quarta-feira, 19 de maio de 2010

INTERNACIONAIS



19/05/2010

ACORDO NUCLEAR DO IRÃ É ‘POSITIVO’, MAS PRECISA SER DETALHADO, DIZ FRANÇA
O governo da França anunciou nesta terça-feira que considera o acordo nuclear iraniano fechado na véspera com mediação do Brasil um “passo positivo”, e declarou apoio à iniciativa de Lula em conduzir a negociação. “O presidente da República (Nicolas Sarkozy) acredita que a transferência de 1.200 kg de urânio levemente enriquecido fora do Irã é um passo positivo”, afirma o Palácio do Eliseu em comunicado divulgado após encontro entre Lula e Sarkozy em Madri, às margens da reunião bilateral entre América Latina e Europa.. “Deve-se acompanhar logicamente um cessar do enriquecimento a 20% por parte do Irã de seu combustível nuclear”, acresenta o texto. A presidência francesa, no entanto, adverte que é preciso acompanhar o cessar das atividades de enriquecimento de urânio a 20% por parte de Teerã. (G1)

LULA E SARKOZY CONVERSAM SOBRE O ACORDO DO IRÃ
No dia seguinte ao fechamento do acordo sobre o enriquecimento do urânio iraniano, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, da França, conversam nesta segunda-feira (18) sobre o assunto em Madri, na Espanha. Eles participam da 6ª Cúpula União Europeia, América Latina e Caribe. Lula tentará convencer Sarkozy a dar um voto de confiança ao acordo. Nesta segunda-feira (17), o governo do Irã aceitou enviar o urânio levemente enriquecido para a Turquia e receber o produto enriquecido a 20%. Paralelamente, o governo do presidente norte-americano, Barack Obama, sinalizou que vai manter a pressão pela aprovação de sanções contra o Irã por desconfiar que ele não cumpra as regras internacionais de segurança. Os Estados Unidos, a França, Inglaterra, China e Rússia integram como membros permanentes o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). É o organismo que vai definir se haverá sanções contra o Irã. A adoção de sanções depende do voto favorável de todos os integrantes do conselho. Informações da Agência Brasil

VENDA DE CAÇAS AO BRASIL DEIXA FRANÇA ANSIOSA
A França prepara uma última oferta para evitar que mais uma venda de aviões militares escape das suas mãos. Os franceses temem que a eleição presidencial atrapalhe a venda dos caças Rafale ao governo brasileiro. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, lidera a campanha para que o Brasil compre 36 aviões Rafale, num valor estimado de R$ 11,2 bilhões [US$ 6,3 bilhões]. Sarkozy deve discutir o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (18), nos intervalos de uma cúpula Europa-América do Sul, em Madri. Em setembro do ano passado, durante visita ao Brasil, o líder francês chegou a alardear a conclusão iminente do negócio. Uma fonte familiarizada com a proposta francesa afirmou que o governo de Sarkozy está “preocupado” com a demora da assinatura do negócio. (R7)
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A França de Sarkozy está agindo pragmáticamente: interessada em fechar o nogócio dos caças com o Brasil, o mais tumultuado negócio internacional de que temos conhecimnto, não vai ficar logo contra o acordo, mas no fundo já se definiu contra o mesmo. A única possibilidade é a AIEA, a agência internacional de controle nuclar, referendar o acordo.


CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU SE REÚNE PARA DISCUTIR SANÇÕES AO IRÃ
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas fará uma reunião de emergência nesta terça-feira para discutir o projeto de resolução estipulado por seus cinco membros permanentes --Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido--, mais a Alemanha, para acirrar o regime de sanções ao Irã por seu programa nuclear. "Vamos nos reunir para que nos expliquem o acordo ao qual chegaram e para que nos apresentem o texto", disseram à agência Efe fontes diplomáticas, acrescentando que a reunião será realizada às 18h (horário de Brasília).

IRÃ - AO BRASIL SÓ RESTA LAMENTAR
Hillary Clinton, secretária de Estado americana, anunciou que os Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha se uniram para impor sanções ao Irã por causa do seu programa nuclear. Em nome do Brasil, o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, lamentou. Lula preferiu não dizer nada por enquanto. (O GLOBO)
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A intransigência americana e o radicalismo iraniano, colaboram decisivamente para a inviabilidade do acordo ngociado pelo Brasil e Turquia.

COLÔMBIA QUER EXTRADIÇÃO DE MEMBRO DAS FARC PRESO NO AMAZONAS
O governo da Colômbia vai pedir a extradição de José Samuel Sánchez, que foi preso há 12 dias pela Polícia Federal do Amazonas sob suspeita de tráfico internacional de drogas e formação de quadrilha e é apontado como membro da comissão de finanças e logística das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Documento enviado ao Brasil pelo DAS (serviço de inteligência e imigração colombiano) da cidade de Letícia confirma que ele integra as Farc. Em depoimento à PF, porém, ele negou participação no grupo. De acordo com o DAS, Sánchez tem duas ordens de captura expedidas pela Justiça de Letícia pelas acusações de morte de civis e tráfico de drogas. No país vizinho, o colombiano é conhecido como Martín Ávila Contreras, o “Tatareto” (gago) –elo entre as Farc e traficantes brasileiros e responsável por enviar cargas de alimentos e remédios do Brasil para os acampamentos da guerrilha. (Folha)
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Esse é outro "pepino" para a política externa/diplomacia brasleira, que nunca reconheceu as FARC como um movimento terrorista. Se depender do assessor Marco Arélio Garcia, o Sánchez não será extraditado. Novamente vamos correr o risco de ficar na contra-mão da história, fazendo diplomacia internacional baseada em princípios ideológicos. Pior para o Brasil.

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