quinta-feira, 7 de julho de 2011

CASO ALFREDO NASCIMENTO

07/07/2011

DIÁRIO DE FÉRIAS
Ranier Bragon, Folha de S. Paulo
A queda de Alfredo Nascimento pode não significar o encerramento da crise instalada no setor de Transportes. Luiz Antonio Pagot, um dos pivôs do episódio, procurou senadores do PR para dizer que parte dos aditivos a obras foi feita para alavancar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff, em 2010.
Ressaltando não ter havido irregularidade nessas ações, o diretor-geral do Dnit - cuja exoneração já está anunciada para depois de suas férias - afirma que recebia "ordens superiores", entre outros, de Paulo Bernardo, então no Planejamento, hoje nas Comunicações.
Pagot foi aconselhado a submergir, mas a oposição quer ouvi-lo em comissão do Congresso.


MUITO ALÉM DO PR
Ilimar Franco, O Globo
A demissão do ministro Alfredo Nascimento (Transportes), nas circunstâncias em que ocorreu, não deixa mal apenas o PR. A presidente Dilma também fica exposta no episódio na medida em que os escandalosos aditivos foram aprovados num governo no qual ela era a principal gestora.
Nos próximos dias, o governo Dilma também terá de administrar o mal-estar em sua base política.
Entre os aliados há uma crença generalizada: a queda de Nascimento foi uma operação política que contou com a ativa participação do Pallácio do Planalto. Dizem que o jogou um aliado às feras para tirar da agenda o caso dos aloprados.
BZ-Está tudo interligado: Lula que indicou e forçou a continuidade de Alfredo Nascimento no Ministério, o Waldemar Costa Neto que só se elegeu graças à grande votação do Tiririca e o Pagot que operava o esquema da MARACUTAIA.

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