APÓS PRESSÃO POR QUEDA DE JUROS, AGORA É A VEZ DAS TARIFAS
Governo fará ofensiva em bancos contra taxas, que variam de R$ 31 a R$ 390 pelo mesmo serviço
Gabriela Valente e Geralda Doca, O Globo
O governo prepara uma nova ofensiva para reduzir o custo financeiro no país. Depois da estratégia bem-sucedida de usar os bancos públicos para derrubar os spreads (diferença entre o custo de captação e as taxas cobradas pelos bancos) e os juros, o Palácio do Planalto tem como próximo alvo as tarifas bancárias.
Um estudo do Banco Central (BC) mostra a enorme diferença entre as tarifas cobradas por bancos privados e públicos, mas, ainda assim, o governo avalia que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal podem liderar um movimento de queda generalizada dos valores cobrados por esses serviços, como aconteceu com os juros.
O estudo do BC revela, por exemplo, que para fazer um cadastro e abrir uma conta em um banco público, os correntistas desembolsam, em média, R$ 31,67, enquanto esse mesmo serviço custa, em média, R$ 390 nas instituições privadas. Nos extremos, dependendo do perfil do cliente e do banco, esta mesma tarifa pode variar de zero a R$ 5 mil.
BZ-As tarifas bancárias, (aquilo que o cliente paga por qualquer serviço bancário), são imorais de tão exorbitantes.


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