domingo, 21 de fevereiro de 2016

SALÁRIO MÍNIMO PODE SER 'CONGELADO' PARA CONTROLAR DESPESAS

21/02/2016

O salário mínimo dos brasileiros pode ser 'congelado'. 
Segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a ideia é estabelecer um limite para o aumento das despesas a cada ano. 
Se ficar claro que ele será rompido, o governo poderá cortar gastos. 
Se isso não for suficiente, serão acionadas cláusulas de ajuste automático para recolocar as despesas nos trilhos no ano seguinte. 
São três estágios de medidas que serão acionados em sequência. 
No primeiro estágio estão as ações mais brandas. São elas: não conceder novas desonerações de impostos, não permitir que as despesas de custeio da máquina tenham aumento real (acima da inflação), não permitir crescimento real das despesas discricionárias (investimentos, convênios com Estados e prefeituras), não realizar concurso público e não conceder aumento para os servidores. 
No segundo estágio, estão medidas um pouco mais draconianas. Não será possível ampliar os gastos com subsídios, barrar aumentos nominais nas despesas de custeio, não permitir aumento nominal nas despesas discricionárias e não dar reajuste nominal para os servidores - coisa que ocorre todo ano. 
Se nem isso for suficiente, então serão cortados benefícios concedidos a servidores, depois serão cortados os gastos com os funcionários não estáveis e, finalmente, suspender o aumento real do salário mínimo. 
Com o anúncio de ontem, o governo federal reconhece o peso e as implicações fiscais do reajuste do mínimo. 
O aumento deste ano, por exemplo, vai custar R$ 30,2 bilhões para as contas do governo, pressionando ainda mais o caixa da União, que já opera no vermelho. 
Desse valor, R$ 2,9 bilhões não estão previstos no Orçamento, um rombo que precisará ser coberto com medidas adicionais. 
A proposta de fixar teto para despesas ainda está em discussão com governadores e prefeitos, que poderão também adotar o mesmo mecanismo. 
Além disso, Barbosa pretende abrir diálogo com o Legislativo e Judiciário, pois eles também serão enquadrados nessas regras. 
Historicamente, os dois Poderes reagem quando o Executivo tenta conter reajustes salariais. 
O teto será proposto em uma lei complementar a ser enviada ao Congresso até o final de março. Ele faz parte das medidas que o ministro quer implementar para dar um horizonte de médio e longo prazos para as contas públicas. 
Para Barbosa, o limite tem como vantagem forçar uma discussão sobre a composição do gasto. 
O teto deve lançar uma luz, por exemplo, para o fato de aposentadorias, pensões e benefícios sociais responderem por 44% das despesas da União. por Bernardo Caram, Lu Aiko Otta e Rachel Gamarski | Estadão Conteúdo 
BZ-Uma vez mais, o governo do Partido dos Trabalhadores, que diz sempre defender o trabalhador brasileiro e seu salário, repassa a esse trabalhador, o ônus do ajuste de suas contas, vez que se recusa a enxugar seus elevados custos, criados pela sua própria incompetência e má fé. Não vão diminuir o custo da máquina governamental, não vão DEMITIR A “CUMPANHÊRADA” que está mamando nas tetas do governo. O custo do ajuste vai cair sobre o trabalhador.

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