DELTA TAMBÉM FINANCIOU A CAMPANHA DE DILMA
É longo o braço da Delta nas campanha eleitorais. Segundo registra a Justiça Eleitoral, a empresa de Fernando Cavendish doou oficialmente R$ 1,150 milhão à campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República, em 2010. E se transformou na empresa que mais recebeu recursos para tocar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estima-se que esses valores podem ter chegado a R$ 4 bilhões.
DELTA PODE SER VENDIDA A JBS
Natuza Nery e Cátia Seabra, Folha de São Paulo
No centro do escândalo envolvendo Carlinhos Cachoeira, a construtora Delta foi posta à venda para tentar salvar as operações da empresa.
Segundo a Folha apurou junto a pessoas com acesso à operação, o grupo JBS manifestou interesse na aquisição.
Procurado, o empresário Joesley Batista, presidente da holding que controla o frigorífico JBS, disse que não poderia comentar o caso: "Vixe! Não posso falar disso, não".
Já a Delta optou por não se pronunciar a esse respeito.
As negociações, segundo quem acompanha o caso, estão a cargo do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que comanda o conselho de administração da holding. Procurado, Meirelles não foi localizado.
BZ-Se as grandes empreiteiras sempre foram uma das origens da corrupção, imaginem o que é a Delta e seu crescimento vertiginoso?
DELTA: CONTRATOS PODEM SER ASSUMIDOS POR EMPRESAS QUE PARTICIPARAM DA LICITAÇÃO
Dyelle Menezes/Do Contas Abertas
Caso a Delta Construções S.A seja considerada inidônea, tanto a celebração de novos contratos quanto o recebimento de recursos federais serão paralisados até que as irregularidades sejam sanadas ou os cofres públicos ressarcidos do eventual valor do prejuízo apurado. Segundo o especialista em licitações, Inaldo Vasconcelos, neste caso, a legislação prevê que os contratos podem ser assumidos pelas empresas que participaram do processo licitatório, desde que estejam dispostas a realizar a obra e aceitem as condições acertadas no contrato, inclusive valores e prazos previstos.
QUADRILHA DE CACHOEIRA TRAMOU CHANTAGEAR O GOVERNADOR AGNELO QUEIROZ
Lilian Tahan e Ana Maria Campos, Correio Braziliense
Conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF) durante as investigações da Operação Monte Carlo indicam que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), apontado como o braço parlamentar do suposto esquema liderado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, atacou o governador Agnelo Queiroz (PT) dentro de uma estratégia para desgastar o petista e pressioná-lo a atender os interesses da Delta Construções. Em trechos gravados desde dezembro de 2010, há demonstrações de que o grupo queria indicar uma pessoa de confiança da organização na presidência do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), órgão que controla os contratos de lixo no DF. Em meio a uma crise provocada pelas denúncias de supostas irregularidades no Ministério do Esporte e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agnelo é o centro de conversas em que o araponga Idalberto Matias, conhecido como Dadá, discute com Cachoeira qual o melhor momento para desgastar o governador. Leia mais no Correio Braziliense.





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