03/08/2014
De “campeão regional” a um “grande potencial”. Essa foi a mudança na visão japonesa em relação à economia brasileira nos últimos dez anos.
Segundo fontes graduadas do governo japonês, que acompanharam o premiê Shinzo Abe em sua visita à presidente Dilma Rousseff ontem (1), há uma década o Brasil reunia todas as condições de se firmar como líder econômico da América Latina.
De lá para cá, no entanto, outras economias tomaram a dianteira e se mostram mais “vibrantes” hoje em dia.
A avaliação leva em conta uma boa dose de abertura comercial e negociações de acordos com os japoneses para redução de tarifas de importação por México, Peru, Colômbia e Chile – os latino-americanos da chamada Aliança do Pacífico.
O Brasil, por outro lado, permanece atado ao Mercosul, não apenas política e ideologicamente, mas também por regras do bloco que não permitem negociação de acordos comerciais em separado desde 2001. Integrantes da comitiva e diplomatas próximos ao premiê relataram ao Estado ter havido questionamentos, nas conversas reservadas, sobre os motivos de o Brasil não se libertar de tratados que o vinculam ao Mercosul apesar do baixo dinamismo comercial do bloco.
A situação se agrava no momento em que a Argentina entra em situação de default de parte de sua dívida externa e a Venezuela enfrenta fortes turbulências cambiais internas.
Também foi comum ouvir perguntas sobre por que Abe não visitou o Peru, que cresceu mais que o dobro do Brasil em 2013, durante seu giro pela América Latina.
Ele passou por todos os outros três latino-americanos em evidência, mas deixou o Peru para uma próxima visita. Iuri Dantas, Agência Estado
BZ-Taí um exemplo. O Brasil, por razões ideológicas fica atrelado a nações como Uruguai, Argentina e Venezuela, com acordo comerciais limitantes. Está perdendo o bonde da história, nossa economia vai mal, obrigado, a inflação está em alta, etc...

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