O senador José Sarney, que no ano passado, a rigor, compartilhou a direção do Senado com o primeiro-secretário, o então senador Heráclito Fortes (DEM-PI), decidiu agora assumir de fato o comando da Casa. Ele ficou impressionado com a herança maldita de 47 contratos “emergenciais”, sem licitação. A Mesa Diretora anterior recebeu o Senado isento de contratos sem licitação ou em caráter emergencial.
‘Primeiro-ministro’. O primeiro-secretário do Senado administra um orçamento de R$ 3,9 bilhões e responde por todas as decisões administrativas da Casa.
Influência. Derrotado nas urnas, Heráclito continua forte: indicou seu protegido, Haroldo Tarjas, ex-diretor-geral, para a chefiar o milionário Interlégis.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, reuniu-se nesta sexta-feira com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para discutir sobre o corte de R$ 1 bilhão no orçamento da pasta em 2011. A medida representará 1,3% a menos no orçamento do ensino, que deve cair dos R$ 72,8 bilhões previstos para R$ 71,8 bilhões. Apesar do corte, o MEC recebeu sinal verde de que poderá nomear professores de universidades e escolas técnicas federais. A redução no orçamento é resultado do contingenciamento de R$ 50 bilhões em todo o governo, anunciado esta semana pela área econômica. O ministério corre contra o tempo para contratar 3.500 professores temporários para lecionar neste primeiro semestre, em cursos criados pelo Reuni, o programa de expansão das universidades federais. A ideia era realizar concursos, mas, por falta de tempo, a saída deverá ser a contratação de temporários, o que é feito por processo de seleção simplificado. No MEC, o anúncio do corte de R$ 1 bilhão foi minimizado. O dinheiro deverá ser economizado com a redução de despesas de custeio, sem comprometer nenhum dos principais programas do ministério. (O Globo)
MÍNIMO: QUEM VOTAR CONTRA SERÁ TIDO POR “DISSIDENTE”
Sob Dilma Rousseff, o Planalto promete tratar a pão e água os “aliados” que negarem voto ao projeto que fixa o salário mínimo em R$ 545. A proposta vai a voto na próxima quarta. De antemão, o líder de Dilma na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), avisa, na Folha: ”Quem votar contra os R$ 545 será considerado dissidente, pois essa fórmula já garante um ganho real para os trabalhadores”. ”O governo não abrirá mão desse valor. Com um anúncio de cortes da ordem de R$ 50 bilhões seria irresponsabilidade dar aumento maior”. Receia-se que um naco do consórcio governista se anime a abraçar a cifra de R$ 560. Um valor que está a meio caminho entre a oferta do governo e os R$ 580 defendidos pelas centrais sindicais. No duplo papel de deputado e de presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) é um dos pseudogovernistas que flertam com os R$ 560. O governo urdiu uma esperteza para tentar inibir a movimentação das centrais, especialmente a CUT, braço sindical do petismo. Indicou-se para o posto de relator da proposta do salário mínimo Vicente Paulo da Silva (PT-SP), o Vicentinho. A exemplo de Lula, Vicentinho tem raízes no sindicalismo do ABC paulista. É fundador da CUT. Em 1983, tornou-se presidente da CUT-ABC, primeira reginal da central. (Blog do Josias)
VETERANOS NO CONGRESSO DESDENHAM DE AMEAÇA DO GOVERNO
Um veterano em negociações no Congresso desdenha da ameaça do governo de retaliar aliados que votarem por salário mínimo superior a R$ 545. “Quero saber se o ministro Carlos Lupi [Trabalho] vai cair, já que o PDT, partido dele, liderou o movimento pelos R$ 580″, afirma. No Planalto, admite-se que dificilmente Lupi sofreria abalo na esteira deste primeiro teste. Mas os palacianos lembram que há vários pedetistas na fila por cargos no governo. É o caso de Osmar Dias (PR). Ontem, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), confirmou a intenção de votar o novo valor do mínimo na próxima quarta-feira, em sessão extraordinária. (Folha)





Salário mínimo fajuto
ResponderExcluirQue governo é este, que passivamente aceita reajustes astronomicos para a presidente (131%) e seus ministros e 61% para os parlamentares, cujas despesas serão exorbitantes, visto o escalonamento para deputados estaduais, vereadores, prefeitos, etc, etc? E não concorda com o reajuste do salário mínimo para R$ 600,00? Cujo valor ainda é baixíssimo, insuficiente para qualquer cidadão ou cidadã viver dignamente. É uma vergonha. Não deixem por menos. Se necessário, vamos para as ruas, praças lutar por melhores condições para os assalariados. Ganha-se mal, à saúde é precária, a educação fraquíssima. Estão saqueando o país. Acorda, Brasil.
R$ 282.000.000.000,00 (Duzentos e oitenta e dois bilhões de reais) foi quanto o Apedeuta Aloprado torrou para eleger a sua fantoche com 41% dos votos da totalidade dos eleitores inscritos nos TREs e levar o país, com queda de 12% no seu "governo", ao 88º lugar no IDE-Índice de Desenvolvimento Educacional (UNESCO) e à 73ª posição no IDH-Índice de Desenvolvimento HUMANO (PNUD/ONU / queda de 8 posições). Tentar entender porque o Brasil se mantém na rabeira dos rankings econômicos (renda per capita: 59º colocado; concentração de renda, 3º pior do mundo, ao lado do Equador) e índices sociais mundiais é um exercício de autoflagelação mental, tendo em vista as minguadas potencialidades que a natureza oferece ao mundaréu de nações/paisecos que estão diante de nós. No IDH-Índice de Desenvolvimento Humano levantado na América Latrina pelo PNUD, estamos vergonhosamente estabacados no 8º lugar. Eta, Apedeuta, só quem não te conhece é que te compra!
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