segunda-feira, 10 de maio de 2010

SUCESSÃO PRESIDENCIAL



10/05/2010

ANTECIPAÇÃO DE CAMPANHA PRESIDENCIAL PODE ACABAR EM CASSAÇÃO DE CANDIDATURA
A guerra judicial que vem empilhando representações na mesa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a pré-campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) e de José Serra (PSDB) pode acabar com um pedido de cassação do registro dessas candidaturas. Esse processo, no entanto, vai depender mais de uma decisão política do que jurídica. O perigo de que a batalha na Justiça termine com a tentativa de barrar a candidatura de alguém é alimentado pelo ritmo da pré-campanha, que vem se confundindo cada vez mais com campanha, o que é proibido que aconteça antes do dia 5 de julho, quando as candidaturas serão registradas no TSE. O advogado especializado em direito eleitoral, Antonio Carlos Mendes, acredita que os partidos queimaram a largada há muito tempo: – A campanha começou cedo demais e está mais declarada do que nas eleições anteriores. A expectativa é de que algum partido junte todas as representações até agora protocoladas contra o adversário e as apresentem junto com uma outra pedindo a cassação do registro. Para o também especialista em direito eleitoral, advogado Alberto Rollo, é mais provável que esse pedido parta do PSDB, já que a legenda deve alegar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está abusando de seu cargo público ao “fazer campanha” para sua candidata. (R7)

PARTIDOS JÁ MONTAM PROPOSTAS EM BUSCA DE CAMINHOS PARA OBTER O VOTO FEMININO
De olho nos votos de setores conservadores da sociedade, os principais pré-candidatos à Presidência têm tratado de forma evasiva temas como a descriminalização do aborto. Porém, as pré-campanhas começam a explorar esse e outros assuntos ligados às mulheres, segmento do eleitorado que deve ter papel decisivo nas urnas. Questionado no programa humorístico CQC, José Serra (PSDB) declarou ver o aborto como “uma coisa lamentável, muito triste”. Marina Silva (PV) defendeu um plebiscito, apesar de ser pessoalmente contrária. Dilma Rousseff (PT) deve adotar o discurso oficial do governo: o aborto é uma questão de saúde pública. Apesar de ter o programa feminista mais progressista, a pré-campanha petista tem se ocupado com o baixo desempenho nas intenções de voto do eleitorado feminino. Pesquisa Datafolha de abril mostra que Dilma tem 25% da intenção de voto entre mulheres, comparado com 43% de Serra. No público masculino, Dilma teve 35% e Serra, 41%. (O Globo)

DEBATES ENTRE OS PRESIDENCIÁVEIS
A Band abre a rodada de confrontos entre José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) em 5 de agosto. Em caso de segundo turno, outro debate será realizado em 10 de outubro. Segundo Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Band, a novidade será a participação dos internautas.
Na Rede TV!, o debate será em 12 de setembro, comandado pelo jornalista Kennedy Alencar, com repeteco em 17 de outubro se houver segundo turno. A rodada da Rede Globo ocorre em 28 de setembro. Em caso de segundo turno, um debate será marcado para 28 de outubro. (O GLOBO)

PRESIDENTE DO PT CELEBRA ‘VERDADEIRA FACE’ DA OPOSIÇÃO
A escalada de ataques da oposição no evento de lançamento da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo foi vista de forma positiva pelo PT, que considera que os tucanos agora assumiram publicamente o papel de adversários políticos. Segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores, José Eduardo Dutra, as críticas para a pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, e à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, revelam a “verdadeira face” dos opositores e deveria marcar o fim o discurso de “aproximação” e “continuidade” alimentado pelo pré-candidato José Serra (PSDB). – Agora sim, apareceu o verdadeiro Serra, a verdadeira oposição, os verdadeiros anti-Lula – disse Dutra. – Antes aquele discurso dele era aquela conversa mole para boi dormir, tinha um discurso no quintal e outro para o público. Adorei! Agora vai. Caiu a máscara. Eles mostraram que são a mesma oposição que passou oito anos esculhambando o governo Lula. (O Globo)



NÃO DEFINIÇÃO EM PALANQUES PREOCUPA PT
Deu na Folha: “Ainda que muito se fale nos tropeços das primeiras aparições públicas de Dilma Rousseff como candidata, o que mais preocupa o comando da campanha do PT neste momento é a situação mal parada dos palanques nos Estados. Na semana que passou, o caso mais notável foi o do Rio Grande do Sul, onde uma visita de dois dias de José Serra serviu para esquentar o namoro PSDB-PP -este último com um dote de um minuto e meio de tempo de televisão- e, principalmente, para produzir cenas explícitas de proximidade entre o tucano e o candidato ao governo José Fogaça, cujo PMDB deveria estar, em tese, com Dilma. Pela primeira vez, Fogaça disse que fará o que a seção gaúcha do partido determinar. E esta é pró-Serra.” (POLÍTICA LIVRE)



DILMA TERÁ PALANQUE DUPLO NO PARÁ
As desavenças políticas entre PT e PMDB no Pará poderão criar um fato inusitado na eleição de outubro, quando os dois partidos, aliados no plano nacional, tiverem que receber no Estado a pré-candidata a presidente da República, Dilma Rousseff. Haverá dois palanques para ela, um da governadora Ana Júlia Carepa (PT) e outro do deputado federal Jader Barbalho (PMDB). O PMDB defende abertamente o rompimento com a governadora e estimula Jader a enfrentá-la nas urnas como candidato ao governo. A governadora é acusada de não honrar os compromissos com seus aliados, sobretudo o PMDB, cujo apoio foi decisivo para acabar com a hegemonia de 12 anos do PSDB no poder estadual. Os peemedebistas receberam algumas secretarias de governo, mas os ocupantes alegam que eram punidos com a falta de recursos e vigiados permanentemente por petistas indicados pela própria Ana Júlia. (O Estado de S. Paulo)

DILMA ENFRENTA DIVISÕES NO COMANDO DA CAMPANHA
O comando da campanha de Dilma Rousseff à Presidência enfrenta disputas de poder e “fogo amigo” do PT. Subdividida em várias “repartições”, que ocupam três casas e um andar de hotel, a equipe tem sofrido críticas dos próprios petistas por ruídos de comunicação da pré-candidata em público e na internet. Na prática, o problema é político. Na primeira eleição disputada pelo PT sem o nome de Luiz Inácio Lula da Silva na chapa presidencial, a distribuição de tarefas obedece a comandos que nem sempre falam a mesma língua. O coordenador-geral da campanha é o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que representa o partido na difícil negociação dos palanques com o PMDB e demais aliados. Há outros dois caciques no núcleo político: o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o deputado Antônio Palocci (PT-SP). (Estadão)

PT DESAFIA TSE E PROMOVE DILMA EM PROPAGANDA
As duas novas inserções do PT na televisão, que substituíram as propagandas suspensas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por fazerem campanha antecipada, voltaram a promover a pré-candidata do partido à Presidência, Dilma Rousseff. Exibidas no sábado, as propagandas seguiram a estratégia de fixar Dilma como candidata e de comparar o governo Lula ao de Fernando Henrique Cardoso ao repetir o slogan "o Brasil não pode voltar ao passado". "O governo Lula já criou mais de 12 milhões de emprego. Quem você acha que pode aumentar mais rápido esse número? Uma pessoa que tem a mesma visão de Lula ou uma pessoa que fez parte de um dos governos que menos criou emprego no Brasil", afirma um ator em uma das inserções. A outra propaganda traz Dilma em sua campanha contra o crack. "Nós, brasileiros e brasileiras, vamos estar nessa luta. E nós, mães, vamos estar na linha de frente", afirma a petista. (BN)



PT DESAFIA TSE E MANTÉM DILMA EM PROGRAMA DE TV
Vai ao ar na próxima quinta-feira uma nova propaganda institucional do PT. Dez minutos, em horário nobre. Pela lei, o espaço deveria ser usado para enaltecer o partido. Porém, o PT planeja utilizá-lo para exaltar Dilma Rousseff. A peça está pronta. Associa Dilma aos principais programas da gestão Lula –PAC, Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família, por exemplo. De resto, o petismo aproveita a vitrine televisiva para ligar a imagem de sua candidata à de Lula. A estratégia é um desafio à Justiça Eleitoral. Além da publicidade maior, de dez minutos, o PT leva ao ar inserções menores, de 30 segundos. As duas primeiras foram veiculadas na quinta-feira (6) passada. Numa prévia do que está por vir, o PT as utilizou para propagandear Dilma. Em reação instantânea, o PSDB protocolou uma ação no TSE. Pediu que fossem suspensas outras duas inserções de 30 segundos. Horas depois, o ministro Aldir Passarinho, corregedor do TSE, deu razão ao tucanato. Expediu liminar ordenando a suspensão dos filmetes. (Blog do Josias)

SERRA: SÓ TENHO MEDO DA INVEJA
Em meio a uma guerra jurídica entre PT e PSDB, o presidenciável tucano, José Serra, afirmou neste sábado (8) não temer ações judiciais ou dossiês contra sua candidatura. "Não tenho medo de nada. Tenho medo só da inveja dos outros ou de ressentimentos", disse, em entrevista, após participar do evento para lançamento da pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo, na capital paulista. Pouco antes, em discurso, Serra destacou uma característica do "estilo" tucano de governar: "Nós não demonizamos a oposição, não praticamos a violência, não organizamos dossiês." As eleições de 2006, quando Alckmin disputou a Presidência e Serra, o governo paulista, foram marcadas pelo "escândalo dos aloprados". A Polícia Federal denunciou a existência de um falso dossiê sobre corrupção que seria usado por petistas contra os candidatos tucanos. (BN)



SERRA VIAJA PELO NORDESTE PARA CONTER AVANÇO DE DILMA NA REGIÃO
O candidato do PSDB a presidente, José Serra, deve cumprir um circuito nordestino na próxima semana, com o objetivo de reduzir a vantagem da adversária petista Dilma Rousseff na região. O roteiro completo ainda não está fechado, mas o tucano já confirmou que, não por acaso, a primeira parada será dia 17, no Ceará. O tucanato quer começar o giro pelo Nordeste no rastro dos tropeços da candidata do PT. Depois da passagem de Dilma pelo território cearense há cerca de um mês - sem comunicado prévio ao governador Cid Gomes (PSB) e em meio à operação do Palácio do Planalto para desmontar a candidatura presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-SP) - a ideia é aproveitar o clima de solidariedade aos irmãos que sempre atuaram em parceria com o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na política local. (ALÉM DA NOTÍCIA)

3 comentários:

  1. Navio sem motor só navega na propaganda do PT

    MENTIRA
    “Há cinco anos, a Transpetro acreditou no impossível, e lançou o desafio de construir 49 navios no Brasil. Hoje, o primeiro já está no mar.” (Propaganda da Petrobras na televisão, assinada pelo governo federal, 07/05/10.)

    A VERDADE
    O festejado navio João Cândido, lançado por Lula e Dilma Rousseff no porto de Suape (PE), não poderia estar singrando mares como mostra a propaganda do governo do PT. Por enquanto, é só uma carcaça no estaleiro: não tem instalações elétricas nem equipamentos eletrônicos nem motor nem caldeira. O governo do PT, no afã de eleger sua candidata, apresenta o fato como se os desafios de se construir um navio estivessem todos vencidos, e o que é pior, como se os 49 navios já estivessem em operação. Por enquanto, só se produziu o casco da embarcação. Faltam os 80% restantes.
    PT=PARTIDO TRAMBIQUEIRO

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  2. DO SITE GENTE QUE MENTE

    Prefeitos: Dilma vende o que o PT não entrega

    MENTIRA:

    “Nós não fizemos distinção entre filiação partidária dos prefeitos.” (Ex-ministra Dilma Rousseff, em Belo Horizonte, 06/05/10.)

    A VERDADE

    Não é o que mostra a prática, como já expos o Gente que Mente. No edital de licitação aberto pelo governo do PT para levar internet em banda larga sem fio gratuita a 163 cidades, 161 são comandadas por prefeitos que apoiam a ex-ministra: 61 são do PMDB, 36, do PT e outros 64, de partidos da base aliada; apenas duas de outras siglas.

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  3. Partido do Trololó

    Para evitar conflito com a Justiça, o PT alterou duas inserções com receio de ser acusado de fazer campanha antecipada. Uma pena. O TSE prestaria um grande serviço se elas fossem ao ar. Numa delas, Dilma afirma que "o Brasil tem agora condições de fazer duas verdadeiras revoluções: na saúde e educação". Ou seja, o povo veria a petista assumir que o governo não fez o dever de casa nessas áreas essenciais. Mas não é só: o projeto da banda larga é outro lero-lero - Lula esperou sete anos para lançar uma proposta atrasada no tempo e na essência.

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