segunda-feira, 11 de julho de 2011

NACIONAIS

11/07/2011

ALGO SE MOVE
Dora Kramer, O Estado de S.Paulo
Eles são todos do PMDB, na maioria ex-governadores e recém-eleitos para o Senado.
Se de longe já olhavam com preocupação a respeitabilidade da Casa se esvair em crises e desmandos, de perto viram que o cenário era ainda pior: uma estrutura corporativista voltada para assegurar benfeitorias de funcionários e senadores, cujo desmonte só se fará ao custo da ruptura do pacto não escrito que a sustenta.
A partir dessa constatação, um grupo de oito senadores pemedebistas começou a se organizar numa espécie de rebelião pacífica com o objetivo de disputar a próxima eleição para presidente e impedir que José Sarney tenha êxito no plano de fazer de Renan Calheiros seu sucessor.
Os "novatos" Eduardo Braga (AM), Luiz Henrique (SC), Casildo Maldaner (SC), Roberto Requião (PR), Ricardo Ferraço (ES) e Waldemir Moka (MS) juntaram-se a Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE), que até então combatiam sozinhos e eram marginalizados no partido, para primeiro reorganizar o equilíbrio de forças dentro do PMDB.
BZ-Resta-nos a esperança de que um pequeno grupo de políticos honestos, envergonhados com tanta safadeza, consiga alguma mudança.


MINISTRO ADMITE CONTATO COM DIRETOR DO DNIT
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negou ontem que tenha recebido empreiteiras, quando comandava a pasta do Planejamento, para acertar obras rodoviárias executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Afirmou, porém, que pediu ao diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, informações sobre o andamento de obras no Paraná, base política do ministro e de sua mulher, a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. O diretor do Dnit disse a interlocutores ter provas de que empreiteiras negociavam com Paulo Bernardo um pacote pronto de projetos, como publicou ontem Jorge Bastos Moreno na coluna “Nhenhenhém”. – Pagot não era meu subordinado, e servidor público obedece a ordens formais que ficam registradas no sistema do governo. No serviço público, fazemos apenas o que a lei determina – afirmou o ministro, por e-mail. (O Globo)


PR GARANTE NÃO ESTAR IMPONDO NOMES AO MINISTÉRIO
Após o senador Blairo Maggi (PR-MT) ter recusado a possibilidade de assumir o cargo de ministro dos Transportes em lugar de Alfredo Nascimento (PR-AM), a decisão sobre o nome que ocupará a posição de titular da pasta deve ficar para esta quarta-feira (13). De acordo com o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), neste dia a cúpula do PR encarregada de encontrar um nome que agrade o Planalto – ele, Maggi e o senador Magno Malta (PR-ES) – deve se reunir à presidente Dilma Rousseff. Portela assegura, porém, que o encontro não será impositivo. “Quem tem o comando é a presidenta [Dilma Rousseff]. Esses três homens [Malta, Maggi e Portela] que foram colocados como interlocutores do partido para encontrar alguém, em nenhum momento estão impondo nenhum nome. Jamais colocaríamos a faca no peito da presidenta”, garantiu.
BZ-É sintomático que o deputado Valdemar da Costa Neto, presidente do PR e "dono" do Ministério dos Transportes não esteja nessa reunião com a presidenta. Será um sinal dos novos tempos?


COTADO PARA TRANSPORTES PROPÔS DIFICULTAR SUSPENSÃO DE OBRA
O nome do deputado Edson Giroto, vice-líder do PR na Câmara, ganhou força como possível indicação ao Ministério dos Transportes depois que Blairo Maggi (PR-MT) recusou o convite. Ele é um dos nomes preferidos da cúpula do PR. Ex-secretário de Obras de Campo Grande e do governo de Mato Grosso do Sul, foi o deputado federal mais votado do Estado em 2010. “Sou engenheiro, tenho formação na área de rodovias e fui secretário de obras por 14 anos. Se o partido me indicar, e a presidente fizer o convite, aceito no mesmo momento.” (Folha)


Mário Negromonte, ministro das Cidades
 MINISTÉRIOS DO TURISMO E CIDADES SÃO OS NOVOS ALVOS DE DILMA
A crise que culminou com a degola de toda a cúpula do Ministério dos Transportes na semana passada permitiu à presidente Dilma Rousseff avançar na sua estratégia para desmontar os feudos partidários no governo, especialmente no segundo escalão, onde se concentram muitos órgãos com alto e forte poder de decisão financeira e administrativa. Na mira de Dilma, outras pastas problemáticas: o Ministério do Turismo e o das Cidades. Um ministro próximo confirma que Dilma está fazendo agora o que não conseguiu fazer na transição de governo, por pressão política de aliados e até do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As denúncias de irregularidade que atingiram integrantes do segundo escalão e até mesmo o ex-ministro Alfredo Nascimento permitiram que a presidente iniciasse uma troca profunda no Ministério, considerado até então um bunker do PR no governo. (O Globo)


LULA AGORA USA RECADOS PARA DAR PALPITES A DILMA
As relações da presidenta Dilma com o ex-presidente Lula continuam amistosas, mas eles se falam cada vez menos. No começo do governo, jantavam secretamente pelo menos uma vez por semana, no Palácio Alvorada, e os contatos ao telefone eram diários, mas esses momentos foram diminuindo e hoje Lula tem recorrido até mesmo a recados, por amigos comuns, para fazer chegar os seus palpites a presidenta.
Lula e Dilma falam tão pouco que ela não demitiu o ex-ministro Alfredo Nascimento, no primeiro momento, para não chatear o ex-presidente.
No velório de Itamar Franco, Lula pediu a Michel Temer e José Sarney para dar um recado a Dilma: “Demita o Alfredo logo, para não ter crise”.
Sarney ouviu o recado de Lula para Dilma, sobre Alfredo Nascimento, e depois cochichou com um amigo: “Eu não sou de levar recados...”
Só na terça (5) chegou a Dilma o recado de Lula, aconselhando-a a afastar o ministro dos Transportes. E Dilma mandou Alfredo se demitir. (CLÁUDIO HUMBERTO)

Um comentário:

  1. QUERIA.....
    Eu queria mesmo ver se nesse Congresso tem macho e mulheres de valor e vergonha era agora, que os escândalos estão falando em alto e bom tom. A imprensa está cumprindo seu papel. De vez em quando se ouve falar de um jornalista despedido, a mando do governo, mas as denúncias seguem acontecendo. Bom que o Governo está acompanhando e tomando "algumas" providências. Mas o Congresso deveria adotar uma postura radical com relação à corrupção: Criar a Frente Parlamentar de Combate à Corrupção; Afinal de contas esse dinheiro é nosso e está fazendo muita falta nos setores essenciais como: Saúde, Educação e Segurança... Não dá prá entender esse silêncio dessa Augusta Casa. Quem cala consente. Será que estão no meio do olho furacão?

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