quinta-feira, 20 de junho de 2013

NACIONAIS

20/06/2013

INFLAÇÃO DETERMINA QUEDA NA POPULARIDADE DE DILMA 



Laís Alegretti e Daiene Cardoso, Agência Estado 
 A queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff, registrada pela pesquisa CNI/Ibope, mostra que a alta dos preços finalmente atingiu a percepção e o bolso do eleitor. “A economia estava ruim, mas o que afeta a população é a inflação e as pessoas começaram a sentir”, avaliou Renato da Fonseca, gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar de a economia ter dado há algum tempo sinais de desaquecimento, a população ainda não compreendia o significado do baixo crescimento econômico, e sim o combate ao desemprego, um dos setores mais bem avaliados na pesquisa. Agora, o cenário econômico mudou a realidade vivida no dia-a-dia da população atingiu diretamente a avaliação do governo. “A correlação entre popularidade de um presidente e a questão econômica é muito alta”, afirmou Fonseca. O fato de a inflação ter crescido aparece no dado. Segundo o executivo, foi a principal razão para a queda de 8 pontos na avaliação do governo. 


ALIADOS CRITICAM GOVERNO DILMA E PEDEM REFORMA MINISTERIAL 

FERNANDO RODRIGUES/VALDO CRUZ/FOLHA/DE BRASÍLIA 
Em meio à onda de manifestações em várias cidades brasileiras nos últimos dias, alas do PT e do empresariado recrudesceram as reclamações sobre a falta de interlocução do governo Dilma Rousseff com setores empresarial, político e social e pressionam por troca de ministros. A insatisfação tem sido explicitada em encontros desses grupos com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Folha apurou, o petista respondeu a seus interlocutores que tem a mesma avaliação e que iria conversar com Dilma sobre a necessidade de abrir canais de diálogo com empresários, aliados políticos e líderes de movimentos sociais. O ex-presidente esteve anteontem com sua sucessora em reunião emergencial em São Paulo para falar das manifestações de rua no país. 


DILMA CRIA ‘PARLAMENTARISMO’ COM LULA 



Após as vaias no estádio, a presidenta Dilma prova de novo que não tem assessoria ou independência: a reunião com Lula em São Paulo para aconselhar-se na grave crise que enfrenta, subverte o regime de governo, uma democracia representada por ministros e líderes da Câmara e do Senado. Com eles deveria reunir-se em “regime de urgência”, não interpor o “primeiro-ministro” a quem recorre nas crises. 20/06/2013 | 00:00 Conselho há Há um Conselho da República, previsto na Constituição, cuja função é aconselhar o presidente em casos de instabilidade política. 20/06/2013 | 00:00 Catorze membros O Conselho da presidenta Dilma é composto por 14 autoridades, entre elas os presidentes e líderes do Congresso e outras autoridades. (CLÁUDIO HIMBERTO)

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