUTOS NA ARGENTINA
Ariel Palácios, Estadão.com.br
“Não queremos importar nem um prego! Queremos que tudo seja produto argentino!”. Com estas palavras, pronunciadas em dezembro passado, poucos dias antes da posse de seu segundo mandato, a presidente Cristina Kirchner deixou claro que sua cruzada anti-importações era a sério.
O governo em peso está mobilizado para blindar as fronteiras da Argentina e evitar o máximo possível a entrada de produtos estrangeiros. Os próprios sócios do Mercosul – entre os quais o Brasil – também foram atingidos pelas barreiras, que violam o espírito de livre comércio do bloco do Cone Sul.
Atualmente são escassos na Argentina pneus importados para ônibus, telefones Blackberry, discos duros para notebooks, peças para aparelhos de tomografia, fraldas (além do gel para fabricá-las), agulhas para extração de sangue de bebês, líquido para revelação de raios-x, máquinas para tratamento de madeiras, peças para câmeras fotográficas, shampoos da marca Pantene, produtos da Nike, Adidas, Lacoste e Zara, além de Levi’s, entre outros produtos.
BZ-Medidas protecionistas levam ao desabastecimento. Isso está acontecendo na Venezuela e agora na Argentina. E o pior é que a situação tende a se agrvar com o tempo.
ISOLADA, ARGENTINA ASSUSTA OS EMPRESÁRIOS
O clima de mal-estar em muitos países, até mesmo de sócios da Argentina no Mercosul, em relação a políticas e atitudes do governo de Cristina Kirchner não começou com a expropriação de 51% da Repsol-YPF. Em março passado, por exemplo, um grupo de 40 países apresentou uma queixa por escrito à Organização Mundial de Comércio (OMC) pelas barreiras impostas pela Casa Rosada ao comércio. O crescente protecionismo argentino também gerou críticas formais e enfáticas por parte dos governos do Uruguai e Paraguai e, menos ruidosas, do Brasil. A estratégia econômica e comercial da administração K provoca temor entre empresários locais e estrangeiros e, segundo analistas argentinos, poderia aprofundar o isolamento de um país que hoje está em quinto lugar no ranking de investimentos estrangeiros diretos na América Latina, abaixo dos vizinhos Brasil, Chile, Peru e Colômbia. (O Globo)
BZ-Quando um governo demagogo e caudilhesco, quebra contratos internacionais, um dos resultados é o receio dos empresários estrangeiros, que temem que seus investimentos no país dependem do humor de um dirigente político.
KOFI ANNAN APROVA DECISÃO DA ONU DE AUMENTAR NÚMERO DE OBSERVADORES NA SÍRIA
O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) à Síria, Kofi Annan, elogiou hoje, a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas de aumentar de 30 para 300 o número de observadores internacionais que serão enviados ao país. Segundo Annan, o envio de observadores terá como missão supervisionar o cumprimento de um cessar-fogo e um plano de paz. Ele qualificou de “crucial para a estabilização” do país árabe o aumento de observadores internacionais no país. A decisão do Conselho de Segurança foi tomada ontem, por unanimidade, em meio a preocupações com a fragilidade do cessar-fogo que vigora na Síria.




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