23/012/2016
LAVA JATO: EMPRESÁRIO É PRESO NO RIO
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| A "canoa" do empresário |
O empresário Zwi Skornicki foi preso hoje (22) na 23ª Fase da Operação Lava Jato, denominada Acarajé. Ele é representante oficial no Brasil do estaleiro Keppel Fels, de Cingapura, e é acusado de pagamento de propinas em negócios com a Petrobras. Skornicki foi preso em casa em um condomínio da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e foi levado para a superintendência da Polícia Federal (PF), na Praça Mauá, na região portuária da cidade.
Hoje, veículos estacionaram no prédio da PF e deles saíram agentes com malotes.
Também entrou no prédio da PF uma pessoa não foi identificada e que estava com parte do corpo coberta por um lençol.
A viatura que a transportava também levava um cofre que, pelo movimento dos agentes, parecia bastante pesado.
Como as informações da Lava Jato estão concentradas em Curitiba, a Polícia Federal não confirmou se a prisão desta pessoa tem relação com a operação de hoje. Cristina Índio do Brasil, Agência Brasil
BZ-Diferente dos demais, esse corrupto era dado a a exibições do seu patrimônio. Até que a PF demorou botar as mãos nele
DILMA, SANTANA E A ODEBRECHT
Há fortes possibilidades de que a 23ª fase da Operação Lava Jato, desencadeada na manhã desta segunda-feira (22), denominada “Acarajé”, poderá vir atingir a presidente Dilma Rousseff, posto que as suas duas campanhas presidenciais foram conduzidas pelo marqueteiro baiano João Santana, ora no exterior, assim como a segunda campanha de Lula.
Esta possibilidade poderá comprometê-la. Há fortes razões para se supor que parte da campanha de Dilma foi bancada pela empreiteira Odebrecht e o dinheiro enviado para Santana no exterior. A suposição parte do jornal “Folha de S. Paulo”, embora o marqueteiro afirme, através de seus advogados, que fez diversas campanhas políticas fora do país e os recursos pagos eram depositado nas contas que mantém lá fora.
Surge agora o envolvimento da Odebrecht com o marketing político. Se isso de fato aconteceu, complica mais ainda a situação da presidente e, naturalmente, do marqueteiro baiano que está com mandado de prisão decretado. por Samuel Celestino/Bahia Notícias
PARA PF, ESQUEMA ENVOLVENDO SANTANA NÃO É RESULTANTE DE 'MERO CAIXA 2'
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A força-tarefa da Operação Lava-Jato, durante coletiva concedida na manhã desta segunda-feira (22), informou que apesar dos fatos apurados estarem correlacionados, em parte, a eventual caixa 2 de campanhas eleitorais, nenhuma campanha está sendo investigada, por conta da competência jurídica.
De acordo com o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, a apuração “desmistifica a hipótese de mero caixa 2” e indica relação com o esquema de corrupção da Petrobras.
As ligações com o universo eleitoral começa no próprio alvo da 23ª fase da operação, o marqueteiro João Santana, e sua mulher, Mônica Moura.
Foram identificados pagamentos a ele referentes ao período de eleições de 2008 em El Salvador, e eleições no Brasil em 2010. Também foi presa nesta segunda Maria Lúcia Guimarães Tavares, que elaborou planilha de controle de financiamentos de campanha.
Por fim, entre as informações a ser esclarecidas pelo ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que está sendo transferido para a Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba (PR), está uma mensagem em que ele alerta sobre o risco de “chegar na campanha dela”. Estadão
R$ 670 MI JÁ FORAM IDENTIFICADOS EM CONTAS DA POLIS PROPAGANDA
A Operação Lava Jato identificou depósitos de aproximadamente R$ 670 milhões nas contas bancárias da Polis Propaganda, de João Santana, entre os anos de 2004 e 2015.
O marqueteiro baiano João Santana também teria recebido recebeu de off-shores o montante de US$ 3 milhões.
Os investigadores apontam que tiveram ainda depósitos em nome de Suriá Santana, filha do marqueteiro do PT.
O baiano foi considerado pelo IG um dos 60 homens mais influentes do Brasil. Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, Patinhas, como na Bahia é conhecido, foi catapultado do jornalismo para o marketing político.
Na imprensa, atuou na editoria de política de jornais como O Globo, Jornal do Brasil, revistas Veja e IstoÉ e Tribuna da Bahia.
Em 1992, como diretor da IstoÉ, ganhou o Prêmio Esso de Reportagem com ‘Eriberto, testemunha-chave, decisiva para o impeachment do presidente Fernando Collor’.
As informações foram passadas pela Polícia Federal na manhã dessa segunda-feira (22), em coletiva de imprensa. Estadão
PF SUSPEITA QUE ODEBRECHT CONSTRUIU INSTITUTO LULA
A Polícia Federal aponta para ‘possível envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas’.
Em relatório de 44 páginas anexado ao inquérito da Operação Acarajé – 23.ª etapa da Lava Jato -, em que complementa pedido de buscas o delegado Filipe Hille Pace analisa a anotação ‘Prédio (IL)’ encontrada em celular do empresário Marcelo Odebrecht ao lado de valor superior a R$ 12 milhões.
“Em relação à anotação “Prédio (IL)” a Equipe de Análise consignou ser possível que tal rubrica faça referência ao Instituto Lula.
Caso a rubrica “Prédio (IL)” refira-se ao Instituto Lula, a conclusão de maior plausibilidade seria a de que o Grupo Odebrecht arcou com os custos de construção da sede da referida entidade e/ou de outras propriedades pertencentes a Luiz Inácio Lula da Silva.”
O delegado assinala que ‘é importante que seja mencionado que a investigação policial não se presta a buscar a condenação e a prisão de “A” ou “B”.
O ponto inicial do trabalho investigativo é o de buscar a reprodução dos fatos.
A partir disto, se tais fatos apontarem para o cometimento de crimes, é natural que a persecução penal siga seu curso, com o indiciamento pelo delegado de Polícia, o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público, etc. Se os fatos indicarem a inexistência de ilegalidades, é normal que a investigação venha a ser arquivada.” Estadão.
BZ-Puxado o fio de meada, agora vai surgir um monte de mal feitos.
DELCÍDIO DO AMARAL AMEAÇA ENTREGAR SENADORES CASO TENHA MANDATO CASSADO
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| S. Excia. o senador-presidiário |
Depois de ser liberado da prisão, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) ameaça entregar colegas caso ele tenha o seu mandato cassado.
"Se me cassarem, levo metade do Senado comigo", disse a interlocutores enquanto estava no batalhão de trânsito da PM, no Distrito Federal, segundo a Folha de S. Paulo.
O ex-líder do governo retorna ao Senado esta semana, mas pensa em tirar licença de até 120 dias.
Ele foi preso em novembro do ano passado por tentativas de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. No início do mês seguinte, os partidos Rede Sustentabilidade e PPS entraram com representação pedindo a cassação de Delcídio por quebra de decoro parlamentar.
A defesa dele deve entrar com pedido para a substituição do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) no processo aberto no Conselho de Ética da Casa.
Advogados argumentam que o relator não teria isenção para participar do caso, já que o PSDB e o DEM se posicionaram a favor da representação contra Delcídio. Diário do Poder





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