segunda-feira, 31 de maio de 2010

SUCESSÃO PRESIDENCIAL


31/05/2010

MARINA SILVA: MENOS VERDE E MAIS ÁCIDA
Com um percentual de intenção de votos variando de 8% a 12%, a pré-candidata do PV à Presidência, a senadora Marina Silva, decidiu "lançar pedras" em seus principais adversários para tentar dar fôlego à sua candidatura, definida por ela como uma batalha de Davi contra Golias. Nem mesmo o governo Lula, o qual Marina foi ministra do Meio Ambiente por cinco anos, tem escapado da mudança de rota da campanha verde e sido alvo de ataques frequentes da ex-petista.
Em eventos recentes com a presença dos três presidenciáveis, ela já se referiu indiretamente à candidata do PT, a ex-ministra Dilma Rousseff, como "gerentona", atacou reiteradas vezes o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e alfinetou os projetos anunciados pelo candidato tucano, o ex-governador José Serra (PSDB). (ALÉM DA NOTÍCIA)


DATAFOLHA: PARA ELEITOR DE DILMA, SERRA É MAIS EXPERIENTE
Dos eleitores de Dilma Rousseff (PT), 51% acham José Serra (PSDB) mais experiente, mostra pesquisa do Datafolha. Na disputa pelo Planalto, ambos têm 37%. O Datafolha pesquisou 24 atributos de imagem relacionados aos candidatos (experiência, inteligência, preparo para ser presidente, etc.). Em 14 deles, Serra ficou à frente de Dilma. A petista só teve desempenho nitidamente melhor em dois itens: é vista como a que mais ajudará os pobre e as mulheres (tem 45% contra 22% de Serra). A pesquisa revela que 51% dos simpatizantes do PSDB e 35% dos do PT se dizem de direita.
A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 20 e 21 de maio, com 2660 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

COM ÚLTIMO PROGRAMA DE DILMA, BAIANO JOÃO SANTANA TIRA PÉ DA COVA NO PT
Deu na Folha: “O marqueteiro baiano João Santana, que já teve seus momentos de estresse com Dilma e com o PT, vive uma espécie de lula-de-mel com a cúpula da campanha. Tudo devido à avaliação positiva do programa partidário exibido em 13 de maio, ao qual se atribui o avanço de Dilma nas pesquisas.”


PLANALTO GASTOU R$ 3 MI PARA EXIBIR DILMA EM VIAGENS
Ao ungir Dilma Rousseff como sua candidata, Lula se auto-atribuiu a tarefa de convertê-la de auxiliar desconhecida em presidenciável competitiva. Com antecedência nunca antes vista na história desse país, o presidente antecipou sua própria sucessão. Levou a ministra-candidata à vitrine já em 2009. Exibiu-a em inaugurações e inspeções de obras, num vaivém que inspirou os rivais a acusá-lo de usar a máquina pública com propósitos eleitorais. Uma pergunta passou a boiar na atmosfera: Quanto custou ao contribuinte brasileiro a movimentação urdida para catapultar Dilma? Um deputado oposicionista, Raul Jungmann (PPS-PE), transformou a dúvida num requerimento de informações. Endereçou-o à Casa Civil da Presidência. Esse tipo de requerimento é uma prerrogativa que a Constituição confere aos congressistas. Coube à sucessora de Dilma, Erenice Guerra, responder. No questionário, Jungmann circunscreveu sua curiosidade a eventos realizados entre 1º de setembro de 2009 e 19 de fevereiro de 2010, quase seis meses. Em pesquisa prévia, o deputado contabilizara 26 as viagens e eventos. Inquiriu sobre os custos da participação de Dilma, de Lula e dos convidados oficiais. (Blog do Josias)

PT JÁ FALA EM TENTAR COMPOSIÇÃO FORMAL COM PP
Deu na Folha: “Ciente de que a subida de Dilma Rousseff nas pesquisas desacelerou a aproximação do PP com os tucanos, o PT fixou como prioridade da reta final da pré-campanha abortar essa aliança, que daria a José Serra mais um minuto e meio no horário eleitoral gratuito. No comando da campanha de Dilma, já não se fala apenas em garantir a “neutralidade” do PP, mas em -por que não?- tentar a composição formal. Pós-Datafolha, vários pepistas que vinham sinalizando preferência por Serra reformaram o discurso. Para dar um empurrãozinho nos indecisos, o PT lembrará que, sem apoio formal, o PP pode rodar na hora da partilha dos ministérios, em caso de vitória.” (POLÍTICA LIVRE)


PARA AÉCIO, SUCESSÃO ‘PODE SER DEFINIDA NO NORDESTE’
Depois de preterido na disputa interna do PSDB, Aécio Neves foi subitamente convertido em personagem central da sucessão presidencial. A oposição atribui ao grão-duque do tucanato mineiro, dono de alta popularidade em seu Estado, o poder de definir a eleição em favor de José Serra. Construiu-se o seguinte raciocínio: abrindo boa dianteira sobre Dilma Rousseff em São Paulo, bastaria a Serra prevalecer em Minas para levar a Presidência. Como que incomodado com a responsabilidade que tentam acomodar sobre seus ombros, Aécio saiu-se com uma tese diversa: “Qualquer análise pode mostrar que a eleição pode ser definida no Nordeste, que tem 27% do eleitorado. Minas tem 10%”. Nos Estados nordestinos a popularidade de Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva é maior do que a média nacional. Nesse pedaço do mapa, Dilma supera Serra nas pesquisas. É como se Aécio dissesse: Esqueçam Minas. Olhem para o Nordeste. Ou, por outra: Não sou tão importante. Ou ainda: Se formos derrotados, a culpa não será minha. Leia mais no blog do jornalista Josias de Souza, da Folha.

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