BRASÍLIA - A mudança na regra de remuneração da poupança ganhou ontem o primeiro sinal oficial do Palácio do Planalto. Ao contrário das negativas dos integrantes da equipe econômica, a presidente Dilma Rousseff deixou em aberto a possibilidade de alterar o rendimento da poupança - e abrir espaço para reduzir a taxa básica de juros (Selic) sem causar fuga de recursos dos fundos de investimentos para a caderneta.
A reação no mercado financeiro foi imediata. Os investidores aumentarem suas apostas no mercado futuro, elevando a quase 90% a probabilidade de um novo corte de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. A expectativa predominante é que o BC corte os juros em 0,50 ponto para 8,5% ao ano. (FOLHA DE SÃO PAULO)
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje, ao anunciar investimento de R$ 22 bilhões do governo federal em mobilidade urbana nas grandes cidades, que o Brasil tem que investir em transporte de massa de qualidade para beneficiar a população, especialmente a de baixa renda, principal usuária do transporte coletivo. O total de investimentos para a construção de vias e estações de metrô e de veículos leves sobre trilhos (VLTs), com as contrapartidas de estados e municípios, chegará a R$ 32 bilhões. A presidenta ressaltou o investimento conjunto e disse que governo federal e estados e municípios atuam em parceria. “Uma das grandes contribuições do PAC Mobilidade foi que nós reaprendemos a atuar em parceria de forma republicana (…) nos relacionando como líderes que foram escolhidos pelo povo brasileiro para resolver os grandes problemas do país”, disse a presidenta. Segundo a presidenta, o programa não vai beneficiar apenas os municípios que receberão as obras, mas todo o Brasil, pois haverá demanda para vários tipos de indústria, como a de cimento e trilhos, gerando mais produção e empregos.
SARNEY: CPI PRODUZIRÁ TURBULÊNCIAS E REVELAÇÕES
Marcelle Ribeiro, O Globo
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), teve alta nesta terça-feira do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O peemedebista estava internado desde o último dia 14, após sentir dores no peito. Ao sair do hospital, Sarney disse que a CPI do Cachoeira será um tempo de “muitas revelações e muitas turbulências”. Segundo ele, o trabalho da CPI deve ser muito “sistemático” e não tem delimitação exata: – Toda CPI tem uma rotina, e acho que essa vai ter uma grande importância, porque a abrangência que ela tem é muito grande. Naturalmente, nós vamos ter algum tempo de muitas revelações e muitas turbulências. Questionado sobre as movimentações de petistas e peemedebistas para evitar que as investigações da CPI respinguem no governo, Sarney disse que esse não é um problema dele. – Esse é um problema que já não vai ser meu, vai ser das lideranças – afirmou.
BZ-Macaco velho, o senador Sarney, está sempre disposto a fazer um grande acordo, melhor que qualquer boa demanda. Afinal, quem tem "rabo de palha" não chega perto do fogo.




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