segunda-feira, 29 de novembro de 2010

TRANSIÇÃO PRESIDENCIAL

29/11/2010


Vice-Presidente eleito, Michel Temer, também
presidente do PMDB

PMDB NÃO CONSEGUE FECHAR A LISTA DE “MINISTERIÁVEIS”
O apetite do PMDB por ministérios contrasta com a inanição da lista de ministeriáveis que a legenda submeterá à apreciação de Dilma Rousseff. A poucos dias do início formal das negociações, o partido do vice-presidente eleito Michel Temer ainda não conseguiu fechar uma relação de nomes. O PMDB ocupa, hoje, seis ministérios: Integração Nacional, Comunicações, Minas e Energia, Agricultura, Saúde e Defesa. Sob Dilma, admite trocar de pastas. Mas reivindica: A) a manutenção da quantidade; e B) a garantia de compensações que levem em conta a qualidade dos postos. Por exemplo: ante da perspectiva de perder a Integração Nacional e a Saúde, o PMDB mira em Cidades e Transportes, duas jóias da Esplanada. Pois bem. Por ora, o PMDB dispõe apenas de três nomes. Um deles enfrenta a resistência do governador Sérgio Cabral, do Rio. Leia mais no Blog do Josias.

DISPUTA POR CIDADES COMPLICA XADREZ
O “pote de ouro” da Esplanada, que se transformou em maior ponto de discórdia entre os aliados e ameaça rachar até o PMDB, chama-se Ministério das Cidades. Com R$ 5 bilhões para investimentos no Orçamento de 2011, além dos R$ 12,9 bilhões do programa de construção de habitações populares Minha Casa Minha Vida, a pasta é cobiçada por quatro partidos governistas: PMDB, PT, PSB e PP. Pelo cronograma da presidente eleita Dilma Rousseff, uma vez definidos os nomes da equipe econômica e do núcleo político do Palácio do Planalto, vai começar o verdadeiro desafio, que é acomodar os representantes dos partidos governistas nos ministérios da infraestrutura. Essa é uma categoria muito cara aos políticos: são as pastas que têm dinheiro para investimentos, como os Transportes (R$ 16,7 bilhões) e a Integração Nacional (R$ 3 bilhões, sem incluir as estatais vinculadas). (Estadão)

DILMA DEVE REVER A POLÍTICA PARA O IRÃ
A presidente eleita Dilma Rousseff deve rever a estratégia de aproximação do Brasil com o Irã, grande alvo de críticas da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo interlocutores da petista, ela avalia que a atitude em relação a violações aos direitos humanos no Irã foi “equivocada” e “causou desgaste desnecessário”. Para Dilma, associar-se a um regime que apedreja mulheres e aprisiona opositores foi um “enorme erro”, dizem esses interlocutores. O governo brasileiro reluta em condenar a sentença de apedrejamento da viúva Sakineh Ashtiani, acusada de adultério, e se abstém nas votações de resoluções da ONU contra essas práticas, e não condena a opressão a opositores. Um dos motivos para a não manutenção do chanceler Celso Amorim no cargo seria sua atuação no caso do Irã. (Agência Estado)

GEDDEL DIZ AO PMDB TER INTERESSE EM PRESIDIR A INFRAERO
A presidente eleita, Dilma Rousseff, quer remodelar o setor aéreo do país. Ela decidiu criar uma pasta específica para a área, provavelmente com status de ministério. O objetivo é abrir o capital do setor à iniciativa privada e acelerar a construção de aeroportos para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. A Secretaria Especial de Aviação Civil cuidará de assuntos e órgãos que hoje estão sob a responsabilidade do Ministério da Defesa. Responderão à nova pasta a Infraero, estatal que administra aeroportos, e a Anac, agência reguladora do setor. Não está no desenho montado pela petista a junção dessa nova pasta com a Secretaria de Portos – ao contrário das especulações da semana passada. Os portos podem, inclusive, voltar a ser um departamento do Ministério dos Transportes. A decisão final, contudo, passará pela negociação partidária. Dilma tenta acomodar 12 legendas aliadas em cargos do primeiro escalão. Para comandar a nova pasta, a presidente eleita tem dito que não abre mão de um profissional com capacidade técnica. Isso não significa, porém, que não haverá negociação com alguma sigla de sua base de apoio. Ainda não há nomes em discussão. O PMDB está de olho não só na vaga, mas também no controle da Infraero. O deputado Geddel Vieira Lima (PMDB) já disse a peemedebistas que tem interesse em ser o titular da empresa. (Folha)

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