segunda-feira, 21 de maio de 2012

NACIONAIS

21/05/2012

VINGADORES

Vera Magalhães, Folha de S. Paulo
Em reunião na quinta-feira, a cúpula do PMDB desistiu de avalizar a estratégia do PT contra a imprensa e o Ministério Público na CPI do Cachoeira. Por isso Cândido Vaccarezza disse que a relação entre as siglas tinha ”azedado”. Na conversa, da qual participou o vice-presidente, Michel Temer, o PMDB concluiu que comprar briga pelo PT era um erro. “Por que vamos entrar nisso se não queremos nos vingar de ninguém?”, resumiu um dos participantes.
BZ-O PMDB não mostra capacidade para eleger seus quadros em eleições para o executivo, mas é um partido com grande bancada no Senado e na Câmara Federal, e usa isso como instrumento de barganha com governos de partidos que tem condições de eleger cargos executivos. Foi assim no governo do FHC/PSDB. e vem sendo assim nos governos do PT.

EX-AVALISTA DE COLLOR ENSAIA VOLTA À POLÍTICA APÓS RENÚNCIA NO DF
Wilson Lima, iG Brasília
Fora dos gabinetes desde 2010, quando renunciou ao mandato de governador interino do Distrito Federal em meio ao escândalo do mensalão do DEM, o ex-senador e ex-vice-governador Paulo Octávio ensaia seu retorno à vida política, mas pode esbarrar justamente na Lei da Ficha Limpa. Por conta da renúncia, ele pode ser considerado inelegível até 2018. Ao lado de Luiz Estevão, Otávio foi um dos “avalistas” do ex-presidente Fernando Collor na chamada “Operação Uruguai”, em 1992. Na época, Collor disse que os dois foram avalistas de um empréstimo de US$ 5 milhões para reformas na Casa da Dinda. Esse empréstimo, em seguida, foi um dos pontos questionados na CPI que culminou com a cassação do mandato do alagoano. Empresário do setor de seguros e imobiliário, Octávio trabalhou como lobista dentro do governo Collor.

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