A Polícia Federal do Brasil “frequentemente prende pessoas ligadas ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a terrorismo para evitar chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo”, relatou de maneira secreta em 8 de janeiro de 2008 o então embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Clifford Sobel. Essa informação faz parte de um lote de 1.947 telegramas produzidos pela diplomacia norte-americana durante a última década, em Brasília. A organização WikiLeaks teve acesso a eles. Vai divulgá-los gradualmente a partir desta semana no site www.wikileaks.org. Ao todo, são 251.287 telegramas produzidos pela diplomacia dos EUA a partir de vários países de 28 de dezembro de 1966 até 28 de fevereiro deste ano. O WikiLeaks afirma ser “o maior conjunto de documentos confidenciais a ser levado a público na história”. Leia mais na Folha (para assinantes).
BZ-O Brasil não tem uma lei específica contra o terrorismo, por isso eles são enquadrados em outros itens da nossa lei, o que pode gerar esse tipo de interpretação. O site da Wikileaks é publicado em várias línguas, inclusive o português.
O Globo
A China estaria pronta para aceitar a reunificação das Coreias e, de forma privada, se distanciando do regime comunista de Pyongyang, segundo documentos da diplomacia americana filtrados pelo site WikiLeaks e publicados nesta segunda-feira pelo jornal britânico "Guardian".
Muitos membros do governo em Pequim, de acordo com a embaixada dos Estados Unidos, já veem o aliado inclusive como uma "criança mimada".
A revelação - contida em mais uma parte dos mais de 250 mil documentos secretos da diplomacia americana - chega em plena crise na Península Coreana, derivada de um ataque do Norte contra uma ilha do Sul que deixou quatro mortos.
Nesta segunda, na ONU, os EUA voltaram a cobrar uma postura firme da China, que reluta em condenar o aliado.
A secretária do Estado americana, Hillary Clinton, condenou nesta segunda-feira a divulgação das informações sigilosas feita pelo polêmico site de denúncias Wikileaks e disse que o vazamento é um “ataque à toda comunidade internacional”. Entre os dados estavam de trechos de 250 mil mensagens trocadas entre diplomatas americanos a respeito de assuntos como espionagem de funcionários de alto escalão da ONU, possibilidade de ataque ao Irã e opinião sobre diversos líderes mundiais. Segundo Hillary, o vazamento é um ataque também “às alianças que garantem a segurança do mundo e também à prosperidade econômica”. (BBC Brasil)
Líderes de todo o mundo foram a público nesta segunda-feira para condenar o site WikiLeaks, que vazou neste domingo 250 mil documentos confidenciais da diplomacia americana de temas que vão do programa nuclear iraniano aos esforços dos Estados Unidos para espionar autoridades estrangeiras e até mesmo a suposta ocultação da prisão de terroristas no Brasil. O site, que já causou outras saias-justas para os EUA com a revelação de documentos secretos das guerras no Afeganistão e Iraque, tornou público um mundo secreto dos bastidores da diplomacia internacional. A maioria representa retratos críticos dos EUA a líderes estrangeiros, desde aliados como a Alemanha, Itália e Afeganistão, a nações como Líbia e Irã. Leia mais na Folha.





Nenhum comentário:
Postar um comentário
Espaço aberto para o leitor contribuir com o debate de forma qualificada. (O autor da matéria comentada ou o editor do blog dará uma resposta explicativa ao comentarista sempre que houver necessidade, abaixo do comentário).