Um vereador foi preso neste sábado (19), em Caculé, no sudoeste da Bahia, por ter receptado um veículo roubado. Railton Santana Santos (DEM), conhecido como “Pregão”, comprou um GM Zafira que havia sido roubado em Campinas, São Paulo. De acordo com o Blog do Anderson, a Polícia Civil interceptou o legislador após denúncias feitas contra ele. Na delegacia, Pregão confessou ter comprado o automóvel de um conhecido, mas disse não ter conhecimento de que o carro havia sido roubado, apesar de tê-lo comprado por R$ 8 mil, quando o valor de mercado de um Zafira do mesmo ano está em torno de R$ 26 mil. O democrata pagou 12 salários mínimos de fiança e responderá em liberdade pelo crime de receptação de produto roubado.
ALVO DA CPI DE CACHOEIRA, DELTA PODE PERDER R$1,2 BI EM CONTRATOS
Se for impedida de celebrar novos contratos com a União, a Delta Construções, investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, pode deixar de receber R$ 1,2 bilhão oriundos de contratos em andamento. O valor equivale a parcela não paga de obras federais programadas para serem executadas até o final de 2015. Os dados são da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, a empreiteira mantém 108 contratos de obras com a União, grande parte com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), vinculado ao Ministério dos Transportes. A suspensão de contratos depende de análise caso a caso, feita pelos ministérios envolvidos, em parceria com a CGU. Com informações do Estadão.
A BLINDAGEM DE CABRAL PODE SE TRANSFORMAR EM UMA FACA DE DOIS GUMES
Merval Pereira, O Globo
O flagrante da mensagem do deputado petista Cândido Vacarezza garantindo imunidade ao governador do Rio, Sérgio Cabral, é mais uma confirmação de que essa CPI do Cachoeira está se revelando o maior erro dos últimos tempos do grupo político que está no poder. Convocada estranhamente pela maioria governista, a CPI tinha objetivos definidos pelo ex-presidente Lula e pelo ex-ministro José Dirceu: apanhar a oposição com a boca na botija nas figuras do senador Demóstenes Torres e do governador de Goiás, Marconi Perillo, e desestabilizar o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, responsável pela acusação dos mensaleiros no julgamento do Supremo Tribunal Federal. De passagem, queriam certos petistas criminalizar a revista “Veja” para criar um clima político que favorecesse a aprovação de uma legislação de controle da mídia, como vêm tentando, sem sucesso, desde o início do governo Lula. Por enquanto, está dando tudo errado.
OS HOMENS DE AGNELO NA CPI DO CACHOEIRA
Ainda não surgiu um elo definitivo e pessoal do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com a quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. Mas diálogos obtidos pela Polícia Federal (PF) tornam delicada a situação da gestão petista na capital do país, que ainda não respondeu de forma contundente às acusações. Ao menos cinco figuras do primeiro e segundo escalões do governo mantiveram contatos suspeitos com o bando. São relações que podem ser esclarecidas pela CPI do Cachoeira no Congresso. O chefe de gabinete do governador, Cláudio Monteiro, caiu por suspeita de recebimento de propina. João Carlos Feitoza, o Zunga, foi subsecretário de Esporte. Também deixou o cargo quando surgiram indícios de que havia recebido dinheiro da quadrilha. Marcello de Oliveira, o Marcellão, foi assessor especial da Casa Militar. Acabou exonerado porque os investigadores descobriram que atuava como uma ponte entre o grupo de Cachoeira e o governo. Ao trio somam-se dois integrantes do primeiro-time de Agnelo: o secretário de Governo, Paulo Tadeu, e o de Saúde, Rafael Barbosa. Leia mais na Veja.
CPI DO CACHOEIRA É A MAIS LENTA EM 20 ANOS
Com potencial para envolver parlamentares e três governadores, a CPI do Cachoeira chega a quase um mês de existência com a marca de comissão mais lenta dos últimos 20 anos entre as destinadas a investigar corrupção. A Folha analisou outras dez grandes comissões de inquérito criadas desde a CPI do Collor (1992). Nunca antes, em seus primeiros 15 dias de trabalho (descontados fins de semana, feriados e recessos), uma comissão ouviu tão poucos envolvidos e demorou tanto para tomar seu primeiro depoimento público. Durante a semana a CPI foi alvo de acordo entre governo e oposição para restringir o alcance das investigações. Leia mais no UOL.






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