03/02/2015
JUSTIÇA COMEÇA A OUVIR TESTEMUNHAS DE AÇÕES PENAIS DA OPERAÇÃO LAVA JATO
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As testemunhas de defesa e de acusação arroladas nas ações penais da sétima fase da operação da Lava Jato serão ouvidas a partir desta segunda-feira (2), na nova fase das investigações batizada de “Juízo Final”.
As audiências seguem até o dia 13 deste mês, de acordo com a Agência Brasil. A ex-gerente executiva da Petrobras, Venina Velosa, e a ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Bonfim Poza, são algumas das pessoas que serão ouvidas pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações.
Além delas, foram chamados o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e funcionários da empresa, além de Augusto Ribeiro e Julio Gerin, delatores do cartel de empreiteiras que está sendo investigado.
GABRIELLI SUGERE QUE CORRUPÇÃO NA PETROBRAS É ANTIGA: ‘E VOCÊ ACHA QUE COMEÇA AGORA?’
O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ao jornal Valor Econômico que a corrupção na petroleira é anterior ao processo investigado pela Operação Lava Jato.
“E você acha que começa agora?”, questionou o ex-dirigente. Na entrevista, Gabrielli classificou o ex-diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, como “dissimilado”.
“Ele fazia isso e ninguém sabia. Fazia isso fora da Petrobras”, afirmou. Segundo ele, as declarações do doleiro Alberto Youssef sobre pagamentos feitos à Muranno pela Petrobras, de despesas da Fórmula Indy, são “ficção pura”.
“Youssef eu nem sei quem é, nunca estive com ele”, frisou. De acordo com Gabrielli, o registro contábil de comissão e de corrupção é “complicado, difícil de separar”.
O ex-gestor da Petrobras afirmou ainda que o voto do ministro José Jorge, do Tribunal de Contas da União (TCU), “tem motivação política clara”.
BÔNUS DA OAS ESTÃO COM FUNDOS 'ABUTRES'; DÍVIDA DA EMPRESA É 47 VEZES SUA GERAÇÃO DE CAIXA
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Os bônus da construtora OAS, antes detidos por gestoras como Fidelity e Blackrock, agora estão nas mãos de fundos "abutres", como Aurelius e Ice Canyon. Fundos "abutres" costumam comprar papeis em baixa e são especializados em empresas que estão em dificuldades. Segundo reportagem da Revista Exame desta semana, eles contrataram a consultoria FTI para negociar e este não é o tipo de credor que costuma ser compreensivo ou paciente. A especulação é que a realidade da OAS será mais difícil do que já está. O perfil dos credores da construtora mudou desde que seu nome foi envolvido na Operação Lava Jato. Entre as empreiteiras envolvidas no esquema, a construtora e grupo OAS são campeões de endividamento. A empresa está inadimplente desde 2 de janeiro, quando deixou de pagar aproximadamente R$ 130 milhões em debêntures (títulos de dívida) e títulos emitidos no exterior, a empresa até tinha o dinheiro, cerca de R$ 1,4 bilhão, mas preferiu interromper os pagamentos para preservar seus recursos. A agência de classificação de risco Fitch explicou que a dívida do grupo OAS, de R$ 5 bilhões, equivale a 47 vezes sua geração de caixa. O patamar considerado saudável é de cerca de três vezes.




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