28/10/2014
RUI COSTA DIZ QUE VAI EXTINGUIR SECRETARIAS
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| Rui Costa, governador Wagner e respectivas esposas, em visita recente à presidente Dilma. |
Rui Costa (PT), governador baiano eleito, anunciou, ontem, que pretende enxugar o número de secretarias em sua gestão. Amanhã, ele anuncia uma equipe técnica de transição que vai preparar, durante os primeiros 15 dias de novembro, um prognóstico que vai permitir decidir como ficará a administração estadual após o dia 1º de janeiro.
“Essa equipe técnica vai preparar proposições e alternativas de mudanças na gestão do governo.
Vou alterar a estrutura administrativa do governo em várias áreas, inclusive com redução de secretarias e vou pedir para preparar alternativas e opções e decido isso por volta do dia 20 de novembro”, afirmou Rui, ontem à noite, no Palácio de Ondina, onde comemorou a reeleição da presidente Dilma com o governador Jaques Wagner, família e correligionários.
Pelo menos até o início de dezembro, Wagner deve enviar para a Assembleia a nova estrutura.
Rui não quis detalhar quais pastas podem ser suprimidas, mas adiantou que sua gestão deve priorizar a atuação na área da saúde. “Tive oportunidade até de conversar com a presidenta Dilma que o que toca mais fundo no coração dos baianos é a questão da saúde.
É a área que devemos fazer uma grande mudança”, disse. Rui lembrou que sua experiência no governo Wagner – assumiu as pastas de Relações Institucionais (2007-2010) e Casa Civil (2011-2014) – ajudará nas mudanças. “As mudanças vão otimizar recurso e tornar o governo mais ágil e menos burocrático”.
Entre os dias 1º e 10 de dezembro se comprometeu a divulgar o secretariado.
Após retornar das férias, previstas para começar na quinta-feira, Rui vai conversar com os partidos que formaram sua coligação (PT, PP, PSD, PDT, PR, PC do B, PTB, PMN) sobre a participação destes no seu governo. Alexandro Mota, Correio*
FUSÃO MAIS PROVÁVEL DO DEM É COM O PMDB
Assim que a presidente Dilma Rousseff (PT) foi declarada reeleita, ontem, começaram as conversações no DEM sobre as hipóteses de fusão do partido.
Ao dia de hoje, o desejo mais forte entre as principais lideranças democratas apontaria, contrariando tudo que se previa, uma fusão com o PMDB.
Corrobora a tese o fato de os principais caciques das duas agremiações se entenderem nos principais estados brasileiros. Além disso, a operação daria ao PMDB mais cerca de 20 deputados federais e cinco senadores, reforçando a bancada da agremiação, sem a qual nenhum presidente consegue governar.
No plano estritamente local, a fusão poderia ajudar sobremaneira ACM Neto (DEM), que faria parte de uma sigla com interlocução direta com o governo federal.
Não deve ter sido por acaso o fato de o prefeito de Salvador ter aparecido no dia da eleição falando sobre a idéia de que o DEM seria extinto.


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