LEWANDOWSKI ABSOLVE A EX-DIRIGENTE DO BANCO RURAL AYANNA TENÓRIO
O julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, foi retomado agora há pouco no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao fazer a conclusão de seu voto, o ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, começou absolvendo a ré Ayanna Tenório, ex-dirigente do Banco Rural. “Não fiquei convencido de que a ré Ayanna tenha agido de forma fraudulenta ou ardilosa na gestão da instituição financeira. Antes de ser contratada pelo Rural em 2004, ela jamais havia trabalhado em estabelecimento de crédito, de acordo com vários documentos”, justificou. Os outros réus dessa etapa são Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, todos dirigentes do Banco Rural na época dos fatos. Na segunda-feira (3), Lewandowski condenou por gestão fraudulenta Kátia e Salgado. Antes da sessão ser interrompida na segunda-feira, Lewandowski disse que os administradores do Banco Rural fizeram crer que a situação financeira da instituição era melhor do que mostrava a realidade e que as empresas SMP&B e Grafitti, de Marcos Valério, não demonstraram capacidade de pagar os empréstimos adquiridos. “Me parece que houve aqui, não um empréstimo, mas um negócio de pai para filho. Os valores emprestados eram incompatíveis com a capacidade financeira do tomador dos empréstimos”, avaliou. Com a finalização do voto de Ricardo Lewandowski, o julgamento segue para votação dos ministros da Corte, por ordem decrescente de antiguidade. A próxima a se manifestar será a ministra Rosa Weber. (Agência Brasil)
LUIZ FUX CONDENA TRÊS E ABSOLVE UM RÉU DO BANCO RURAL
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação de três dos quatro réus ligados ao Banco Rural na Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, por gestão fraudulenta de instituição financeira. Assim como fizeram o ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, e a ministra Rosa Weber, Fux absolveu a ex-dirigente Ayanna Tenório, a quarta ré do grupo, por falta de provas. Fux condenou os ex-diretores máximos do Banco Rural Kátia Rabello e José Roberto Salgado ressaltando que não há dúvida dos atos ilícitos cometidos por eles. “Infelizmente, a entidade bancária se tornou uma lavanderia de dinheiro. Deveria [o crime] ser uma gestão tenebrosa, pelos riscos e consequências que acarreta à economia popular”. Ele classificou as operações do banco com as empresas de Marcos Valério como “fictícias”. “Os empréstimos podem ser materialmente verdadeiros, mas eram ideologicamente falsos”. No início de seu voto, o ministro fez uma exposição sobre as crises econômicas no mundo e a influência da gestão fraudulenta de bancos, afetando a economia popular e causando “desempregos, descrédito das instituições e perda das economias, e, o que é pior, em suicídios e prisões”. (Agência Brasil)



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