09/01/2015
GOVERNO DILMA MORRE DE MEDO DE UMA NOVA CPI DA PETROBRAS. POR QUE? ORA
Ricardo Noblat
Como a presidente Dilma Rousseff pode se dizer interessada na descoberta da verdade sobre a roubalheira na Petrobras e ao mesmo tempo ser contra a instalação de uma CPI destinada a passar a roubalheira a limpo?
Quantas vezes ela não se disse favorável a que não fique “pedra sobre pedra” desde que a verdade venha à luz? Quantas vezes não disse que isso deverá acontecer “doa em quem doer”?
E, no entanto... No entanto... Ah, se o cinismo matasse!
Pepe Vargas, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, uma versão atualizada de Pepe Legal, personagem de desenho animado, convocou, ontem, a imprensa para afirmar que uma nova CPI da Petrobras é perfeitamente dispensável.
- Um país que tem o Ministério Público, a Controladoria Geral da República e a Polícia Federal atuando de forma mais eficiente não precisa de CPI.
O que desatou a reação de Pepe foi uma declaração de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), candidato a presidente da Câmara dos Deputados, favorável a que seus colegas de partido assinem o pedido de abertura de uma nova CPI da Petrobras.
As duas CPIs anteriores não deram em nada graças ao empenho bem sucedido do governo em esvaziá-las.
Há poucos dias, Cunha foi citado como suposto beneficiário do esquema de propina da Petrobras.
Foi por isso que propôs a criação de uma nova CPI.
Cunha está convencido de que o governo é culpado pela citação do seu nome. E que procedeu assim para prejudicar sua eventual eleição para presidente da Câmara.
Como quem não deve não teme...
Pepe Vargas apressou-se em dizer que a eleição do presidente da Câmara é assunto privativo dos deputados. E que o governo não se envolverá com ela.
Quanto à terceira CPI da Petrobras... O governo não quer nem ouvir falar nela. Por que? Ora por que...
A propósito: CPI não seria também assunto de deputados e senadores?
MARINA ATACA DILMA E DIZ QUE NOVO GOVERNO ‘É GRANDE EQUÍVOCO’
Candidata derrotada à Presidência em 2014, a ex-ministra Marina Silva (PSB) interrompeu nesta quinta-feira, 8, suas férias para divulgar um texto com críticas às primeiras medidas do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). “Os indícios preocupantes que já anunciavam um segundo mandato da presidente Dilma ainda mais divorciado das necessidades reais do Brasil e do povo brasileiro, infelizmente, já estão se confirmando “ . O discurso de posse, a escolha de alguns ministros, as primeiras medidas tomadas ou anunciadas, tudo transmite contradição, ausência de sentido e a noção de um grande equívoco”, completou.
GOVERNO EXPULSOU 550 SERVIDORES POR PRÁTICAS ILÍCITAS
O
| O novo ministro da CGU, Valdir Simão |
Governo Federal expulsou 550 agentes públicos por envolvimento em atividades ilícitas, em 2014, segundo informações da Controladoria-Geral da União divulgadas nesta quinta, 8.
O principal motivo das expulsões foi a comprovação de atos relacionados à corrupção: 365 das penalidades aplicadas ou 66% do total.
As penas foram aplicadas pelos órgãos da Administração Pública Federal. Os dados não incluem empregados de empresas estatais, como Caixa Econômica, Correios e Petrobras.
As 550 expulsões são recorde no comparativo aos últimos 12 anos, de acordo com a CGU.
Foram registradas 423 demissões de servidores efetivos; 58 destituições de ocupantes de cargos em comissão; e 69 cassações de aposentadorias. Diário do Poder
BRAGA NÃO DESCARTA REAJUSTE NAS TARIFAS DE ENERGIA
| O ministro Eduardo Braga |
Após reunião com presidente Dilma Rousseff, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que o setor elétrico precisa de uma “solução estruturante” para 2015 e disse que um reajuste extraordinário nas contas de luz não está descartado pelo governo. “É uma alternativa”, admitiu.
Ainda sem confirmar o tamanho do novo empréstimo para cobrir o rombo das distribuidoras de eletricidade de novembro e dezembro de 2014 – estimado em R$ 2,5 bilhões -, Braga afirmou que a solução buscada pelo governo terá que ser “híbrida”.
“Parte da despesa deve ser coberta por um empréstimo e parte de outras fontes”, disse. Eduardo Rodrigues e Anne Warth, Estadão Conteúdo BZ-As “outras fontes” citadas pelo ministro, em português claro e objetivo, é o “nosso bolso”. Nós vamos pagar mais essa conta. E se segure, pois vem mais coisa por aí.

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