Ricardo Brito, Estadão.com.br
Apontado pela Polícia Federal como o arquivo vivo do esquema de pagamento de propina a políticos e servidores públicos comandado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Geovani Pereira da Silva está “pronto para cooperar” com a CPI instalada para investigar, no Congresso, o caso.
O porta-voz do recado é seu advogado, Calisto Abdala Neto, que tenta garantir a liberdade do cliente. Para a Justiça, o homem apontado como tesoureiro de Cachoeira é considerado foragido há quase dois meses.
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| Rico, o dono da Delta ri à toa. |
APESAR DAS DENÚNCIAS, DELTA RECEBEU R$ 5 MILHÕES NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA
Dyelle Menezes/Do Contas Abertas
A Delta Construções está no centro do furacão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) recém-criada. Apesar das inúmeras denúncias, a empresa já recebeu este ano R$ 151,6 milhões por serviços prestados ao governo federal. Só na última sexta-feira (20), com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), cerca de R$ 5,1 milhões foram pagos à empreiteira, que é a maior do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e possui contratos em 21 estados e no Distrito Federal.
A maior parte do montante repassado no último dia 20 foi destinada à obra de adequação de trecho rodoviário que liga Goiânia a Jataí, na BR-060. Curiosamente, cerca de R$ 4,2 milhões foram pagos pelas obras realizadas no estado governado por Marconi Perillo (PSDB), que, segundo a Polícia Federal, teve a campanha irrigada pelas empresas de fachada que redirecionaram recursos da Delta para políticos e laranjas.
STF PROCESSARÁ DEPUTADOS DO CASO CACHOEIRA
Blog do Noblat
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, anunciará daqui a pouco que autorizou a abertura de processo contra três deputados federais por Goiás envolvidos nos malfeitos do bicheiro Caroinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres. Os três: Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Sandes Júnior (PP-GO).
INSTALADA CPI SOBRE ESCUTA ILEGAL NA CÂMARA LEGISLATIVA DO DF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal instalou hoje, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o suposto acesso e uso indevido de dados e de comunicações de autoridades, servidores públicos e de outros cidadãos. Conhecida como CPI da Arapongagem, a comissão foi instalada com a assinatura de nove deputados, sendo que o número mínimo era de oito parlamentares. A CPI vai investigar grampos ilegais feitos entre 2006 e 2012. Segundo informações divulgadas na imprensa, parte dos grampos foi feita pela Casa Militar do Distrito Federal. O presidente da Casa, deputado Cabo Patrício (PT) explicou que o prazo de averiguação foi planejado para que fossem investigados casos de escuta ilegal que possam ter acontecido em governos anteriores. “Essa não é uma investigação contra um governo, mas contra a arapongagem”, disse o parlamentar. E acrescentou: “Essa é uma comissão proposta pela Câmara Legislativa: e todos os deputados têm o direito de assinar ou não”, disse. O PT do DF orientou os deputados do partido a não assinarem a CPI.
AÉCIO DIZ SE SENTIR ‘TRAÍDO’ POR DEMÓSTENES
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta terça-feira, que se sente “traído” pela iniciativa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) de lhe pedir a nomeação da prima do contraventor Carlinhos Cachoeira em um cargo comissionado. A prima do bicheiro, Mônica Beatriz Silva Vieira, assumiu o cargo de diretora regional da Secretaria de Estado de Assistência Social, em Uberaba, em 25 de maio do ano passado. Segundo reportagem publicada nesta terça-feira no jornal O Estado de S. Paulo, do pedido de Cachoeira a Demóstenes até a nomeação de Mônica bastaram apenas 12 dias e 7 telefonemas. A informação de que Demóstenes fez o pedido a Aécio, atendendo a uma demanda de Cachoeira, está comprovada pela escuta telefônica da Polícia Federal, na Operação Monte Carlo. Ele lembrou que, na época, comunicou ao presidente do DEM, José Agripino (RN), que aquela demanda estava sendo atendida. Aécio garantiu que não tem nenhum tipo de relação com Cachoeira. (Agência Estado)
CANDEIAS: TRE CASSA MANDATO DA PREFEITA
Por quatro votos a um, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Bahia cassou na manhã desta terça-feira o mandato da prefeita de Candeias, Maria Maia (PMDB), sob a argumentação de que ela recebeu R$ 266 mil de uma pessoa morta durante a campanha de 2008. O único voto favorável à permanência da prefeita foi do juiz Maurício Kertzman. Com a cassação, assume a prefeitura de Candeias, uma das mais importantes cidades da região metropolitana de Salvador, o presidente da Câmara, Francisco Conceição, também peemedebista. Maria Maia e seu vice, Antonio Raimundo dos Santos, também cassado, foram acusados de abuso do poder econômico, gastos não contabilizados da campanha (caixa 2), além do recebimento de R$ 266 mil de uma doadora que morreu quatro anos antes das últimas eleições, nos Estados Unidos. As investigações da doação da senhora Almerinda Monteiro dos Santos, morta em 2004, foram realizadas pela Policia Federal, que encaminhou o inquérito para o MPF (Ministério Público Federal) na Bahia.







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