domingo, 28 de fevereiro de 2016

ESCANDALÔMETRO: MENSALÃO, TREMSALÃO, PETROLÃO, CARTOLÃO...

28/02/2016
PRISÃO DE SANTANA DEIXOU DILMA TRANSTORNADA 

A prisão do marqueteiro João Santana foi a que mais afetou a presidente Dilma, até agora, em toda a Lava Jato. Assessores jamais a viram tão descontrolada. A reação pode ter sido por sua amizade a Santana ou porque achou que a prisão dele a deixaria muito vulnerável. Até afirmou, aos gritos, que a partir daquele fato o vice Michel Temer e o PMDB se aproximariam do PSDB para “me derrubar de vez”. Dilma e João Santana são tão ligados que circulou em Brasília que foi ela quem o avisou da decretação da prisão, sexta-feira (19). Políticos governistas acham que João Santana tentou “abortar” sua prisão, sábado (20), ao se oferecer ao juiz Sergio Moro para depor. Quando o Itamaraty “arrumou” às pressas sua visita ao Chile, Dilma queria pretexto para não ir à festa do PT e sair do “caldeirão político”. Dilma agora desconfia de qualquer movimentação política. Ela detestou quando soube da reaproximação de Renan Calheiros e Michel Temer. Veja 

EMPRESAS QUE CONTRATARAM PALESTRAS DE LULA TERÃO DE COMPROVAR PAGAMENTOS 


O Ministério Público Federal (MPF) exigiu de empresas, bancos e entidades de classe os extratos de pagamentos feitos à L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, comprovando o pagamento de palestras proferidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
A L.I.L.S., com sede em São Bernardo do Campo, é uma sociedade de Lula e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula. A exigência serve como forma de apertar o cerco nas investigações relacionadas a Lula na Operação Lava Jato. 
Em agosto passado, a entidade divulgou nota informando que Lula fez palestras a 41 empresas.
Três delas confirmaram, na sexta-feira (26), ter recebido ofício ou pedido de informações do MPF. A Rumo ALL confirma que recebeu um ofício solicitando dados e documentos sobre a contratação da L.I.L.S. para palestra do ex-presidente Lula. 
Segundo a empresa, o evento foi realizado em julho de 2011, e os documentos relativos à palestra serão encaminhados nos próximos dias ao MPF.
A Helibrás informou que recebeu a solicitação de informações e que a palestra foi realizada no dia 29 de abril de 2014, em Itajubá (MG). 
A Odebrecht, investigada na Lava-Jato, informou que já prestou as informações solicitadas em inquérito que corre em sigilo. Estadão 

DELAÇÃO PREMIADA COMEÇA A ENTRAR NO RADAR DA DEFESA DE ODEBRECHT 

Já não é monolítica no grupo que discute a defesa da Odebrecht a convicção de que Marcelo e os demais executivos presos não devem fazer delação premiada. 
O assunto foi discutido em reuniões ao longo da semana. Diante das complicações adicionais para a defesa da empresa trazidas pela Acarajé, cresceu o temor de que os diretores presos, mais velhos e menos ricos que Marcelo, não tenham a mesma resiliência do ex-presidente do grupo. Por: Vera Magalhães/Radar/VEJA
BZ-À medida que os fatos vão sendo comprovados, não há muito como negar ou esconder. A possibilidade de ser preso por longo tempo, leva os réus a pensar em colaboração com a Lei.  

OS DELATORES DA ODEBRECHT 
Marcelo, Márcio e Rogério
Dois dos principais executivos da Odebrecht, Márcio Faria e Rogério Araújo, decidiram colaborar com a Lava Jato. 
E a empreiteira concordou. Nos últimos dias, os executivos se reuniram com seus advogados na biblioteca do Complexo Médico-Penal de Curitiba, longe dos outros presos, para combinar o acordo. O Antagonista foi informado de que Marcelo Odebrecht pode tomar outro caminho. 
Mas o fato é que Márcio Faria e Rogério Araújo decidiram falar. E, mais importante ainda, a Odebrecht resolveu acompanhá-los. É o fim do PT. O Antagonista 

ROBERTO JEFFERSON E OUTROS SETE SÃO INDICIADOS POR CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou neste sábado (27) sete suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro na estatal Furnas Centrais Elétricas, entre os quais estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson, além de empresários e lobistas. Segundo informações da Agência Brasil, o ex-parlamentar, condenado no processo do mensalão, está entre os alvos do inquérito pelo crime de lavagem de dinheiro. 
A titular da Delegacia Fazendária, Renata Araújo, afirma que o esquema, conhecido como “lista de furnas”, era feito entre 2000 e 2004. 
Ainda de acordo com a polícia, o então diretor de Planejamento, Engenharia e Construção, Dimas Fabiano Toledo, um dos responsáveis pelo esquema, teve o crime prescrito, por ter mais de 70 anos. 
A investigação aponta que há indícios de superfaturamento de obras e serviços por Furnas durante as construções das usinas termelétricas de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, e de Campos, no norte do estado. 
O dinheiro era usado para repassado ilegalmente para campanhas políticas e enriquecimento de agentes públicos, políticos, empresários e lobistas. A estimativa é de que o dinheiro desviado para campanhas alcance R$ 54,9 milhões. 
Por conta de Furnas ser uma empresa de economia mista, a ação passou da Justiça Federal para a Estadual. Diário do Poder

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