sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ESCANDALÔMETRO

09/12/2011

LIVRO-DENÚNCIA FAZ PERFIL DEVASTADOR DO 'PRIMO' ESPANHOL DE JOSÉ SERRA
Um dos personagens mais controversos da alta cúpula do tucanato mereceu um capítulo inteiro no livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr, que está sendo lançado nesta sexta-feira: trata-se de Gregório Marín Preciado, que, casado com uma prima de José Serra, recebe tratamento de "primo" pelo ex-governador paulista. Em perfil devastador, autor o define como um ganhador de dinheiro graças à proximidade com o tucano ilustre, e como um lança luz sobre os negócios utilizando dinheiro público, a incrível paciência e condescendência do Banco do Brasil e o enriquecimento de Preciado, o "Espanhol". O livro de Amaury Ribeiro Jr., como informa a coluna de Claudio Humberto, estará disponível a partir de hoje nas principais livrarias do País.









EDITOR REVELA QUE JOSÉ SERRA TENTOU INTIMIDÁ-LO
O editor Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, sentiu-se intimidado ao ser chamado para “uma conversa” com o ex-governador José Serra, que tomou conhecimento do iminente lançamento do livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro. Emediato contou à coluna que ofereceu seu cartão de visitas ao emissário tucano, sugerindo que, se Serra quisesse falar com ele, que o procurasse na sede da editora.
Cautela...Temendo ordem judicial de apreensão do livro, a Geração fez uma operação silenciosa para distribuir 15 mil exemplares em todo o País.
Compromisso....Ao receberem o livro A Privataria Tucana, as livrarias assumiram o compromisso de que não seria exposto nas vitrines antes desta sexta.
Nada a declarar...O ex-governador José Serra informou que, por enquanto, sua decisão é não comentar as acusações contidas no livro de Amaury Ribeiro Jr.


SERRA DIZ QUE GRAMPO ILEGAL EM COMITÊ TUCANO É ‘GRAVÍSSIMO’
O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), considerou um “fato gravíssimo” a revelação de que a Polícia Federal (PF) colocou grampos telefônicos ilegais no comitê eleitoral do PSDB no Acre durante a campanha eleitoral de 2010, em nota divulgada na quarta-feira.”Trata-se de um fato gravíssimo que precisa ser investigado a fundo”, afirmou o tucano, que na época disputava a eleição para presidente da República. Ele relacionou o caso com a quebra de sigilo de dados fiscais do vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge. O jornal O Estado de S.Paulo revelou que a PF fez escutas telefônicas no comitê eleitoral do PSDB no Acre. A PF confirmou, na terça-feira, que um telefone do comitê do PSDB no Acre foi grampeado porque, segundo o órgão, estava em nome da deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), alvo de inquérito por fraude eleitoral. (Estadão)


AS PALESTRAS DE PIMENTEL
Robson Andrade, presidente da CNI, disse anteontem que Fernando Pimentel proferiu dez palestras para a Fiemg (na ocasião, comandada por Andrade) que o contratara por 1 milhão de reais para a já célebre consultoria.
Beleza. Instadas no início da tarde de ontem a detalhar as datas e os conteúdos de tais palestras, as assessorias de Pimentel e Andrade não souberam dar nenhuma informação sobre o assunto até o final da noite. Ainda há tempo.
Se não aparecerem as tais palestras, terá sido uma afirmação desenecesária, que só complica a vida de Pimentel. Se, de fato, as palestras foram dadas, a lentidão na resposta revela desarticulação preocupante. (Lauro Jardim)


DELATOR DE ORLANDO SILVA RECEBEU R$ 200 MIL COMO ‘CALA BOCA’, DIZ ADVOGADO
André Luiz Figueira Cardoso, advogado do soldado da policia militar João Dias Ferreira, declarou que seu cliente recebeu na sua casa nesta terça-feira(6), R$ 200 mil em dinheiro das mãos de emissários do governo do Distrito Federal. Segundo ele, o dinheiro seria uma espécie de “cala boca”. João Dias Ferreira é o autor das denúncias que levaram à demissão do ex-ministro do Esporte Orlando Silva e que respingaram no atual governador do DF, Agnelo Queiroz. Agnelo antecedeu Orlando Silva no comando do Ministério do Esporte e também é acusado de se beneficiar de um esquema de corrupção na pasta. Segundo apuração de O Globo, João Dias foi levado até a 5ª Delegacia de Polícia de Brasília por volta das 15h por policiais militares. De acordo com relatos de policiais, João Dias foi detido dentro do Palácio Buriti, sede do governo do Distrito Federal, por suposta agressão. André Luiz diz que o soldado teria ido nesta quarta ao Palácio procurar o secretário de Governo, Paulo Tadeu, para devolver o dinheiro. Ao fazer isso, teria sido detido após uma “altercação” – discussão – com seguranças da Secretaria de Governo. O advogado não confirma, mas João Dias teria agredido um sargento da PM e uma funcionária de Paulo Tadeu. Informações de O Globo.

Um comentário:

  1. Denúncia tardia
    Não reprovo as investigações do talentoso repórter Amaury Ribeiro. Mas estranho que ele tenha transformado em livro suas apurações profissionais para somente agora lançar à opinião pública, claro, muito mais com pretensão de faturamento pessoal, um direito seu, mas uma omissão profissional, e logo no final do ano que antecede as eleições municipais (?). Como esse repórter investigativo foi envolvido (CH de hoje) "no suposto esquema de arapongagem a serviço da campanha de Dilma", suponho que ele tenha transformado um dossiê em livro, após a denúncia da mídia. Quem me garante que isso já não é um jogo bem financiado como componente para desgastar campanhas partidárias? Caso tão grave, merece a atençao do MPF, MPE, Bacen, etc. Mas não há dúvida que a denúncia é tardia e tens fins remuneratícios e políticos.

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