sexta-feira, 25 de maio de 2012

ESCANDALÔMETRO

25/05/2012


EX-PRESIDENTE DO TJ-SP ADQUIRIU BENS 'EM VALORES DESPROPORCIONAIS'


Fausto Macedo, Estadão.com.br
O desembargador Vianna Santos, que presidiu o Tribunal de Justiça de São Paulo em 2010, adquiriu bens “em valores desproporcionais à evolução de seu patrimônio e de sua renda”, afirma a Procuradoria-Geral de Justiça.
Em documento de 27 páginas, por meio do qual requereu judicialmente a quebra do sigilo bancário e fiscal de Vianna e de sua mulher, a advogada Maria Luiza Pereira, a Procuradoria revela que “sem a realização de qualquer empréstimo para tal fim” o casal adquiriu bens no montante global de R$ 2,273 milhões.

CPI DO CACHOEIRA ADIA CONVOCAÇÃO DE GOVERNADORES E QUEBRA DE SIGILO DA DELTA
Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira decidiram, nesta quinta-feira (24), adiar para a próxima terça (29) a decisão sobre a quebra de sigilos da matriz da contrutora Delta e a convocação de três governadores de estados supostamente envolvidos com a empresa. Os gestores podem ser chamados pelo colegiado são o de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). O senador Pedro Taques (PDT-MT) foi autor de requerimento que pedia a votação para esta quinta. No entanto, um acordo entre líderes dos partidos adiou a apreciação da proposta. As investigações da Polícia Federal identificaram transferências da Delta para empresas ligadas ao bicheiro Carlinhos Cachoeira. Além disso, apontaram envolvimento de auxiliares de Agnelo e Perillo com integrantes da organização comandada por Cachoeira. Já o governador do Rio, Sérgio Cabral, pode ser convocado por ligação pessoal com o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish.

 
PERILLO PODE FORÇAR DEPOIMENTO DE GOVERNADORES
Diante de forte operação para blindar governadores na CPI mista do Cachoeira, o grupo de “independentes” decidiu pressionar pela convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB): afinal, ele se colocou à disposição da comissão. O comparecimento de Perillo serviria como “detonador” para o comparecimento de Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, e de Agnelo Queiroz (PT), do DF.





 
REDE DE LARANJAS DA DELTA TAMBÉM ATUAVA NO RIO DE JANEIRO
Cassio Bruno e Maiá Menezes, O Globo
A rede de laranjas que alimentava, com o dinheiro da Delta Construções, o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira não é exclusiva de Goiás e se estendeu ao Rio, sede da empreiteira.
Os sócios de duas empresas que sacaram dinheiro da Brava Construções — apontada como fantasma pela investigação da operação Monte Carlo, da Polícia Federal —, são moradores de áreas pobres da cidade e dizem desconhecer por que aparecem como donos das firmas.
A Zuk Assessoria Empresarial e a Flexa Factoring Fomento Mercantil, de acordo com a Federal, têm o mesmo endereço, no Centro do Rio, onde há apenas um escritório. As duas empresas eram sediadas lá entre 2008 e 2011, mas nunca funcionaram de fato. Sacaram, juntas, R$ 521 mil.
A auxiliar de serviço gerais Cristina Lacerda de Almeida, de 41 anos, aparece como sócia da Flexa Factoring, que recebeu da Brava Construções R$ 119.442,27. Moradora do Encantado, Zona Norte, Cristina disse ao GLOBO nunca ter ouvido falar da Flexa nem dos recursos.


PRESIDENTE DA CPI DO CACHOEIRA É ACUSADO DE USAR VERBA PARA COMPRAR REPORTAGEM
O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI do Cachoeira e corregedor do Senado, é acusado de usar dinheiro público para comprar matérias a seu favor em veículos de comunicação da Paraíba. Procurado pela reportagem do jornal Folha de São Paulo, o peemedebista alegou que “não usa a verba indenizatória para a publicação de matérias favoráveis” a ele. As empresas, segundo Rêgo, são contratadas para “promover a divulgação” do seu mandato. O tema das reportagens é a acusação de contratação de uma funcionária-fantasma no gabinete do senador. A estudante Maria Eduarda Lucena dos Santos, que se diz coautora do hit “Ai, Se Eu te Pego”, famoso na voz de Michel Teló, teria sido contratada em fevereiro de 2011 como assistente parlamentar, com salário de R$ 3.450. Após a denúncia, o senador pediu uma investigação sobre a atuação da universitária.





FIM DE SIGILO BANCÁRIO DA DELTA PÕE PT E PMDB EM CRISE
Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo
O PT e o PMDB estão em pé de guerra depois de o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), ter defendido a quebra do sigilo bancário da Delta Construções em nível nacional e de seu principal acionista, Fernando Cavendish. Diante da crise, Cunha optou nesta quarta-feira, 23, pela cautela. Mas o deputado confidenciou a correligionários que fez uma reavaliação da blindagem da empreiteira e que, diante das evidências, não tem como evitar que as investigações recaiam sobre a Delta nacional e seu proprietário. A decisão irritou o PMDB, em especial a ala ligada ao governador do Rio, Sérgio Cabral. Ele é amigo de Cavendish, com quem viajou para o exterior. Os peemedebistas alegam que a quebra de sigilo da Delta é uma reivindicação da oposição para tirar o foco do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, que estaria envolvido com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Leia mais no Estadão.



GARCEZ DIZ QUE NÃO INTEGRA QUADRILHA E NEGA INFLUÊNCIA NO GOVERNO DE GOIÁS
Nathalia Passarinho e Iara Lemos, G1
O ex-vereador de Goiânia (GO) Wladimir Garcez, tido como um dos principais auxiliares do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, negou nesta quinta-feira durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que “integre qualquer organização criminosa”. À CPI, Garcez leu um depoimento e afirmou que foi contratado pela empresa Delta Construções para assessorar o ex-diretor da empresa no Centro Oeste Cláudio Abreu – que foi preso no mês passado – e negou qualquer influência no governo de Goiás. Após a leitura do texto, Wladimir Garcez se recusou a responder às demais perguntas dos parlamentares. Em conversa gravada pela Polícia Federal em 2001 durante as investigações da Operação Monte Carlo – na qual Cachoeira e Garcez foram presos -, Garcez diz a Cachoeira que o governador Marconi Perillo (PSDB) autorizou contratações de pessoas selecionadas por Cachoeira para o governo de Goiás. Em outro áudio, Garcez diz ao bicheiro que teve uma conversa de “irmão” com Perillo, no gabinete do governador. Leia mais no G1.


MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE AÇÃO CONTRA WAGNER ROSSI
Felipe Recondo, Agência Estado
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça a abertura de uma ação de improbidade contra o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi e contra outros 11 suspeitos de terem desviado R$ 3 milhões dos cofres públicos. De acordo com as investigações do MPF, Rossi teria se associado ao lobista Júlio Fróes para desviar recursos do programa de capacitação de servidores – Programa Anual de Educação Continuada (PAEC) – por meio de dispensa de licitação. Além de Rossi, responderão ao processo seu ex-chefe de gabinete, Milton Elias Ortolan, o então subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do ministério, Julio Cesar de Araújo Nogueira, o lobista Júlio Fróes, três professores da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC/SP) e assessores do ministério. No total, 12 pessoas responderão à ação de improbidade aberta na 8ª Vara Federal do DF. O Ministério Público requer, liminarmente, a indisponibilidade dos bens dos acusados, para assegurar a devolução do dano causado ao erário. Pede ainda a condenação dos envolvidos a sanções civis e políticas. (Agência Estado)
BZ-Antes se dizia que tudo não passava de intriga de adversários, agora é o Mnistério público que abre uma ação de improbidade contra o ex-ministro. Acertou a presidente Dilma ao demitir o pilantra.

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