quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MENSALÃO


22/08/2012

JÁ NA PRIMEIRA ‘FATIA’, BARBOSA FULMINA A TESE DO CAIXA DOIS USADA NA DEFESA DA MAIORIA DOS RÉUS
 
 
No julgamento fatiado do processo do mensalão, o relator Joaquim Barbosa serviu aos réus uma primeira fatia indigesta. Refutou a tese do caixa dois, sustentou que há dinheiro público no escândalo, votou pela condenação de cinco dos 37 réus e sinalizou que, a depender do seu voto, o rol de encrencados será grande. A exemplo do que fizera em 2007, quando o Supremo converteu a denúncia da Procuradoria em ação penal, Barbosa abriu o seu voto pelo pedaço dos autos que trata do dinheiro. Na semana passada, concluíra que, sob o deputado petista João Paulo Cunha, a Câmara ralizara pagamentos indevidos à SMP&B, agência de Marcos Valério. Nesta segunda, expôs evidências de que a DNA Publicidade, a outra agência de Valério, foi beneficiária de pagamentos ilegais também no Banco do Brasil. Ali, favoreceu-a outro petista: Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing da instituição. Em cinco horas, Barbosa percorreu dois ralos. Leia mais no Blog do Josias.
 
 
PARA GURGEL, É MELHOR QUE PELUSO VOTE EM PARTE DO QUE EM NADA
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta terça-feira que é “melhor” que o ministro Cezar Peluso vote em parte do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) do que não participe da votação sobre quais réus devem ser condenados ou absolvidos. Com o “fatiamento” do julgamento, ou seja, a votação sobre a acusação aos 37 réus por itens da denúncia da Procuradoria Geral da República, a expectativa é de que Peluso, que se aposenta compulsoriamente em 3 de setembro ao completar 70 anos, vote apenas sobre parte dos réus. “Eu acho que seria ideal que Peluso votasse em tudo, mas, se não for votar, melhor que seja em parte do que em nada”, afirmou Gurgel antes da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça. Roberto Gurgel negou ainda que o julgamento do processo tenha ficado “confuso” com o fatiamento. “Não há nada de confuso. O relator já tinha anunciado que seria assim. Disse que passaria do 3º para o 5º (item da denúncia)”, disse.

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