RELATOR É MELHOR QUE O REVISOR, ACHAM OS JURISTAS
No meio jurídico e de acordo com os respectivos currículos, o relator do “mensalão” no Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, é considerado muito mais bem mais preparado tecnicamente que o revisor, ministro Ricardo Lewandowski. Joaquim se formou por uma das mais conceituadas universidades do Pais, a UnB, enquanto o colega freqüentou seu curso em São Bernardo do Campo (SP).
Poliglota...Barbosa fala francês, inglês, alemão e espanhol, tem mestrado e é doutor em Direito Público na Universidade de Paris-II.
USP no currículo...Lewandowski obteve os títulos de mestre e doutor pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Concurso no caminho...Barbosa era procurador da República concursado, quando chegou ao STF, e Lewandowski ocupava a vaga de advogados no TJ paulista.(CLÁUDIO HUMBERTO)
MÉTODO DE BARBOSA INCOMODA RÉUS PORQUE DÁ LÓGICA AO MENSALÃO E REALÇA TESE DA QUADRILHA
A confirmação de que o julgamento do mensalão seguirá o modelo preconizado pelo ministro Joaquim Barbosa deixou em polvorosa os advogados dos réus. Não é difícil entender as razões. Submetido à fórmula do relator, o processo ganha lógica, realça a tese de formação de quadrilha e tonifica a hipótese de condenações em série. Com pequenos ajustes, Barbosa refaz agora o desenho que esboçara em agosto de 2007, quando o Supremo converteu a denúncia do menalão em ação penal. Naquela ocasião, o relator subverteu a ordem da peça acusatória da Procuradoria Geral da República. Abriu o seu voto pelo capítulo 5. Por quê? Era nesse trecho que a denúncia do então procurador-geral Antonio Fernando de Souza tratava da fonte do dinheiro que abastecera o caixa clandestino do PT. Na sequência, Barbosa recuou para o capítulo 3, no qual esmiuçavam-se os casos de desvio de verbas públicas. Engenhoso, o ministro deixou por último os capítulos mais controversos. Acomodou no final da fila o pedaço da denúncia que tratava do chamado “núcleo político” da brigada do mensalão, aquele em que José Dirceu e a cúpula do ex-PT foram acusados de formação de quadrilha. (Blog do Josias)
RELATOR PODE DEIXAR DESTINO DE DIRCEU PARA O FIM DO JULGAMENTO
Carolina Brígido, O Globo
O voto que o relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, começou a apresentar na quinta-feira segue o mesmo modelo usado em 2007, quando o Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal de forma fatiada. Mas Joaquim mudou a ordem cronológica de analisar os réus em relação há cinco anos. Naquela época, Barbosa iniciou seu relatório analisando a gestão fraudulenta atribuída à diretoria do Banco Rural. Agora, focou inicialmente nos desvios de dinheiro público da Câmara dos Deputados. Se seguir o roteiro de 2007 em relação ao ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o destino do suposto líder da quadrilha será traçado só no fim do julgamento. Na ocasião, Barbosa só pôs em votação a acusação de formação de quadrilha contra Dirceu depois que todo o plenário já concordara que havia indícios de prática do crime pelos demais integrantes da organização criminosa do mensalão.




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