09/09/2017
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“Tem que ser ‘tchau’ e não voltar aqui mais nunca”. Com esta frase, durante a conversa gravada com o empregado Ricardo Saud, Joesley Batista confessou seu plano: desestabilizar os Três Poderes, vender tudo, deixar o Brasil e “não voltar aqui mais nunca”.
A estratégia era garantir blindagem em cinco operações policiais, nas quais era alvo, e passar a viver no Estados Unidos, onde o grupo controla 57 empresas.
Saud diz na gravação: “Isso (delatar e ir embora ileso) é a única coisa que a gente tem que acertar, Joesley, pra poder ir embora com a família”.
Investigadores da Lava Jato também suspeitam que Joesley gravou Ricardo Saud como “garantia”, em caso de traição do cúmplice.
Joesley achava que era só grampear autoridades, entregar os áudios, e nunca mais voltar ao Brasil: “não vai precisar de nós (sic)”.
O áudio não foi enviado “por acidente”. A Polícia Federal pediu o gravador para periciar o grampo de Joesley contra Michel Temer. Cláudio Humberto
BZ-O BNDES é credor e sócio da JBS. Em caso de fuga desses “açougueiros bandidos” o BNDES pode assumir o controle a direção do ngócio, portanto é preciso muito cuidado para que os atuais donos não descapitalizem propositadamente a empresa.


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