06/08/2014
ARGENTINA NÃO PODE CONTAR COM BRASIL, DIZ CONSULTORIA
Ao contrário do período pós-crise de dezembro de 2001, o Brasil não terá desta vez vigor econômico suficiente para contribuir para a recuperação da Argentina.
Uma vez mantido o cenário de calote, o país vizinho vai mergulhar em recessão pelo menos até o fim de 2015, segundo estimativas da consultoria Abeceb, de Buenos Aires.
No mesmo período, a retração do crescimento econômico e do consumo doméstico no Brasil não darão chances de ampliação das exportações de bens e serviços argentinos nem de elevação da presença industrial brasileira no país vizinho.
“Os dois países já enfrentam a demanda interna enfraquecida e não há mais a coordenação bilateral do início da década passada.
A integração dentro do Mercosul está estancada, e ambos os países enfrentam queda da competitividade industrial”, resumiu Mariano Lamothe, gerente de Análise Econômica da Abeceb. Denise Chrispim Marin, Agência Estado
GAZA: ISRAEL ANUNCIA RETIRADA TOTAL DE TROPAS
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O Exército israelense anunciou hoje (5) ter retirado todas as tropas da Faixa de Gaza.
“Todas as nossas forças saíram de Gaza”, disse o general Moti Almoz à Rádio Militar, depois de ter entrado em vigor, no início da manhã, um novo cessar-fogo de 72 horas, acertado nessa segunda-feira.
No dia 8 de julho, Israel deu início à operação militar Margem Protetora, com ataques aéreos para responder ao disparo de foguetes palestinos, a partir da Faixa de Gaza, contra o seu território.
Em 17 de julho, o Exército israelense começou manobras terrestres para destruir a rede de túneis construída pelo movimento radical palestino Hamas, que controla a região desde 2006 e é usada para ataques em zonas fronteiriças.
Mais de 1.850 palestinos morreram em 28 dias de ofensiva. Do lado israelense, morreram cerca de 60 pessoas. Agência Brasil
EUA DESTINA US$ 225 MILHÕES PARA ESCUDO ANTIMÍSSEIS DE ISRAEL
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta segunda-feira (4) a lei que permitirá um aporte adicional de US$ 225 milhões para financiar o sistema antimísseis Iron Dome (Domo de Ferro) de Israel, que reduziu notavelmente a capacidade do Hamas em seus ataques contra o Estado judeu.
"Os Estados Unidos têm orgulho do Iron Dome, desenvolvido conjuntamente com Israel e financiado pelos EUA, salvou incontáveis vidas em Israel", afirmou o porta-voz da Casa Branca em comunicado, Josh Earnest.
No final de junho, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, transmitiu o pedido israelense em uma carta para o Senado, que solicitava um aumento da contribuição americana "para acelerar a produção de componentes do Iron Dome para a manutenção de um arsenal adequado".
O sistema Iron Dome neutralizou centenas de foguetes lançados pelo Hamas desde o início da ofensiva contra a Faixa de Gaza no dia 8 de julho e, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), conta com uma efetividade de 90%.
A ratificação de Obama coincide com o anúncio feito por Israel de que se comprometerá com um cessar-fogo de 72 horas a partir das 8h locais (2h de Brasília).
Em paralelo, as facções palestinas aceitaram um compromisso similar proposto pelo Egito. Desde o começo dos confrontos, mais de 1,8 mil palestinos e 67 israelenses morreram.
RÚSSIA PEDE ENVIO DE MISSÃO HUMANITÁRIA À UCRÂNIA

A Rússia convocou hoje (5) uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para pedir o envio de uma missão humanitária internacional ao Leste da Ucrânia, onde prosseguem intensos os combates entre as forças de Kiev e os separatistas pró-Rússia.
“Convocamos uma reunião urgente do Conselho de Segurança para abordar a situação humanitária na Ucrânia”, informou o embaixador da Rússia na ONU, Vitali Churkin.
O chefe da diplomacia de Moscou, Serguei Lavrov, anunciou ontem (4) que a Rússia solicitaria oficialmente à ONU, à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), ao Conselho da Europa e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha a organização de uma missão humanitária para o Leste da Ucrânia.
“A parte russa considera necessário mobilizar a comunidade internacional para ajudar sem demora os habitantes das regiões de Donetsk e Lugansk, onde a situação está à beira da catástrofe humanitária, e promover a formação de uma missão humanitária para essa região da Ucrânia”, disse um representante do governo russo.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) reconheceu hoje que, desde o início do conflito no Leste, pelo menos 730 mil ucranianos fugiram do país para procurar refúgio na Rússia. Agência Brasil



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