DILMA PEDE ACORDO COM GREVISTAS QUE GANHAM MENOS
Lu Aiko Otta, Tânia Monteiro e Vera Rosa
Decidida a tocar sua estratégia de negociar de forma pulverizada com os sindicatos de servidores e deixar de lado as centrais, a presidente Dilma Rousseff autorizou o início de uma maratona de reuniões, a partir desta terça-feira, 14, para dar as respostas do governo aos pleitos de reajustes salariais.
O cofre permanecerá praticamente fechado para as carreiras com maiores salários, como já indicaram na semana passada a própria presidente e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. A ordem é só dar aumento aos grupos que estão nas faixas salariais mais baixas e estão há muitos anos sem reajuste. Quem teve recomposição salarial grande e ganha bem deve ficar de fora, segundo informaram técnicos.
BZ-A parcela de grevistas que ganha acima de digamos, R$ 10 mil, tem condições de sacrificar alguma coisa e se adaptar às circunstâncias. Os menores salários têm que ser privilegiados.
ESTIMATIVA DE INFLAÇÃO OFICIAL ESTE ANO TEM QUINTO AUMENTO
SEGUIDO E CHEGA A 5,11%
Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) aumentaram pela quinta semana seguida a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desta vez, passou de 5% para 5,11%. Para 2013, a estimativa permanece em 5,5%, há sete semanas. O IPCA é o índice escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação. Essa meta tem como centro 4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, as estimativas para o IPCA estão acima do centro da meta, mas abaixo do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e as alterações na taxa básica de juros, a Selic, são um dos instrumentos para calibrar os preços e influenciar a atividade econômica. Atualmente a taxa está em 8% ao ano, mas, como a economia está desaquecida, os analistas esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha o processo de corte da Selic, iniciado em agosto do ano passado. A expectativa é a redução da taxa para 7,5% ao ano, na reunião marcada para os próximos dias 28 e 29.



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