19/04/2013
PF PRENDE JUIZ, ADVOGADOS E SERVIDORES NA PARAÍBA
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (18), na Paraíba, um juiz, advogados e servidores da Justiça do estado acusados de fraudes em processos judiciais. Os crimes eram praticados, segundo a investigação da PF, por policiais, servidores públicos, advogados e um magistrado do 2º Juizado Especial Misto de Mangabeira. A operação, em parceria com a Corregedoria do Tribunal de Justiça da Paraíba, aponta para a existência de uma organização criminosa que praticava dolo em processos, com a participação do magistrado. De acordo com a polícia, haveria uma "verdadeira usina de astreintes", multa processual para incentivar o cumprimento de uma decisão judicial. A investigação indica que a penalidade financeira era aplicada irregularmente para enriquecer os investigados, que ainda intimidavam pessoas que tiveram seus valores apropriados pela organização. O grupo atuaria com a montagem e falsificação de documentações, além de manipulação dos atos processuais.
MESMO SEM TRABALHAR, SERVIDORES DO ITAMARATY RECEBEM SALÁRIOS DE R$ 20 MIL
Pelo menos 17 servidores de carreira recebem altos salários, apesar de não trabalharem. Mesmo com domicílio em Brasília, os diplomatas não dão expediente no Itamaraty, como revela reportagem do Correio Braziliense. São três embaixadores, cinco ministros de segunda classe, oito conselheiros e uma primeira-secretária que ganham salário médio de R$ 20 mil. Eles não têm lotação definida. Por mês, a pasta gasta aproximadamente R$ 326 mil, sem contar benefícios indiretos. Todos têm passaporte diplomático e alguns deles até apartamentos funcionais em áreas nobres da capital federal. Muitos dos chamados "encostados do Itamaraty" não põem os pés no MRE há anos. Ainda de acordo com jornal, o caso do ministro de segunda classe Mario Grieco chama a atenção. Ele recebe salário de R$ 20.729,81, mas não trabalha desde 2006.
COMISSÃO DO SENADO APROVA CRIAÇÃO DE 7 MIL CARGOS PÚBLICOS FEDERAIS
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quinta-feira a criação de cerca de 7 mil cargos públicos federais para serem preenchidos por meio de concurso público. O projeto será encaminhado ao plenário com solicitação para regime de urgência. Segundo o relator do projeto de lei complementar, senador Gim Argello (PTB-DF), a maioria dos cargos será criada em áreas de ciência e tecnologia, infraestrutura e regulação. O impacto de criação dos novos postos foi estimado em R$ 484 milhões. O início do preenchimento das vagas está previsto para 2014. Se aprovado no plenário do Senado, o projeto de lei segue para sanção da presidente Dilma Rousseff. (G1)




Nenhum comentário:
Postar um comentário
Espaço aberto para o leitor contribuir com o debate de forma qualificada. (O autor da matéria comentada ou o editor do blog dará uma resposta explicativa ao comentarista sempre que houver necessidade, abaixo do comentário).