quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

ESCANDALÔMETRO: MENSALÃO, TREMSALÃO, PETROLÃO...

04/02/2015
PETROBRAS: EX-DIRETOR TERIA ORDENADO PAGAMENTO DE SUBORNO A DIRETÓRIO DO PT 
Augusto Ribeiro de Mendonça Neto 
O executivo da Toyo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto entregou à Polícia Federal documentos que, segundo ele, comprovam que pagou propinas sob a forma de doações eleitorais oficiais para o Partido dos Trabalhadores. 
Ele disse que o ex-diretor de Engenharia da Petrobras Renato Duque ordenou que os valores fossem pagos em troca dos contratos que a construtora obteve com a estatal.
Ontem, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com a comandante da Petrobras, Graça Foster, para discutir mudanças na direção da empresa. Entre as causas da demissão está a controvérsia sobre a divulgação das perdas da Petrobras com as denúncias de corrupção. 


DONO DA UTC, RICARDO PESSOA NEGOCIA ACORDO DE DELAÇÃO PREMIADA COM MPF 

O dono da UTC, Ricardo Pessoa, tem negociado acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). A informação é do jornal O Globo, obtida a partir de depoimento do delegado da Polícia Federal Márcio Adriano Anselmo, um dos coordenadores da Operação Lava Jato.
Na última segunda-feira (02), o delegado da PF era interrogado pela Justiça do Paraná quando a defesa do empresário tentou impugnar parte do depoimento, alegando que Anselmo não poderia dar informações relacionadas ao empresário por causa de um acordo de delação premiada entre Pessoa e a Justiça. 
Enquanto o delegado era questionado pelo juiz Sergio Moro, um dos defensores de Ricardo Pessoa disse que "a ilustre autoridade policial que presta depoimento, que está sentada no banco das testemunhas, participou recentemente de uma audiência para os fins da Lei 12.850 de 2013 (lei da delação premiada)". 
Apesar de ainda não ter se concretizado nada na audiência de negociação da delação premiada, o advodado de pessoa disse que "a testemunha ouviu diversas coisas", logo, o delegado "não pode depor sobre os fatos ouvidos naquela audiência". 
O juiz Sergio Moro atendeu o pedido da defesa e ressaltou que o delegado Márcio Anselmo não falaria sobre o que entrou nas negociações da delação premiada. Ricardo Pessoa é apontado como um dos coordenadors do "Clube das Empreiteiras" e pode ser o primeiro grande empresário a entregar informações à Justiça em troca de atenuantes a eventurais punições. 
Até agora, nove réus da Operação Lava Jato já colaboraram com as investigações a partir da delação premiada. 


CONTADORA DIZ TER VISTO EX-MINISTRO MÁRIO NEGROMONTE NO ESCRITÓRIO DE YOUSSEF 
Ex-deputado Mário Negromonte, agora no TCM, para onde foi eleito desde maio de 2014
A contadora Meire Poza, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef, afirmou em seu depoimento à Justiça Federal na tarde desta terça-feira, 3, que viu o ex-deputado do PT André Cargas e o ex-ministro de Cidades Mário Negromonte e atual conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia, no escritório do doleiro Alberto Youssef, em São Paulo. 
"Eu vi uma ou duas vezes", disse ao ser questionada se tinha visto algum político no escritório de Youssef, situado à rua Renato Paes de Barros, no Itaim, zona sul de São Paulo. 
"Vi o senhor André Vargas na época e Mário Negromonte." No depoimento, contudo, não fica claro se a contadora encontrou Negromonte no período em que ele era ministro das Cidades, cargo que exerceu de 2011 a 2012. 
Ambos são ex-parlamentares e, portanto, não possuem foro privilegiado. Não é a primeira vez que os seus nomes aparecem envolvidos na Lava Jato. 
Negromonte foi citado na delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como um dos beneficiários do esquema de propina da estatal. 
Além disso, seu irmão, Adarico Negromonte, é réu na Justiça Federal acusado de atuar como o transportador de dinheiro para Youssef. por Ricardo Brandt, Mateus Coutinho, Fausto Macedo/Estadão Conteúdo.


VENINA ENVOLVE EX-DIRETOR DE SERVIÇOS EM ESCALADA DE PREÇOS NA ABREU E LIMA 


A ex-gerente executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca afirmou nesta terça feira, 3, em seu primeiro depoimento à Justiça Federal que aditivos contratuais geravam uma “escalada de preços” nos contratos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. 
Ela atribuiu ao ex-diretor de Serviços da estatal petrolífera Renato Duque responsabilidade por essa situação e declarou que um ex-gerente jurídico tentou alertar sobre o esquema de cartelização e foi punido internamente. 
Venina era mulher de confiança do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa – primeiro delator da Operação Lava Jato – e revelou em novembro que havia alertado internamente o comando da Petrobras, entre eles a atual presidente da estatal, Graça Foster. 
A ex-gerente foi ouvida na Justiça Federal em Curitiba na ação penal em que são acusados executivos da empreiteira Engevix, o ex-diretor de Abastecimento e o doleiro Alberto Youssef. “Criamos um novo modelo de contrato”, disse a testemunha. Segundo ela, esse ‘novo modelo’ servia para que a Diretoria de Abastecimento tivesse mais controle sobre a execução dos contratos. Mas a meta esbarrou no então diretor de Serviços. 
“Na medida em que essa estratégia de contratação não foi aprovada e o diretor de Serviços Duque tomou para ele a questão do cronograma e execução.” 
Ela confirmou que Paulo Roberto Costa foi indicado pelo PP para ocupar a Diretoria de Abastecimento. Venina já foi responsabilizada por quatro irregularidades que elevaram gastos e indicam a existência de cartel nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. 
Em uma delas, ela é citada em um contrato com uma empresa do cartel – alvo da Lava Jato – que desconsiderou um desconto de R$ 25 milhões. Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho, Estadão Conteúdo

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