quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

NACIONAIS

07/01/2015
RENAN CUIDA DO SEU NINHO 

Sérgio Machado queria jogar a toalha e deixar a Transpetro de uma vez por todas – não aguenta mais a pressão. Então por que renovou novamente o seu pedido de licença da subsidiária da Petrobras? 
Simples, Renan Calheiros, o seu padrinho político, não deixa. Renan não quer deixar a presidência da Transpetro nas mãos de interino algum. 
Só quer que Machado saia de fato quando Dilma nomear o seu sucessor, que será indicado por ele. E, até agora, Dilma não bateu o martelo sobre o nome. Por Lauro Jardim/VEJA 
BZ-Deste modo, tudo continuará como "d'antes no quartel de abrantes". A Petrobrás e suas subsidiárias, geridas por pessoas nomeadas por poderosos padrinhos políticos. Depois, vem gente dizendo que "não sabia de nada"...etc...   


A DISPUTA ENTRE MINISTROS KÁTIA ABREU E PATRUS ANANIAS 
Kátia Abreu e Patrus Ananias
Mariana Schreiber/Da BBC Brasil em Brasília 
As primeiras declarações dos novos ministros Kátia Abreu (Agricultura) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) colocaram em evidência as diferenças que existem entre as duas pastas. 
Enquanto o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) tem historicamente foco maior nos grandes produtores, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) funciona como o contraponto, dando especial atenção à população rural mais pobre. Estridente e polêmica, Abreu jogou a tensão no ventilador ao declarar ao jornal Folha de S.Paulo, em entrevista publicada na segunda-feira, que "latifúndio não existe mais" no país e que a reforma agrária deve ser "pontual, para os vocacionados (para o campo)". 
Na terça-feira, Ananias reagiu em seu discurso de posse, ao dizer que "ignorar ou negar a permanência da desigualdade e da injustiça é uma forma de perpetuá-las". "Por isso, não basta continuar derrubando as cercas do latifúndio; é preciso derrubar também as cercas que nos limitam a uma visão individualista e excludente do processo social", disse. 
BZ-A ministra Kátia Abreu vem da CNA-Confederação Nacional da Agricultura, e representa o agro-negócio nacional, responsável por bilhões de dólares em exportação e por sua ajuda no bastecimento interno, controlando a inflação. Patrus Ananias defende o pequeno produtor, a cultura de sobrevivência. Os dois segmentos são importantes e há espaço para ambos. É um conflito administrável.


AGNELO LEVOU DF À BRECA! FICA POR ISSO MESMO? 

Josias de Souza 
A equipe econômica do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) convocou os refletores nesta terça-feira (6) para informar que não dispõe de dinheiro para pagar os salários dos servidores do Distrito Federal em janeiro. Apeado do poder pelo eleitor, que lhe sonegou a reeleição, Agnelo Queiroz (PT) deixou as arcas da Capial em petição de miséria. Hoje, o GDF tem em caixa ridículos R$ 64,2 mil. Fechará o mês no vermelho. Orombo estimado é de R$ 3,5 bilhões. O fisco local deve arrecadar algo como R$ 2 bilhões. Numa conta que inclui salários atrasados de médicos e professores, as despesas inadiáveis serão de R$ 2,4 bilhões. Sem contar a dívida deixada por Agnelo: R$ 3,1 bilhões. A conta não fecha. 
BZ-E o que é pior, provavelmente tudo isso ficará impune.


GOVERNO DEVE PUBLICAR NA QUARTA-FEIRA DECRETO PARA FREAR GASTOS 

As restrições orçamentárias que o governo vai impor em decreto que deve ser publicado amanhã no Diário Oficial da União visa colocar um pé no freio de imediato nas despesas. 
Com o aperto maior, segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o governo se antecipa para evitar que os ministérios saiam gastando logo todo o limite de gastos previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 1/12 (um doze avos) por conta do contingenciamento de despesas que o governo fará depois que a Lei Orçamentária for aprovado pelo Congresso Nacional. 
O governo não precisa mudar a LDO porque o limite de despesas fixado em 1/12 funciona como um teto de gastos. Com o decreto, o governo vai diminuir o limite de gastos previsto. 
Segundo fontes, há uma preocupação grande com o resultado fiscal nos primeiros meses do ano por conta da avaliação das agências de classificação de risco. 
O governo tenta, com isso, evitar um rebaixamento da nota do País. Outra preocupação tem sido com a descoberta a cada dia de mais despesas que foram postergadas pelo ex-secretário do Tesouro Nacional Arno Augustin. 
“A bomba relógio é maior do que o novo secretário esperava”, disse uma fonte do governo referindo-se a Marcelo Barbosa Saintive, substituto de Augustin. Adriana Fernandes, Estadão Conteúdo

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