Odilon Rios, Terra
A pedido da 17ª Vara Criminal da Capital, a Força Nacional cercou nesta quinta-feira o prédio da Câmara de Vereadores de Rio Largo, a 25 km de Maceió, e prendeu todos os integrantes do Legislativo Municipal, acusados de corrupção.
Segundo as denúncias, eles aprovaram a venda de um terreno, que valia R$ 21,5 milhões, por R$ 700 mil, a uma empresa.A área foi vendida pelo prefeito da cidade, Toninho Lins, mas com aval da Câmara. Todos estão sendo encaminhados ao sistema prisional.
Conforme denúncia do Movimento de Combate à Corrupção, feita às polícias Federal e Civil, o prefeito Toninho Lins pediu, em 2010, a desapropriação de uma área de 252 hectares, pertencente à usina Utinga Leão, para a construção de casas populares. Pagou R$ 700 mil pela operação. A usina, com dívidas nas receitas federal e estadual, está falida. As residências não saíram.
Depois, com o aval da Câmara, o prefeito vendeu o terreno a uma empresa, pelo mesmo valor da desapropriação, sem licitação: R$ 700 mil. Isso significa que o metro quadrado do terreno custou R$ 0,27.
Na área, está sendo erguido um empreendimento comercial e residencial, com 9 mil lotes, que custam não menos que R$ 20 mil, cada. A suspeita é que a operação envolva uma tentativa de burlar impostos federais e estaduais.
BZ-A Câmara do AMÉM se deu mal!
FOLHA/DE BRASÍLIA/DO RIO
O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi flagrado nesta quinta-feira, durante sessão da CPI do Cachoeira, garantindo blindagem do PT ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que corria risco de ser convocado a depor na comissão.
As imagens da troca de mensagens de celular entre Vaccarezza, um dos principais articuladores da base governista na CPI, e Cabral foram registradas por um cinegrafista e exibidas na edição desta quinta-feira do jornal "SBT Brasil".
"A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu [sic]", escreveu Vaccarezza a Cabral.
Deu-se o previsto. Reunida nesta quinta (17), a CPI do Cachoeira acendeu o forno. Aprovou-se a convocação de 51 suspeitos e quebrou-se o sigilo bancário, fiscal e telefônico de 36 pessoas e empresas. Os governadores foram poupados. Fernando ‘Delta’ Cavendish também foi retirado da grelha.
Com o apoio de governistas e oposicionistas, decidiu-se adiar a votação dos requerimentos que convocariam para depor três governadores: o tucano Marconi Perillo (Goiás), o petê Agnelo Queiroz (DF) e o pemedebê Sérgio Cabral (Rio).
Marconi e Agnelo encontram-se no espeto graças aos indícios colecionados pela PF. A Procuradoria já informou que acionará a dupla no STJ. Cabral teve o calcanhar exposto com a divulgação dos videos e fotos que desnudaram a intimidade que o une a Fernando Cavendish. Para a CPI, por ora, nada a apurar.
GOVERNADORES SÃO POUPADOS DE INVESTIGAÇÃO NA CPMI
Por meio de um arcordão feito entre os membros da CPI do Cachoeira, os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ) estão livres de terem os sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados, e também não serão convocados a explicar, em depoimento à CPMI, as relações que mantinham com o contraventor Carlinhos Cachoeira. (POLÍTICA HOJE)
Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o elo do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários aprovaram na manhã desta quinta-feira a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-diretor da Delta Construções Cláudio Abreu, e de Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, um dos principais auxiliares do contraventor Carlos Cachoeira. Claúdio Abreu é o ex-diretor da Delta Construções para a região Centro-Oeste. Segundo investigação da Polícia Federal, a Delta é uma das construtoras com mais contratos com o governo federal e repassou dinheiro para empresas fantasmas que abasteciam o grupo de Cachoeira. Cláudio Abreu foi preso no final de abril durante a Operação Saint-Michel, da Polícia Civil do Distrito Federal. A operação é um desdobramento da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que resultou na prisão de Cachoeira em fevereiro. Leia mais no G1.
CACHOEIRA PAGOU GAROTA DE PROGRAMA PARA FILHO DE GOVERNADOR TUCANO DO TOCANTINS
Leandro Mazzini, Congresso em Foco
O inquérito da Operação Monte Carlo traz um trecho revelador dos expedientes que eram usados pela quadrilha para obter vantagens nas suas aproximações de governos. Como a empreiteira Delta Construções tinha interesse em fechar contratos no Tocantins, o contraventor Carlinhos Cachoeira pagou um jantar e contratou uma garota de programa para acompanhar Eduardo Siqueira Campos, o então secretário de Planejamento do Tocantins e filho do governador Siqueira Campos (PSDB). De acordo com o relatório da Polícia Federal, o jantar de Eduardo Siqueira Campos, ex-deputado e ex-senador, com a garota de programa aconteceu no dia 19 de maio de 2011, em Goiânia. No dia seguinte, segundo interceptação telefônica que consta do inquérito, Cachoeira conversou com o ex-diretor da Delta para a região Centro-Oeste sobre o ‘arranjo’ para agradar ao secretário. Cachoeira reclama do valor da conta, R$ 1 mil, e Abreu o ironiza: “Você deu para vir de Brasília só para tomar vinho, bem feito!”. Leia mais no Congresso em Foco.
CPI DESISTE DE GRAVAÇÕES DE CACHOEIRA COM JORNALISTA
Mesmo com apoio do senador Fernando Collor (PTB-AL) e de parte da bancada do PT, a CPI do Cachoeira desistiu nesta quinta-feira, 16, de pedir à Polícia Federal as gravações telefônicas das conversas entre o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com o jornalista Policarpo Junior, diretor da sucursal da revista Veja e um dos redatores-chefes da publicação. Diante da forte reação da oposição e de parlamentares da base aliada, a comissão preferiu apoiar uma proposta para pedir à Polícia Federal o repasse, ordenado por nome, de todos os grampos telefônicos feitos nas operações Vegas e Monte Carlo. Em termos práticos, a decisão não muda nada o intento de acesso às conversas do jornalista, mas foi um recuo político de quem pretendia carimbar uma relação promíscua da revista com Cachoeira. (Agência Estado)
DEPUTADO PAGA DOMÉSTICA COM VERBA DA CÂMARA
Crítico ferrenho da família Sarney e atual presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA) é acusado de pagar uma empregada doméstica com dinheiro da Câmara. Regiane Abreu dos Anjos foi contratada em setembro de 2010, mas só descobriu que era funcionária fantasma do gabinete três meses depois, quando, demitida, procurou a 5ª Vara do Trabalho. Dutra alega ser vitima de adversários e disse que processa Regiane por “calúnia”.
Registro policial...Regiane fez ocorrência na Polícia Civil, onde disse ter confiado seus documentos à mulher do deputado Dutra, para abrir conta na Caixa.
Fantasminha camarada...A documentação foi usada para nomear a doméstica como assessora parlamentar na Câmara, com salário que chega a R$ 3,1 mil por mês.
Sem conciliação...Domingos Dutra foi obrigado a indenizar a domestica com seis parcelas de R$ 1,5 mil, em razão de direitos trabalhistas negligenciados.
Precedente...Em março de 2009, o então deputado Alberto Fraga (DEM-DF) foi acusado de pagar uma babá nomeando-a assessora do seu gabinete. (CLÁUDIO HUMBERTO)
BZ-Gestores desonestos, costumam misturar interesses particulares e públicos. Eles desfrutam de mordomia e o povo paga a conta. Esta prática é muito comum, até em pequenas cidades como a nossa Xiquexique.
TCM MULTA PREFEITA DE CANDEIAS POR LOCAÇÃO IRREGULAR
O Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão desta quarta-feira, julgou denúncia contra a prefeita de Candeias, Maria Maia, em irregularidade cometida em 2009. O relator do processo, conselheiro Fernando Vita, imputou multa de R$ 3.500,00 à gestora que ainda pode recorrer da decisão. Conforme denúncia formulada pela 1ª Inspetoria Regional de Controle Externo, Maria Maia fez contratos de locação de imóveis a desabrigados, no valor de R$ 87 mil, sob o respaldo da Lei Municipal nº 675, de 17 de abril de 2007, mas sem que tenham sido apresentadas as escrituras em nome dos proprietários. Além disso, nos contratos de locação não há o local do domicílio atual do proprietário do imóvel, constando, apenas, que é residente e domiciliado no Município de Candeias e que não haveria a comprovação da situação de extrema carência do núcleo familiar beneficiário.










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