quinta-feira, 21 de abril de 2011

ESCANDALÔMETRO

21/04/2011

OS NEGÓCIOS DO AMIGO DE SARNEY
Diego Escosteguy e Murilo Ramos. Com Marcelo Rocha, ÉPOCA
Fábio Lenza cuida das operações com cartões de crédito, mas já passou por outros cargos de chefia. É funcionário de carreira da Caixa, uma carreira que deslanchou no começo do governo Lula, graças, de acordo com executivos do banco, a um empurrãozinho especial: a família de Lenza tem ligações com a família do presidente do Senado, José Sarney.
Olga, irmã de Fábio, é secretária de Educação do Maranhão, no governo Roseana Sarney. Uma sobrinha de Fábio está empregada no gabinete do senador João Alberto, aliado de Sarney, também do PMDB do Maranhão. E a mulher de Lenza é gerente de relações parlamentares da Caixa.
Por meio de sua assessoria, o senador Sarney afirmou que conhece Lenza há mais de 20 anos, mas disse que ambos mantêm apenas uma “relação superficial”.
Assim que se tornou vice-presidente de Negócios da Caixa, em 2003, Lenza deu início a uma veloz e próspera trajetória como empresário. Depois de poucos anos à frente de uma das áreas mais rentáveis do banco, Lenza levantou R$ 2,3 milhões de capital para abrir duas incorporadoras, que estão em nome dele e de sua família, e comprou 460 hectares em fazendas no entorno de Brasília.
BZ-A Caixa é a Caixa Econômica Federal, um dos bancos do governo federal.


NOVA VIÇOSA: TCM MULTA PREFEITO POR IRREGULARIDADES NA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS ADVOCATÍCIOS
O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) julgou parcialmente procedente, nesta quarta-feira, o termo de ocorrência lavrado contra o prefeito do município de Nova Viçosa, Carlos Robson Rodrigues da Silva, em função de irregularidades na contratação de serviços advocatícios, sem a realização de licitação, em 2008. O relator, conselheiro José Alfredo, imputou multa no valor de R$ 20 mil ao gestor, que pode recorrer da decisão. O termo foi lavrado em função das irregularidades encontradas no processo administrativo nº 22/2008, celebrado entre o credor Ernani Griffo Ribeiro e a prefeitura, no valor total de R$ 206.500, sendo o contratado servidor efetivo de Nova Viçosa, na função de Procurador Municipal.


MUCURI: EX-PREFEITO É CONDENADO POR SUPERFATURAMENTO EM OBRAS
O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) julgou parcialmente procedente, nesta terça-feira, a denúncia formulada contra o ex-prefeito de Mucuri, Moisés Alves de Matos, em razão do evidente superfaturamento nos serviços de reforma de unidades escolares, no exercício de 2007. A relatoria solicitou a formulação de representação ao Ministério Público, determinou o ressarcimento aos cofres municipais, com recursos do próprio gestor, no montante de R$ 346.825 e imputou multa de R$ 15 mil. Cabe recurso da decisão. Constam no processo duas denúncias, a primeira aponta que a prefeitura realizou a tomada de preços nº 003/2007 com vistas à realização de serviços de reforma de unidades escolares, em evidente superfaturamento, com agravante de tratar a Aqualux Elétrica e Hidráulica Ltda. de empresa de fachada juntamente com a Vaap Construções Ltda., também ganhadora do certame antes mencionado, sendo despendido a quantia de R$ 219.743.


DEPUTADOS PEDEM EM MÉDIA CINCO PASSAPORTES DIPLOMÁTICOS POR DIA
Desde que os atuais deputados tomaram posse, em 1º de fevereiro deste ano, a Câmara solicitou ao Ministério das Relações Exteriores a confecção de 402 passaportes diplomáticos para os próprios parlamentares e para filhos e cônjuges deles, segundo informou o segundo-secretário da Casa, deputado Jorge Mudalen (DEM-SP), com base em dados atualizados nesta terça. Em média, são cinco pedidos por dia. Mudalen não informou quantos, dos 513 deputados, fizeram as solicitações, mas disse que “vários” ainda não pediram. “Eu mesmo não requisitei. Tem vários que ainda não requisitaram”, declarou. (G1)
BZ-O cidadão comum vive a vida inteira sem ter esse privilégio. Nem por isso deixa de viajar ao exterior. Os deputados, se não tiver um desses mimos, não podem viver. "Eitcha" turminha voraz! 

PROMOTORA ACUSADA NO MENSALÃO DO DEM É PRESA TENTANDO FUGIR
A promotora Deborah Guerner foi presa pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira em Brasília. Ela é investigada por suspeita de tráfico de influência na operação Caixa de Pandora, que apura esquema de coleta e distribuição de propina na capital federal Segundo informou a PF, Deborah e o marido, o empresário Jorge Guerner, foram presos em casa. Segundo a Folha apurou, os dois planejavam fugir para a Itália. A promotora vai ser levada à Superintendência da polícia em Brasília e o marido deve seguir para penitenciária da Papuda. Deborah Guerner e o ex chefe do Ministério Público do DF Leonardo Bandarra são suspeitos de passar informações privilegiadas a integrantes do governo do Distrito Federal e de terem extorquido o ex-governador José Roberto Arruda, investigado por ser o suposto chefe do esquema de corrupção. Arruda foi preso e perdeu o cargo depois que as denúncias vieram a público. (Folha)


ÍNDIOS PLANTAM MACONHA, ESTÃO VICIADOS EM OXI E TRAFICAM
Aldeias indígenas do Acre, do Amazonas e de Mato Grosso do Sul estão na rota de entrada das drogas no país. Sem policiamento, reservas próximas às fronteiras com Bolívia, Colômbia e Peru se tornaram pontos estratégicos para o narcotráfico e locais de recrutamento de mão de obra barata. Indígenas têm consumido cocaína, merla, crack e também oxi — uma nova droga, subproduto da cocaína e pior que o crack, que surgiu no Acre, já se espalhou pela Região Norte, por alguns estados do Nordeste e do Centro-Oeste e chegou a São Paulo, conforme O GLOBO mostrou no último domingo. Índios das aldeias Marienê e Seruini, no Amazonas, perto do município de Pauini, na fronteira com o Acre, plantam maconha nas terras indígenas para traficar e consumir. Eles levem a droga para a cidade, vendem para as bocas-de-fumo ou trocam por óleo, açúcar e sabão. Cocaína, oxi e merla também podem ser encontrados nas aldeias do Acre, especialmente em Boca do Acre, segundo índios que vivem perto da região. (O Globo)

Um comentário:

  1. O que fazem as ONGs?
    Isto mesmo, o que fazem as ONGs nas reservas indígenas que tanto protegem, que não identificam o fluxo de drogas, como o oxi, usadas como instrumento de troca, conforme vem sendo divulgado pela imprensa nacional, com destaque para as reservas indígenas do Acre onde, segundo o noticiario (www.ac24horas.com), seus índios plantam maconha e estão viciados? Com a palavra os financiadores das ONGs protetoras dos sílvícolas?

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