segunda-feira, 16 de abril de 2012

ESCANDALÔMETRO

16/04/2012

ESQUEMAS ILEGAIS DE CACHOEIRA MOVIMENTARAM R$ 400 MI
Alana Rizzo, Estadão.com.br
Investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) mostram que o grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, participou de esquemas ilegais que, juntos, movimentaram pelo menos R$ 400 milhões nos últimos seis anos.
Entre os supostos crimes praticados estão contrabando, exploração de jogos de azar, corrupção e lavagem de dinheiro.
A organização criminosa atuava num raio de até 200 quilômetros do Palácio do Planalto, tendo como área de maior influência o chamado Entorno do DF. Era nesse território, com quase dois milhões de habitantes e baixo índice de desenvolvimento humano, que Cachoeira cooptava servidores públicos e policiais para atuarem como "soldados" da máfia dos caça-níqueis.




GOVERNO TEME PERDER CONTROLE DE CPI DA CACHOEIRA
Acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto sobre a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o escândalo Carlinhos Cachoeira. O governo tenta manter o mínimo de controle sobre os trabalhos, mas até agora não há acordo sobre a escolha do presidente e do relator da comissão. Responsável pela articulação política do governo, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) pode ter de engolir um desafeto na relatoria dos trabalhos: os deputados Cândido Vaccarezza (SP) e o Luiz Sérgio (RJ) são os mais cotados para a função. Apesar de os dois serem filiados ao PT, ambos já entraram em rota de colisão com a ministra. “Ideli vai ter de aceitar. Nós fechamos com Vaccarezza ou Luiz Sérgio”, avalia um senador governista que também não tem boa relação com a ministra. A vaga de presidente da CPI deve ficar com um integrante do PMDB. O nome mais cotado é o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). “Eu ainda não fui avisado”, disse o senador paraibano. (Último Segundo/Ig)

DILMA SE QUEIXA, PT RECUA E CPI DO CACHOEIRA BALANÇA
Fernanda Krakovics e Maria Lima, O Globo
A presidente Dilma Rousseff não está satisfeita com o presidente do PT, Rui Falcão, por causa da atropelada criação da CPI do Cachoeira. Dilma se queixou com ministros e petistas de que Falcão não podia ter saído atirando - e defendendo a criação da CPI - sem consultá-la antes.
Agora, o partido tenta puxar o freio de mão. Com o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), internado desde sábado com insuficiência coronariana, se as assinaturas forem coletadas a tempo, caberá à vice-presidente Marta Suplicy (PT-SP) instalar a comissão na terça-feira.
A preocupação de Dilma com o anunciado descontrole da CPI foi tema da conversa, na sexta-feira, entre ela e o ex-presidente Lula, um dos entusiastas da investigação parlamentar sobre os negócios e relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

AGNELO COLOCA CONDENADO POR SUPERFATURAMENTO EM COMISSÃO DE LICITAÇÃO DO DF
Felipe Patury (Radar Online, Veja)
Assessor da Subsecretaria de Publicações da Presidência da República em 2004, Luiz Antônio Moreti foi um dos condenados pelo TCU no rolo de superfaturamento milionário na impressão de cartilhas de propaganda do primeiro mandato de Lula. Instado pelo tribunal a devolver aos cofres públicos 170 000 reais em 2010, Moreti sumiu das páginas oficiais, deixou o tempo passar. Agora, reapareceu. Onde? Na comissão de licitação que vai escolher a nova agência de publicidade do governo do Distrito Federal. Agnelo Queiroz é um governador destemido: pôs um condenado por superfaturamento para cuidar de um contrato de 147 milhões de reais apenas para este ano (e de novo na área de publicidade).


DELTA TRANSFERIU R$ 39 MI PARA EMPRESAS DE FACHADA DE CACHOEIRA
Cássio Bruno, Maiá Menezes, Evandro Éboli e Luiza Damé, O Globo
O bicheiro Carlinhos Cachoeira usou duas empresas de fachada — a Brava Construções e a Alberto & Pantoja — para movimentar R$ 39 milhões, entre 2010 e 2011. Os saques eram feitos pelo tesoureiro da quadrilha de Cachoeira, Giovane Pereira da Silva, e sempre um pouco abaixo de R$ 100 mil, que é o valor que obrigaria a comunicação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo os relatórios da Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de fevereiro, o repasse do dinheiro foi feito pela Delta Construções.


PT QUER SABER NA CPI POR QUE GURGEL NÃO AGIU CONTRA JOGATINA
O procurador-geral da República Roberto Gurgel é um dos alvos mais desejados pelos parlamentares governistas excitados com a criação da CPI do Cachoeira. Eles planejam confrontar Gurgel com a suspeita de não tomar providências contra o jogo ilegal e o escândalo de crrupção revelado pela Operação Vega, da Polícia Federal, em 2007, com envolvimento de autoridades e até suposta compra de sentenças. Segundo dirigentes, PT também está ansioso para indagar de Gurgel, na CPI, por que não agiu quando soube que a investigação contra o contraventor Carlos Cachoeira havia “fisgado” o senador Demóstenes Torres (GO). Apesar das descondianças petistas, Gurgel sempre garantiu que jamais deixou de cumprir suas obrigações.

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