02/08/2014
ELEIÇÕES BAHIA: 29 CIDADES RECEBEM CANDIDATOS NESTE FIM DE SEMANA
por Rebeca Menezes/Bahia Notícias
Os candidatos ao governo do Estado aproveitam o fim de semana para intensificar as campanhas em cidades do interior.
No sábado (2), Paulo Souto (DEM) leva sua caravana às cidades de Tanquinho, Riachão do Jacuípe, Nova Fátima, Gavião, São Domingos, Valente e Santaluz, no centro-norte e nordeste baianos. No domingo (3), segue por Itiruçu, Jaguaquara, Itaquara, Santa Inês, Ubaíra, Jiquiriçá, Mutuípe e Laje.
Enquanto isso, Rui Costa (PT) visita o sudoeste: no primeiro dia, realiza carreata em Presidente Tancredo Neves, Teolândia, Venceslau Guimarães e Gandu.
No segundo, passa por Boquira, Macaubas, Rio do Pires, Caturama e Paramirim. Lídice da Mata (PSB) começa o fim de semana com a inauguração do seu comitê, às 10h, na Avenida Manoel Dias da Silva.
Às 15h, fala sobre políticas públicas com a juventude no Pelourinho. No domingo, ela faz caminhada em Matina e visita uma feira livre em Guanambi, também no sudoeste.
Rogério Da Luz (PRTB) também faz campanha no interior. No dia 2, se encontra com lideranças políticas em Feira de Santana, no centro-norte e, no dia 3, vai a Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus.
Renata Mallet (PSTU) é a única que permanece na capital baiana. No sábado, ela participa do seminário “Um programa socialista para a Bahia”, para a discussão do programa de governo do partido. No domingo, participa de caminhada na Ribeira pela manhã e depois almoça com apoiadores da candidatura.
RUI, LÍDICE E SOUTO SÃO SABATINADOS POR LÍDERES DO SETOR PRODUTIVO
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Apesar de pertencerem a partidos ideologicamente diferentes, os três principais candidatos ao governo concordam em um ponto: a guerra fiscal entre os estados precisa acabar.
Rui Costa (PT), Paulo Souto (DEM) e Lídice da Mata (PSB) defenderam o fim desse modelo de atração de indústrias, ontem, durante o Encontro dos Setores Produtivos com Candidatos ao Governo do Estado, organizado em parceria pelas três grandes entidades do setor produtivo na Bahia: as federações das Indústrias (Fieb), do Comércio e Serviços (Fecomércio) e da Agricultura e Pecuária (Faeb).
Para o petista, o hábito de usar as isenções fiscais para convencer empresas a se instalarem no estado “está com os dias contados”. Para substituir esta prática, Rui Costa sugere fortalecer a logística e a infraestrutura, para diminuir custos de instalação das empresas.
“Acho que esses devem ser os pilares para atração de novos investimentos, assim como buscar adensar as cadeias produtivas do estado, a exemplo do que fizemos com a indústria (de energia) eólica.
Hoje, está toda ela verticalizada, com produção das torres, das pás, dos geradores, aqui no estado”, disse.
“Precisamos acabar com a guerra fiscal, embora ela tenha sido, até então, um importante instrumento para o movimento da economia nordestina, e nós não podemos negá-la.
Mas diante dos novos desafios da economia brasileira, que precisa de um desenvolvimento integrado, é preciso repensar esta política”, salientou Lídice.
Para se tornar atrativo sem as isenções, a socialista propôs melhorar as malhas rodoviária e aeroviária e a “interiorização do turismo e da economia”.
“Enxergamos o turismo como um vetor estratégico do desenvolvimento”, disse. Segundo a candidata, 370 municípios baianos respondem por apenas 15% da produção do estado.
O democrata Paulo Souto também afirmou que a estratégia de isenções “está se exaurindo”, mas minimizou a importância do modelo.
“Eu não tenho tanto receio com relação a isso, porque as isenções foram tão generalizadas, e elas existiam para praticamente todos os estados que, de alguns anos pra cá, ela é só mais um fator de competitividade.
São outros os fatores que têm poder decisivo”, opinou. Priscila Chammas, Correio*


SOUTO DAR DE 10 X 0 NOS DOIS QUE SÃO FARINHA DO MESMO SACO.
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